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ÂNGELUS DO PAPA BENTO XVI.
TRANSMITIR AMOR MISERICORDIOSO DE DEUS
11.04.10:
Castel
Gandolfo, - Centenas de fiéis participaram
hoje da oração mariana dominical do Regina Coeli junto com o
Papa, em sua residência de Castel Gandolfo. O pátio
ficou pequeno para acolher a multidão de fiéis que com
bandas musicais, coros e faixas coloridas alegraram o
encontro com o Pontífice.
Em seu breve discurso, Bento XVI frisou que neste II
Domingo de Páscoa, em que se celebra a Divina Misericórdia,
“testemunhá-la torna Jesus ainda mais familiar”.
O Papa explicou que depois da Ressurreição, Jesus não
se limitou a visitar seus discípulos, mas foi além, para que
todos recebessem o dom da paz e da vida com o ‘Sopro
criador’. Bento XVI encorajou os sacerdotes para que,
“iluminados por esta palavra, sigam o exemplo do Santo Cura
D’Ars”, padre francês morto no século XIX e santificado por
suas qualidades morais e de fé. “Ele soube transformar os
corações e as vidas de tantas pessoas, conseguindo fazê-las
perceber o amor misericordioso do Senhor” –
completou.
Para o Papa Ratzinger, “hoje existe a necessidade
urgente de um anúncio e de um testemunho da verdade e do
Amor como aqueles. Só assim – disse – será mais familiar e
próximo Aquele que nossos olhos não viram, mas de cuja
infinita misericórdia temos absoluta certeza”.
A este respeito, Bento XVI recordou que ao canonizar
Irmã Maria Faustina Kowalska, em 30 de abril de 2000, João
Paulo II dedicou este domingo à Divina Misericórdia;
e saudou de modo especial os peregrinos que vieram a Roma
especialmente para esta ocasião.
Após rezar a oração mariana, o Papa recordou a tragédia que
comoveu a Polônia neste sábado, com a morte do Presidente,
Lech
Kaczynski, em um acidente aéreo. O Pontífice voltou a
expressar a sua ‘profunda dor’ pela catástrofe que deixou 96
mortos, dentre os quais vários expoentes do Estado polonês.
“Ao expressar meu profundo pesar, asseguro de coração
a minha oração de sufrágio pelas vítimas e de apoio para a
amada nação polonesa”.
Também em polonês, o Pontífice se dirigiu aos fiéis da
Polônia presentes no pátio de Castel Gandolfo:
“Com profunda dor, recebi a notícia da trágica morte do Sr.
Lech Kaczynski, presidente da Polônia, sua esposa e a
comitiva que os acompanhava. Morreram em viagem para Katyn,
local do suplício de milhares de oficiais militares
poloneses, setenta anos atrás. Confio todos ao
misericordioso Senhor da vida, unindo-me aos peregrinos que
estão reunidos no Santuário de Lagiewniki e a todos os
devotos da misericórdia de Deus no mundo inteiro”.
Em seguida, o Papa se referiu à exposição pública do Santo
Sudário, que começou ontem na cidade de Turim, no norte da
Itália, até o próximo dia 23 de maio, e que ele também
visitará no próximo dia 2 de maio.
“Alegro-me por este acontecimento, que uma vez mais
atrai um grande movimento de peregrinos, além de suscitar
novos estudos e reflexões e evocar o mistério do sofrimento
de Cristo. Espero que este ato de veneração ajude todos a
procurar o rosto de Deus”.
Como todos os domingos, o Papa concedeu aos fiéis presentes,
ouvintes e telespectadores a sua benção apostólica.
Fonte:
Rádio Vaticano.
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