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Bento XVI consegue cortar os ramos secos,

superar os obstáculos e as imensas dificuldades.

 

Ele é criticado, traído em sua confiança, envolvido em escândalos pelo comportamento de outros, instado a renunciar. Mesmo assim, quando tudo parece estar nos seus piores momentos, o papa Bento XVI mostra ao mundo as razões, a beleza e o poder regenerador do cristianismo. Já houve quem dissesse que ele é velho demais para dirigir e renovar a Igreja. Que ele é acadêmico demais para ser entendido pelo povo. Que ele é dogmático demais para dialogar com a modernidade. Que ele é fraco demais para reagir às traições, à corrupção, à perda de fé.

 

No entanto, como São Paulo declarou, "é quando sou fraco que sou forte". Bento XVI mostrou no Encontro Mundial das Famílias, a renovada capacidade do cristianismo de converter os corações e dar esperanças aos povos da terra.

Num mundo onde tudo parece desmoronar, sejam as finanças, as ideologias, os ídolos, os partidos políticos, as estruturas públicas e religiosas, o papa reuniu oitenta mil jovens crismandos e seus catequistas no estádio de Milão; e mais de um milhão de famílias de todas as partes do mundo, para dizer a todos que o futuro pertence aos que tiverem fé em Jesus Cristo.

 

Para os administradores públicos, o bispo de Roma disse que, para vencer a crise, "precisamos não apenas de escolhas técnicas e políticas corajosas, mas também da gratuidade que deve motivar as escolhas dos cristãos". "Contra a crise, a justiça não é suficiente se não vier acompanhada do amor pela liberdade". É neste contexto que a política precisa se tornar "uma forma superior de amor pelas pessoas e pelo bem comum".

 

Aos jovens, o papa mostrou a santidade como o “caminho normal do cristão”, e os chamou a serem “disponíveis e generosos, porque o egoísmo é o inimigo da verdadeira alegria”.   "Abram-se àquilo que o Senhor sugere! E se Ele os chamar a segui-lo, não lhe digam que não! Jesus preencherá o seu coração para toda a sua vida!".

Às famílias, Bento XVI reiterou que elas são "o recurso principal da sociedade". "Queridos cônjuges, no casamento vocês não doam algo ou alguma atividade, mas toda a sua vida. E o seu amor é fecundo primeiramente para vocês mesmos, porque vocês querem e fazem o bem uns para os outros, experimentando a alegria de dar e de receber".

O pontífice explicou que o casamento entre um homem e uma mulher "é fecundo na procriação generosa e responsável dos filhos, no cuidado dedicado a eles e na sua educação atenta e sábia".


"E é fecundo para a sociedade, porque a vida familiar é a primeira e insubstituível escola das virtudes sociais, como o respeito pelas pessoas, a gratuidade, a confiança, a responsabilidade, a solidariedade, a cooperação".

Em meio à multidão, Bento XVI mostrou a determinação serena e forte de guiar o "barco de Pedro" iluminando e aquecendo os corações e as mentes do mundo inteiro.

Quando foi eleito, em 19 de abril de 2005, o pontífice disse que seria "um humilde trabalhador na vinha do Senhor". Até agora ele manteve as suas promessas, podando a vinha e tornando-a mais livre e mais forte diante das tentativas de condicionamentos e de manipulações.

 

Ratzinger é, sim, um ancião, e parece frágil de corpo. Mas está limpando a casa de Pedro e deixando-a transparente e aberta de uma forma extraordinariamente heróica. Nenhum papa conseguiu em tão pouco tempo cortar os ramos secos, livrar a videira dos obstáculos e fazê-la crescer no meio de incontáveis dificuldades.

Para os católicos e para o mundo, o papa assume cada vez mais a dimensão da bênção de Deus.

 

Fonte: http://www.catolicismoromano.com.br/content/view/1823/37/ 

 

 

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