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Papa
BENTO XVI:
JESUS NASCE DA HUMILDADE DO CRIADOR
E DA HUMILDADE DE MARIA
22.12.09:
Cidade do Vaticano
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"Os tronos dos poderosos deste mundo são todos
provisórios, enquanto o trono de Deus é a única rocha que
não muda e não cai." É uma das muitas reflexões que
Bento XVI dedicou, nestes anos de pontificado, ao Cântico do
Magnificat – no centro da liturgia de hoje – que
celebra em termos profundos e, ao mesmo tempo, concretos a
grandeza de Deus e a virtude da humildade.
Aproveitamos a ocasião para recordar algumas afirmações do
papa no dia em que a liturgia re-propõe no Evangelho os
versos de louvor da Virgem que nos projetam ao Mistério do
Natal:
O que
têm em comum as mulheres e os homens que a Igreja, em todos
os tempos, os reconheceu como Santos? Uma inexorável
consciência: o sentido das proporções entre a grandeza de
Deus e a sua pequenez pessoal.
Portanto, não há santidade sem a percepção da própria
limitação, não pode existir um verdadeiro cristão que não
seja capaz de humildade.
Isso
porque os Santos jamais perderam de vista que – afirmou o
pontífice – justamente de "um encontro de humildade
nasceu Jesus, Filho de Deus e Filho do homem": a "humildade
de Deus que se fez carne, se fez pequeno, e a humildade de
Maria que o acolheu em seu seio; a humildade do Criador e a
humildade da criatura". Maria, a primeira cristã, o
canta no Magnificat. "Minha alma engrandece o
Senhor", isto é, literalmente, a minha alma
engrandece Deus:
"A
minha alma engrandece o Senhor." Maria reconhece a grandeza
de Deus. Esse é o primeiro indispensável sentimento da fé; o
sentimento que dá segurança à criatura humana e a liberta do
medo, mesmo estando em meio às tempestades da história."
(1º de junho de 2008)
Como
Maria, também Bento XVI se fez muitas vezes um "cantor" da
humildade. "A humildade de Maria é aquilo que Deus
aprecia nela mais do que outra coisa" – afirmou.
Enquanto para a mentalidade humana, sobretudo dos nossos
tempos, a humildade é uma virtude de perdedores:
"O
humilde é percebido como um renunciatário, um derrotado,
alguém que não tem nada a dizer ao mundo. Ao invés, esse é o
caminho-mestre, e não só porque a humildade é uma grande
virtude humana, mas porque, em primeiro lugar, representa o
modo de agir do próprio Deus."
(2 de setembro de 2007)
Mais
dois mil anos de tentados "relativismos" não conseguiram ter
razão sobre aquela que permanece sendo a provocação do
Evangelho. O homem que reivindica a autonomia de Deus em
nome da própria liberdade comete um erro de perspectiva que
custa um preço muito alto, segundo ensina a história –
observa o Santo Padre:
"Onde
Deus desaparece, o homem não se torna maior; pelo contrário,
perde a dignidade divina, perde o esplendor de Deus em sua
face. No fim resta somente o produto de uma evolução cega e,
como tal, pode ser usado e abusado. É justamente o que a
experiência dessa nossa época confirmou. Somente se Deus é
grande, também o homem é grande. Com Maria devemos entender
que é assim. Não devemos distanciar-nos de Deus, mas tornar
Deus presente."
(15 de agosto de 2005).
Fonte:
Rádio Vaticano.
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