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O SANTO PADRE, O PAPA.


 

Um grupo de alegres crianças foi visitar o Santo Padre Pio XII. – Quem é o Papa, perguntou ele? – Todos responderam: o Papa é o Vigário de Cristo na terra. É a cabeça visível da Igreja. – É o pai de todos os cristãos.

 Depois se dirigindo ao menorzinho, perguntou: E tu saberias dizer quem é o Papa? – O pequeno sem hesitar responde: Tu és Jesus (1).

A grande mística dominicana Santa Catarina de Sena, dizia que o “Papa é o doce Cristo na terra”.

Seu amor pelo Papa e pela Santa Madre Igreja, se resume nesta frase: “Se morrer, saberei que morro de paixão pela Igreja”.

Escreve o Papa Pio XII: “Nada se pode conceber de mais glorioso, mais nobre, mais honroso do que pertencer à Igreja Santa, Católica, Apostólica e Romana, pela qual nos tornamos membros de um corpo tão santo. Somos dirigidos por um chefe sublime, e somos penetrados por um único Espírito Divino; enfim somos alimentados neste exílio terrestre por uma só doutrina e um só Pão celeste, até que finalmente tornemos parte na única e eterna bem-aventurança celeste” (Pio XII – Mystici Corporis Christi Nº 90 – 29/06/1943). (2).

 O Ex-Bispo Grahan Leonard da Igreja Anglicana de Londres revela o motivo de sua conversão ao Catolicismo Romano: “Na Igreja Católica encontra-se a verdade sem subjetivismos”. Diz mais sobre o Papa: “O essencial da primazia petrina não é a honra, mas a jurisdição. E isso porque se trata de defender a verdade, os direitos da verdade. O primado do Papa é essencial para a Igreja, porque é de instituição divina. É essencial também para alcançar a verdadeira unidade entre as igrejas”. (3)

 

O SIGNIFICADO DA PALAVRA PAPA

 

O Papa, (do grego, pai), segundo a santa doutrina católica, é o sucessor de São Pedro no governo da Igreja Católica Apostólica Romana e o Vigário de Cristo na terra. Tem autoridade sobre todos os fiéis e sobre toda hierarquia eclesiástica, incluindo a Concilio Ecumênico, e é infalível quando fala “ex cathedra” sobre assuntos de fé e moral.

Há quem defenda a origem da palavra como resultado das iniciais do título de São Pedro: “Petrus Apostolus Princeps Apostolurum (Pedro Apóstolo, Príncipe dos Apóstolos)”.

O Papa é o sucessor de São Pedro, a pedra sobre a qual Nosso Senhor Jesus Cristo edificou a sua Igreja, o Vigário de Cristo na terra, o “princípio perpétuo e o fundamento visível da unidade na Fé e na Caridade da Igreja” (4).

São Pedro Apóstolo, a quem Jesus Cristo outorgou o primado na Santa Madre Igreja, (João 21, 15-17; Mateus 16, 18-19), estabeleceu sua sede primeiro em Antioquia, depois, durante 25 anos, em Roma pelos anos de 42 d.C, que se tornou então a sede principal do cristianismo. A tradição entre Roma e o papado vem confirmada desde os primórdios da Igreja, os grandes Santos Padres: Santo Inácio de Antioquia (+ 110), São Justino (c. 100-165), São Basílio Magno (329-379), Santo Irineu (140-200), Santo Agostinho (350-430), São João Crisóstomo (c. 354 - 407) e outros imprimiram a sentença: “Ubi Petros, ibi Eclésia, ubi Eclésia ibi Christus – Onde está Pedro está a Igreja, onde está a Igreja está Jesus Cristo”.

A tradição que se refere que São Pedro foi martirizado em Roma, crucificado de cabeça para baixo em 64 ou 67, funda-se nos Fatos de Pedro (apócrifo) e na História Eclesiástica de Eusébio de Cesaréia .

Como sucessor de São Pedro, o Papa é o supremo soberano e mestre dos fiéis, exercendo autoridade suprema e universal. Quando, como chefe supremo da Igreja, define verdade de fé ou moral para a Igreja Universal, tem o dom da infalibilidade. É o supremo legislador e Juiz, promulgando leis para toda a Igreja, ou concedendo dispensas nas leis comuns. Somente ele pode criar e dividir dioceses; transferir e nomear bispos; convocar e dissolver concílios universais.

Concede indulgências do tesouro da Santa Igreja, comina censuras, como a excomunhão, e reserva para si, o poder de levantar determinadas excomunhões.

 

O PAPA SUCESSOR DE SÃO PEDRO

 

“O que Cristo Senhor, Príncipe dos pastores e Pastor Supremo das ovelhas, instituiu no Bem-Aventurado Apóstolo Pedro, para perpétua salvação e perene bem da Igreja deve, por vontade do próprio Cristo, durar para sempre na Igreja, que fundada sobre a pedra, subsistirá firme até a Consumação dos séculos ( Mateus 7, 25; Lucas 6, 48). Na verdade, ninguém duvida, pelo contrário, é fato conhecido em todos os tempos que o santo e beatíssimo Pedro, Príncipe e Cabeça dos Apóstolos, coluna da Fé e fundamento da Igreja Católica recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo, Salvador e Redentor do gênero humano, as chaves do Reino: Pedro ‘vive’, preside e ‘exerce o poder de julgar, até o presente e para sempre, na pessoa de seus sucessores’ (Concilio de Éfeso), ou seja, nos bispos da Santa Fé Romana, por ele fundada e com seu sangue consagrada” (D-5 3056). (5).

 

INFALIBILIDADE PAPAL

 

O dogma da infalibilidade papal ocorreu no Concílio Vaticano I (1869-1870). Em 13 de Julho de 1870, por grande maioria de votos, aprovou a proposição do dogma. Em 18 de Julho de 1870, o Papa Pio IX, homologou a resolução do concílio e anunciou a constituição dogmática em causa. Pio IX foi o Papa do mais longo pontificado, 32 anos.

 “Nós, seguindo a tradição fielmente recebida desde os primórdios da Fé cristã, para glória de Deus, nosso Salvador; para exaltação da religião católica e salvação dos povos cristãos, com aprovação do sagrado concílio, ensinamos e definimos que é dogma revelado por Deus: Que o Romano Pontífice, quando fala ex cathedra – isto é, quando, cumprindo seu múnus de Pastor e Doutor de todos os cristãos, define, em razão de sua suprema autoridade apostólica, que uma doutrina de Fé ou de Moral deve ser guardada por toda a Igreja – goza, em virtude da Assistência Divina que lhe foi prometida na pessoa Bem-aventurado Pedro, daquela infalibilidade com que o Divino Redentor quis que fosse dotada Sua Igreja ao definir uma doutrina de Fé ou de Moral; e que portanto tais definições do Romano Pontífice são irreformáveis por si mesmas, não pelo consenso da Igreja. Se alguém, pois, tiver ousadia (que Deus não o permita!) de contradizer esta Nossa definição – seja anátema”. (Constituição Dogmática “Pastor Aeternus”, D-S 3073-3075)

 

O PAPA E O COLÉGIO EPISCOPAL

 

“O Colégio ou Corpo Episcopal não tem autoridade se nele não se considerar incluído, como chefe, o Romano Pontífice, sucessor de Pedro, e permanecer intacto o poder primacial do Papa sobre todos, quer Pastores quer fiéis. Pois o Romano Pontífice, em virtude do seu cargo de Vigário de Cristo e Pastor de toda a Igreja, tem nela poder pleno, supremo e universal, que pode sempre exercer livremente. Mas a Ordem dos Bispos, que sucede ao Colégio Apostólico no magistério e no governo pastoral, e, mais ainda, na qual o Corpo Apostólico perpetuamente perdura, junto com o seu Chefe, o Romano Pontífice, e nunca sem ele, é também detentora do supremo e pleno poder sobre toda a Igreja, poder este que não pode ser exercido senão com o consentimento do Romano Pontífice. Pois o Senhor colocou apenas Pedro como pedra e guarda-chaves da Igreja (cf. Mateus 16, 18-19; 28, 16-20) e o constituiu Pastor de todo o Seu rebanho (cf. João 21, 15 ss.).

Mas é sabido que o encargo de ligar e desligar, conferido a Pedro (Mateus 16,19), foi também dado ao Colégio dos Apóstolos, unido à sua cabeça (Mateus 18, 18; 28, 16-20). Este colégio, enquanto composto por muitos, exprime a variedade e universalidade do Povo de Deus e, enquanto reunido sob uma só cabeça, revela a unidade do redil de Cristo. Neste colégio, os Bispos respeitando fielmente o primado e chefia da sua cabeça, gozam de poder próprio para o bem dos seus fiéis e de toda a Igreja, corroborando sem cessar o Espírito Santo a sua estrutura orgânica e a sua harmonia ...” (LG, 22). (6).

 

DE PEDRO O PRIMADO NO NOVO TESTAMENTO

 

Não resta dúvida de que já nos escritos do Novo testamento o Apóstolo Pedro ocupa lugar de preeminência. É o Apóstolo mais citado: 171 vezes, ao passo que o segundo citado é João, cujo nome ocorre 46 vezes. Mais ainda:


a) Pedro é o primeiro que Jesus chama e envia: Mc 1, 16-20; Mt 4, 15s; Lc 5, 1-11;


b) Na lista dos Apóstolos é sempre o primeiro, ao passo que Judas é o último: Mt 10, 2-4; Mc 3, 16-

19; Lc 6, 14-16 At 1,3.


c) A vocação de Pedro está associada a uma mudança de nome; ver Jo 1,41s; Mc 3, 16,18. Jesus lhe dá o nome de Kephas, Rocha. Na antiguidade o nome exprimia a realidade íntima do respectivo sujeito. No Antigo Testamento Deus mudou o nome de Abrão para Abraão (Gn 17,5) o de Sarai para Sara (Gn 17,16), o de Jacó para Israel (Gn 32,29). De cada vez a mudança implicou uma promessa..., promessa que dizia respeito aos fundamentos do povo de Deus. Ao trocar o nome de Simão pelo de Kephas (Rocha), Jesus quis significar que, no novo povo de Deus, Pedro teria o papel de fundamento sólido como a rocha.

Muito significativo são os textos de Mt 16, 13-19 (a promessa do primado); Lc 22, 31s (a oração de Jesus por Pedro, designado para confirmar seus irmãos na fé) e Jo 21 15-17 (a entrega do primado: “Apascenta...”).


NA TRADIÇÃO ECLESIÁSTICA


A Sé de Roma sempre esteve consciente de que lhe tocava, em relação ao conjunto da Igreja uma tarefa de solicitude, com o direito de intervir onde fosse necessário, para salvaguardar a fé e orientar a disciplina das comunidades. Tratava-se de ajuda, mas também eventualmente, de intervenção jurídica, necessárias para manter a unidade da Igreja. O fundamento dessa função eram os textos do Evangelho que privilegiam Pedro, como também o fato de que Pedro e Paulo haviam consagrado a Sé de Roma com o seu martírio, conferindo a esta autoridade singular

É São Clemente de Roma (c.30 101), o terceiro sucessor de São Pedro na sé romana, que nos fala da perseguição de Nero e do martírio de São Pedro e São Paulo com fatos históricos (Primeira Carta aos Coríntios, 1, 5-6). E Santo Inácio de Antioquia († 110), que de caminho para Roma , assinala numa carta aos romanos o martírio de São Pedro e São Paulo nesta Cidade (Carta aos Romanos 4).

No século II houve, entre Ocidentais e Orientais, divergências quanto à data de celebração da Páscoa. Os cristãos da Ásia Menor queriam seguir o calendário judaico, celebrando-a na noite de 14 para 15 de Nisã (daí serem chamado quatuordecimanos), independentemente do dia da semana, ao passo que os Ocidentais queriam manter o domingo como dia da Ressurreição de Jesus (portanto, o domingo seguinte a 14 de Nisã); o Bispo S. Policarpo de Esmirna foi a Roma defender a causa dos Orientais junto ao Papa Aniceto em 154; quase houve cisão da Igreja. S. Ireneu, Bispo de Lião (Gália) interveio; apaziguando os ânimos. Finalmente o Papa S. Vitor (189 – 198) exigiu que os fiéis da Ásia Menor observassem o calendário pascal da Igreja de Roma, pois esta remontava aos Apóstolos Pedro e Paulo.

Aliás, S. Ireneu († 202 aproximadamente) dizia a respeito de Roma: “Com tal Igreja, por causa da sua peculiar preeminência, deve estar de acordo toda Igreja, porque nela foi conservado o que a partir dos Apóstolos é tradição” (Contra as heresias 3,2).

Muito significava é a profissão de fé dos Bispos Máximo, Urbano e outros do Norte da África que aderiram ao cisma de Novaciano, rigorista, mas posteriormente resolveram voltar à comunhão da Igreja sob o Papa S. Cornélio em 251: “Sabemos que Cornélio é Bispo da Santíssima Igreja Católica, escolhido por Deus todo-poderoso e por Cristo Nosso Senhor. Confessamos o nosso erro... Todavia nosso coração sempre esteve na Igreja; não ignoramos que há só um Deus e Senhor todo-poderoso, também sabemos que Cristo é o Senhor ; há um só Espírito Santo; por isto deve haver um só Bispo à frente da Igreja Católica” (Denzinger –Schönmetzer. Enchiridion 108 [44].

O Papa Estevão I (254-257) foi o primeiro a recorrer a Mt 16,16-19, ao afirmar, contra os teólogos do Norte da África, que não se deve repetir o Batismo ministrado por hereges, pois não são os homens que batizam, mas é Cristo que batiza. (7).

 

CONCLUSÃO
 

Há um só Deus, Criador, um só Cristo, Salvador, um só Espírito, Consolador, uma só esperança, o Céu, uma só fé, a sã doutrina, um só batismo, o novo nascimento, uma só Igreja verdadeira, a Católica e um só sucessor de São Pedro, o Papa. Pastor Universal da Igreja: Una, Santa, Católica e Apostólica.
O Papa é a maior força moral da Terra. É o baluarte da ortodoxia. É o piloto que navega a barca de São Pedro com destemida fé. É o exemplo de santidade. Nele contempla-se a paz, justiça, caridade e unidade.

O papa é o ser etéreo da verdadeira religião universal do amor. Como disse São Gregório Magno (540-604): “O verdadeiro pastor das almas é puro em seu pensamento, irrepreensível nas suas obras, sábio no silêncio, útil sempre na palavra. Sabe aproximar-se de todos com verdadeira caridade e entranhas de compaixão” (8).

São Gregório foi o primeiro Papa de ordem religiosa, era beneditino; a si mesmo chamou “servo dos servos de Deus”. Título que desde então se incorporou em definitivo à linguagem papal.

Ao Santo Padre, o Papa, nosso respeito, honra, amor, veneração e a devida obediência ao nosso Pastor Universal.

 

ORAÇÃO PELO PAPA


“Deus Pastor e guia de todos os fiéis, olhai propício para o vosso servo... que constituístes pastor da vossa Igreja. Concedei-lhe, vos suplicamos a graça de edificar seus súditos com suas palavras e exemplos, a fim de que, com o rebanho que lhe foi confiado, alcance a vida eterna. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.”


Pe. Inácio José do Vale

Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo

Professor de História da Igreja

Faculdade Teológica de Volta Redonda

E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com

 REFERÊNCIAS E BIBLIOGRAFIA:

(1) Pe. Frei Ricardo, Capuchinho. O Sábado do Sacerdote, 2ª edição. Porto Alegre: Ed. São Miguel,

 1954. p. 67.

(2) Revista Pergunte e Responderemos, Janeiro de 2007. p. 23.

(3) Moura, Jaime Francisco de. Por que estes ex-protestantes se tornaram católicos! São José dos

campos: Com Deus, 2006. p. 143.

(4) Concílio Ecumênico Vaticano I, Constituição Dogmática “Pastor Aeternus” Denz-Schön 3051.

 Concílio Ecumênico Vaticano II, Constituição Dogmática “Lumem Gentium” 18.

(5) Constituição Dogmática “Pastor Aeternus” (D-5 3056).

(6) Constituição Dogmática “Lúmen Gentium”, Nº 22. Concílio Ecumênico Vaticano II

(7) Pergunte e Responderemos, março de 2006. p. 110,111.

(8) Palaci, S.J. Carlos. Pisaneschi, Nilo.

Santo Nosso de Cada Dia, Rogai por Nós, Santoral popular, São Paulo:

Loyola, 1999, p. 210.

Aquino, felipe. Porque sou católico, Lorena: Cléofas, 2002.

Aquiles, Pintonello. Os Papas : síntese históricas, curiosidades e pequenos fatos, São Paulo:

 Paulinas, 1986.

Fisher – Wollpert, Rudolf. Léxico dos Papas: de Pedro a João Paulo II, Petrópolis, 1991

 

Fonte: www.rainhamaria.com.br

 

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