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A MEDIAÇÃO UNIVERSAL

DE MARIA SANTÍSSIMA.

www.obradoespiritosanto.com

 

Parte XI.

 

A grande Mensagem Celeste dos tempos modernos:

 

O Santo Rosário.

 

         A Divina Providência que rege o mundo e tudo dirige para a Salvação Eterna do gênero humano, socorre a humanidade, nas diferentes épocas, com remédios adequados às suas necessidades e seus males.

         Do fim do século XIX até nossos dias, DEUS claramente manifestou ao mundo um grande remédio que auxiliará, enormemente, para salvar os homens dos terríveis perigos que o ameaçam. O grande remédio é o Santo Rosário.

         O mundo até hoje admira o imortal Pontífice que, há mais de um século. Escreveu a monumental Encíclica “RERUM NOVARUM” e que deu novos rumos à momentosa questão social.

 

         Todos exaltam a benemerência de Leão XIII. Mas, talvez, nem todos saibam que o mesmo Pontífice escreveu dez (10) admiráveis Encíclicas sobre o Santo Rosário. A começar em 1883 até 1897, o admirável Papa não se cansou de explicar, louvar e recomendar a reza do Rosário.

         Foi precisamente nessas Encíclicas que encontramos os argumentos preciosos que expusemos nestes textos para provar a Mediação Universal da MÃE de DEUS.

 

         A última Encíclica, de 05 de setembro de 1898, intitulada “Diuturni temporis” é o testamento Mariano e despedida do Pontífice Leão XIII deste mundo, pois já estava com 88 anos de idade. Afirma Ele:

         “No Amor desta MÃE que procuramos fomentar dia a dia, queremos terminar, assim o esperamos, os nossos dias”.

 

         Desejamos ardentemente solidificar a salvação da sociedade humana pelo Culto da Santíssima Virgem, e esforçamo-nos em promover, entre os fiéis cristãos, o uso do Rosário Mariano, emitindo, para este fim, Cartas Apostólicas e Decretos, como sabeis, desde o começo de setembro de 1883(...)

         (...) Constantemente animava-nos o desejo que entre os povos cristãos perdurasse a convicção da dignidade e do poder do Rosário Mariano.

 

         Por isso lembramos primeiro a origem do mesmo, que é antes Celeste do que humano, e demonstramos que a Coroa trançada da saudação Angelical, intercalada na oração do SENHOR e acompanhada do exercício da meditação, é uma oração ótima e utilíssima para chegarmos à vida eterna. Além desta vantagem, é um forte baluarte da fé.

 

         Pelos mistérios a serem meditados, é um insigne exemplo de virtude. Ademais, é uma prática muito fácil que se acomoda à índole do povo. Demonstramos que a família de Nazaré apresenta à sociedade doméstica o exemplo mais perfeito, cujo influxo salutar o povo cristão sempre sentiu.

 

         E nós, como sinal imorredouro de nossa propensão para esta espécie de piedade, mandamos que a mesma solenidade (Festa de Nossa Senhora do Rosário) e Seu Ofício, se celebrassem na Igreja Universal sob “Ritu duplici secundal classis”, e que todo o mês de outubro se consagrasse a essa prática de devoção; e ainda prescrevemos que se introduzisse na Ladainha Lauretana, como prenúncio de vitória nos combates presentes, a invocação: “Regina Sacratíssimi Rosarii.” Concluiu Leão XIII. Dizemos nós todos há mais de 100 anos: “Rainha do Sacratíssimo Rosário, rogai por nós!”

 

         Vinte anos após o Papa Leão XIII ter publicado sua última Encíclica sobre o Santo Rosário, a própria Virgem desce dos Céus e traz à Terra a Mensagem Divina do Santo Rosário.

         Nas memoráveis seis Aparições, de 13 de maio a 13 de outubro de 1917, seis vezes repete aos três pastorzinhos a admoestação de rezarem com devoção o Terço (do Rosário) pelo menos todos os dias.

 

         Como em Lourdes, também em Fátima, (e em tantas outras Aparições), já na primeira Manifestação a Virgem tem as Mãos juntas à altura do peito em sinal de oração, e pendente um lindo Rosário de contas brilhantes e um Crucifixo prateado.

         - “E eu irei para o Céu?” pergunta Lúcia.

- “Sim, irás”, respondeu a meiga SENHORA.

         - “E a Jacinta?”...

- ”Também”.

         - “E o Francisco?”...

- ”Ele também, mas primeiro tem de rezar muitos Terços (do Rosário).”

 

         Ensina-lhes a VIRGEM esta pequenina, mas poderosa jaculatória, para intercalar entre os Mistérios, depois do Glória ao PAI...:

         “Ó meu JESUS, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno e aliviai as almas do Purgatório, principalmente as mais abandonadas.”

 

         Na terceira Aparição, torna a VIRGEM a insistir na recitação cotidiana do Terço (do Rosário), para obter o fim da guerra (1ª grande guerra mundial – 1914 a 1918), porque, afirmava-lhes, ELA poderia interceder.

         Jacinta pede várias curas, mas a SENHORA responde que receberiam as Graças pedidas, porém antes era necessário que começassem a rezar o Terço (do Rosário).

 

         Na quarta Aparição volta a VIRGEM a recomendar que rezassem o Terço (do ROSÁRIO) todos os dias, e, na quinta Aparição renova a recomendação que se continuasse a rezar o Rosário para alcançarem o fim da guerra.

         Nas últimas Aparições pergunta Lúcia:

         - “Quem é ‘Vossemecê’ e o que quer de mim?”

         Respondeu que era a SENHORA do Rosário e que viera exortar os fiéis a recitarem o Santo Rosário.

 

         Entre as orações Marianas, a que mais exalta e destaca a Mediação da Santíssima Virgem é o santo Rosário. Na reza do Rosário, repetimos cento e cinqüenta e três vezes a saudação Angélica, (podemos denominá-la de hino da Mediação Universal) e meditamos os Mistérios da Redenção do gênero humano, onde MARIA vive e sofre com CRISTO, na conquista de todas as Graças, e onde MARIA com CRISTO as distribui.

 

         Mais uma vez lembramos este grande Papa Mariano, Leão XIII, citando a Santo Tomás de Aquino, na Encíclica “jucunda semper expectatione” de 08 de setembro de 1894, que diz da Ave-Maria:

         “Saudamo-LA como Aquela que “achou Graça junto de Deus”, de modo singular por ELE constituída “cheia de Graça”, de cuja plenitude recebe todo o universo, à qual “DEUS está ligado em união tão íntima quanto possível”, a “Bendita entre as mulheres“ que suspendeu a maldição e trouxe a benção com o fruto Bendito de SEU Ventre, por quem foram abençoados os gentios, e que exatamente invocamos como “MÃE DE DEUS.”

 

         Saudamo-La na segunda parte “Santa MARIA, Mãe de DEUS,” dignidade que LHE garante a Onipotência Suplicante, porque no dizer do grande orador Bossuet: “É MÃE DE DEUS para tudo poder e Mãe dos homens para tudo conceder.”

 

         E prosseguimos:

         “Rogai por nós pecadores agora e na hora da nossa morte”.

         Pedimos que nos atenda em todas as tribulações da vida, mas LHE confiamos a hora derradeira, porque a Graça da perseverança final, abraça e enfeixa todas as outras Graças que visam precisamente esta última, sem a qual, melhor teria sido nem nascermos.” (até aqui a Encíclica)

 

         Os 15 Mistérios do Santo Rosário de Nossa SENHORA (os 20 Mistérios compõe o “Rosário ampliado do Papa João Paulo II”) acompanham a Mediação Universal desde o seu começo até à sua completa vitória.

 

         O primeiro nos desdobra a Anunciação, onde à VIRGEM é oferecida a Maternidade Divina que encerra a Mediação, e MARIA aceita com o SEU humilde: “Eis aqui a Escrava do SENHOR. Faça-se em MIM segundo a TUA Palavra.” No segundo, por SEU intermédio DEUS concede a primeira Graça da Redenção a São João Batista. Nos seguintes três Mistérios exerce a missão de conservar e zelar a Vítima Divina.

 

         Nos mistérios Dolorosos SEU posto é ao lado da Cruz ensangüentada, ofertando a VÍTIMA para a Redenção do gênero humano. Nos mistérios Gloriosos, depois de contemplarmos CRISTO Triunfante, assistimos à “novena” do Divino ESPÍRITO SANTO, onde os Apóstolos ”cum MARIA MATER JESU”... “com MARIA, MÃE de JESUS”... se preparam e recebem o PARÁCLITO, AQUELE QUE HABITA O PAI E O FILHO. No quarto e quinto mistério, MARIA é levada ao Céus, onde toma posse de SEU ofício de Medianeira de Todas as Graças.

 

         Como vemos o Santo Rosário, desde o seu começo até o fim, exalta as grandezas da Mediação Universal, e dela se serve para obter Graças e favores Celestes.

         Sim, se quisermos obter tudo da Medianeira de Todas as Graças, saibamos rezar o Rosário com devoção, e rezemos todos os dias da nossa vida.

         Imitemos aqueles grandes devotos e santos que O rezavam dia e noite. Santo Afonso Rodrigues tinha os dedos calejados de tanto passar as contas do místico rosal da Virgem SENHORA.

 

         São Clemente Hofbauer dizia, ao ser chamado ao leito de um moribundo pecador: “Se entre minha casa e a do doente tiver o tempo necessário para rezar o Terço, estou certo de sua conversão e salvação.”

         São João Berchmaus, entrelaçando o livro das Regras e o Crucifixo com o Terço, exclamava na hora da morte: “Agora posso morrer.”

 

         Para inocular na alma dos filhos de MARIA, o mais vivo amor a reza do santo Rosário, narramos alguns fatos que provam a sua eficácia:

 

1- Um maquinista de trem tomou parte num retiro, em Munique, Alemanha. Conversando com o pregador, contou-lhe que há trinta anos conduzia uma grande locomotiva. Durante todo esse tempo nunca passou, em suas viagens diárias, por uma Igreja sem saudar o Santíssimo Sacramento com as seguintes palavras: “Louvado seja JESUS CRISTO e bendito e louvado seja o Santíssimo Sacramento!” Disse que ira tão belo à noite ver do trem, nas janelas das Igrejas, o clarão da lâmpada do Santíssimo.

 

         Disse também que rezava todos os dias o Terço na máquina, mesmo porque, nas grandes rotas, não lhe era difícil; e que muitas vezes o seu auxiliar rezava junto.

         Compreende-se então porque esse senhor tenha sido tão abençoado em toda a sua vida. Em trinta anos de arriscada profissão nunca foi vitima de nenhum acidente, nem o mais leve contratempo. Para completar tão agraciada existência, dois de seus filhos tornaram-se sacerdotes.

 

2- Uma boa e santa mãe de família, ao despedir-se do filho que fora convocado para o “front”, entregou-lhe seu velho Terço, com o seguinte maternal apelo:

         “Meu filho, grande é a dor de tua mãe ao ver-te partir para a guerra. Correrás gravíssimos perigos para tua alma e vida: Talvez nunca mais te verei. Eis aqui o meu Terço. É o Terço que tua mãe tantas e tantas vezes tem rezado durante a vida. Filho, nunca te separes dele. Leva-o sempre contigo. Reza-o sempre que puderes. O Terço de tua mãe seja teu companheiro inseparável.”

 

         O filho partiu cumprindo o conselho de sua saudosa mãe, nunca se separava dele, nem de dia, nem de noite. Imaginemos com que devoção deveria rezá-lo no horror de uma guerra, principalmente na iminência das terríveis batalhas!

 

         Certa manhã de rigorosíssimo inverno, em meio da neve e do gelo, o jovem soldado toma parte num dos mais sangrentos combates. Em pouco tempo uma bala atinge-o na cabeça e o prostra desacordado. Felizmente a ferida não era mortal.

         Terminada a batalha, os oficiais ordenaram aos camponeses católicos que abrissem uma grande vala e enterrassem todos os soldados mortos. Antes disso, porém, examinassem os bolsos, para ver se encontravam algo por onde pudessem ser identificados os cadáveres, para avisar os respectivos familiares.

 

         Obedeceram imediatamente. Ao examinarem ao nosso jovem que parecia morto, encontraram no bolso o bendito Terço.

         “Oh! Exclamaram os colonos, este é dos nossos, reza o Terço, é filho de MARIA. Não, a este não vamos enterrar aqui na vala comum. Vamos enterrá-lo no cemitério sagrado e dar-lhe uma sepultura como merece quem reza o Terço e é devoto de MARIA Santíssima!”

 

         Sepultaram a todos os outros, como tinha sido determinado, e depois, carregando o jovem soldado numa padiola, lá se foram rumo ao cemitério, para dar-lhe uma sepultura católica. No caminho encontraram um médico que lhes perguntou: “que estão fazendo?” Eles então relataram todos os fatos, desde a ordem dos oficiais, até a intenção de enterrá-lo dignamente, pois se tratava de um irmão de fé, devoto de NOSSA SENHORA.

 

         O médico examinou o suposto morto e disse: “Não parece que esteja morto, só desacordado. Vamos movimentá-lo para ver se recobra os sentidos.” Algum tempo depois o jovem, reanimado pelos movimentos, abre os olhos. Estava salvo!

         O bendito Terço (do Rosário) de sua mãe salvou-lhe a vida, impedindo que fosse enterrado vivo. Quantos Terços das mães terrestres aliados ao Rosário da MÃE celeste, já não impediram que tantas e tantas almas tivessem sido enterradas no fogo do inferno?

 

         Amados da MÃE de DEUS e nossa, façamos o propósito de rezar, pelo menos, o Terço todos os dias, mas sempre lembrando que já há muitos anos Nossa SENHORA vem pedindo com grande insistência (Medjugorje) para rezarmos sim, o santo Rosário.

 

         “Imaculado Coração de MARIA, sede nossa salvação!”

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