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Os Sinais do Apocalipse.
A Sagrada
Escritura diz:
Haverá
sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra a aflição e a
angústia apoderar-se-ão das nações pelo bramido do mar e das
ondas. Os homens definharão de medo, na expectativa dos
males que devem sobrevir a toda a terra. As próprias forças
dos céus serão abaladas. (Lc. 21, 25-26)

Baixa atividade do sol intriga astrônomos
21/04/09: Astro está em um de seus períodos de menor
atividade em quase 100 anos, mas isso não reverte efeitos do
aquecimento global.
O sol
passa por um de seus períodos mais quietos por quase um
século, praticamente sem manchas solares (explosões na
atmosfera solar) e emitindo poucas chamas.
A
observação da estrela mais próxima da Terra está intrigando
os astrônomos, que estão prestes a estudar novas imagens do
sol captadas no espaço na Reunião Nacional de Astronomia do
Reino Unido.
O sol normalmente passa por ciclos de atividade de 11 anos.
Em seu pico, ele tem uma atmosfera efervescente que lança
chamas e "pedaços" gasosos super quentes do tamanho de
pequenos planetas. Depois deste pico, o astro normalmente
passa por um período de calmaria.
Esperava-se que o sol voltasse a esquentar no ano passado
depois de uma temporada de calmaria. Mas em vez disso, a
pressão do vento solar chegou ao seu nível mais baixo em 50
anos, as emissões radiológicas são as mais baixas dos
últimos 55 anos e as atividades mais baixas de manchas
solares dos últimos 100 anos.
Segundo a professora Louise Hara, do University College
London, as razões para isso não estão claras e não se sabe
quando a atividade do sol vai voltar ao normal. "Não há
sinais de que ele esteja saindo deste período", disse ela à
BBC News. "No momento, há artigos científicos sendo lançados
que sugerem que ele vai entrar em um período normal de
atividade em breve."
"Outros, no entanto, sugerem que ele vai passar por outro
período de atividades mínimas - este é um grande debate no
momento."
Mini
era do gelo
Em
meados do século 17, um período de calmaria - conhecido como
Maunder Minimum - durou 70 anos, provocando uma "mini era do
gelo". Por isso, alguns especialistas sugeriram que um
esfriamento semelhante do sol poderia compensar os efeitos
das mudanças climáticas.
Mas segundo o professor Mike Lockwood, da Universidade de
Southhampton, isso não é tão simples assim. "Quisera eu que
o sol estivesse vindo a nosso favor, mas, infelizmente, os
dados mostram que não é esse o caso", disse ele.
Lockwood foi um dos primeiros pesquisadores a mostrar que a
atividade do sol vinha decrescendo gradualmente desde 1985,
mas que, apesar disso, as temperaturas globais continuavam a
subir.
"Se
você olhar cuidadosamente as observações, está bem claro que
o nível fundamental do sol alcançou seu pico em cerca de
1985 e o que estamos vendo é uma continuação da tendência
para baixo (na atividade solar), que vem ocorrendo há cerca
de duas décadas."
"Se o enfraquecimento do sol tivesse efeitos resfriadores,
já teríamos visto isso a esta altura."
Meio
termo
Análises de troncos de árvores e de camadas inferiores de
gelo (que registram a história ambiental) sugerem que o sol
está se acalmando depois de um pico incomum em sua
atividade.
Lockwood acredita que, além do ciclo solar de 11 anos, há
uma oscilação solar que dura centenas de anos. Ele sugere
que 1985 marcou o pico máximo deste ciclo de longo prazo e
que o Maunder Minimum marcou seu ponto mais baixo.
Para ele, o sol agora volta a um meio termo depois de um
período em que esteve praticamente no topo de suas
atividades.
Dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas
(IPCC, na sigla em inglês) mostram que as temperaturas
globais subiram em média 0,7 C desde o início do século 20.
As projeções do IPCC são de que o mundo vai continuar a
esquentar, e a expectativa é de que as temperaturas aumentem
entre 1,8 C e 4 C até o fim deste século.
Ninguém sabe ao certo como funciona o ciclo e altos e baixos
na atividade solar, mas os astrônomos se veem, agora, graças
a avanços tecnológicos, em uma posição privilegiada para
estudar o astro-rei.
Segundo o professor Richard Harrison, do Laboratório
Rutheford Appleton, em Oxfordshire, este período de quietude
solar dá aos astrônomos uma oportunidade única.
"Isso é muito animador, porque como astrônomos nunca vimos
nada assim em nossas vidas", disse ele. "Temos uma sonda lá
no alto para estudar o sol com detalhes fenomenais. Com
esses telescópios podemos estudar esta atividade mínima de
um modo que nunca fizemos no passado."
Fonte: G1.
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