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ANGELUS DE PENTECOSTES.
"A VOZ DE DEUS DIVINIZA
A LINGUAGEM HUMANA DOS APÓSTOLOS"
12.06.2011 - Cidade do Vaticano:
O Papa
Bento XVI rezou ao meio-dia deste domingo, da janela
dos seus aposentos no Palácio Apostólico a oração mariana do
Regina Coeli com os milhares de fiéis e peregrinos
reunidos na Praça São Pedro.
Numa
manhã de céu azul e temperatura de verão europeu o Santo
Padre recordou que a Solenidade de Pentecostes que hoje
celebramos, conclui o tempo litúrgico da Páscoa. De fato, o
Mistério pascal – a paixão, morte e ressurreição de
Cristo e sua ascensão ao céu – encontra a sua
realização na poderosa efusão do Espírito Santo sobre
os Apóstolos reunidos com Maria, a Mãe de Deus, e os outros
discípulos. Foi o batismo da Igreja, o batismo no
Espírito Santo, disse o Papa.
Conforme narram os Atos dos Apóstolos, - recordou Bento XVI
- na manhã da festa de Pentecostes, um fragor como de vento
atingiu o Cenáculo e sobre cada um dos discípulos desceram
como línguas de fogo. São Gregório Magno comenta:
“Hoje, o Espírito Santo desceu com um som repentino sobre os
discípulos e mudou as suas mentes de seres carnais e
enquanto fora apareciam línguas de fogo, dentro os corações
tornaram-se flamejantes, pois, acolhendo Deus na visão do
fogo, suavemente arderam por amor”.
“A voz
de Deus diviniza a linguagem humana dos Apóstolos, que se
tornam capazes de proclamar de modo "polifônico" o único
Verbo divino. O sopro do Espírito Santo enche o universo,
gera a fé, arrasta a verdade, estabelece a unidade entre os
povos”.
O
Bem-aventurado Antonio Rosmini, - continuou o Santo Padre -
explica que “no dia de Pentecostes dos cristãos, Deus
promulgou... a sua lei de caridade, escrevendo-a através do
Espírito Santo não em tábuas de pedra mas no coração
dos Apóstolos, e através dos Apóstolos, comunicando-a depois
a toda a Igreja”.
“O
Espírito Santo, “que é Senhor, e dá a vida”
- como dizemos no Credo – procede do Pai e do Filho e
completa a revelação da Santíssima Trindade.
Provém
de Deus como o sopro da sua boca e tem o poder de
santificar, abolir as divisões, dissolver a confusão causada
pelo pecado. Ele, imaterial e incorpóreo, concede os bens
divinos, sustenta os seres vivos, para que atuem em
conformidade ao bem. Como luz inteligível dá sentido à
oração. Dá vigor à missão evangelizadora, faz arder os
corações daqueles que ouvem a boa notícia, inspira a arte
cristã e a melodia litúrgica”.
O Papa
em seguida afirmou que o Espírito Santo, que gera a fé
em nós no momento do nosso batismo, nos permite
viver como filhos de Deus, conscientes e dispostos, segundo
a imagem do Filho Unigênito. Também o poder de perdoar
os pecados é um dom do Espírito; de fato, aparecendo
aos Apóstolos na noite de Páscoa, Jesus soprou sobre eles e
disse: "Recebei o Espírito Santo. Os pecados daqueles
que vocês perdoarem, serão perdoados”.
E
concluiu confiando à Virgem Maria, templo do Espírito
Santo, a Igreja, para que viva sempre de Jesus
Cristo, da sua Palavra, dos Seus mandamentos, e sob a ação
constante do Espírito Paráclito anuncie a todos que “Jesus é
o Senhor”.
Antes
de concluir a oração mariana do Regina Coeli o Papa saudou
os peregrinos presentes na Praça São Pedro em várias
línguas. Falando em italiano recordou que amanhã em Dresda,
na Alemanha, será proclamado Beato Alois Andritzki,
sacerdote e mártir, assassinado pelos nazistas em 1943,
quando tinha 28 anos.
Louvemos o Senhor – disse o Papa - por essa testemunha de fé
que se soma ao elenco daqueles que deram a vida em nome de
Cristo nos campos de concentração. E Bento XVI confiou à
intercessão deles, hoje que è Pentecostes, a causa da paz no
mundo.
“Possa
o Espírito Santo inspirar corajosos propósitos de paz e
apoiar o compromisso de levá-los avante, para que o diálogo
prevaleça sobre as armas e o respeito da dignidade do homem
supere os interesses de parte. O Espírito, que è vínculo de
comunhão, endireite os corações desviados pelo egoísmo e
ajude a família humana a redescobrir e preservar com
vigilância a sua fundamental unidade”.
Bento
XVI recordou ainda que no próximo dia 14 celebra-se o Dia
Mundial dos Doadores de Sangue, milhões de pessoas que
contribuem, de modo silencioso, a ajudar os irmãos em
dificuldade. A todos os doadores o Papa dirigiu uma cordial
saudação e convidou os jovens a seguir o seu exemplo.
Fonte:
Rádio Vaticano.
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