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Os Sinais do Apocalipse.

 

            Diz a Sagrada Escritura:

            Haverá grandes terremotos por várias partes, fomes e pestes, e aparecerão fenômenos espantosos no céu. ( Lc, 21, 11)

 

Pessoas carregam bactéria na pele e nas fossas nasais 

 

Pesquisa mapeia como bactéria resistente se espalhou pelo mundo

22/01/10: Cientistas utilizaram técnica inédita de análise de seqüência de DNA.
MRSA é uma variante mais resistente do 'Staphylococcus aureus'.

Pode um surto de infecções por Staphylococcus aureus em um hospital de Londres estar relacionado com uma cepa da bactéria vinda do sudeste asiático? De acordo com uma pesquisa, publicada pela revista “Science”, sim.

Utilizando uma nova técnica de análise de seqüências do DNA, pesquisadores britânicos mapearam pela primeira vez como a bactéria resistente a antibióticos, conhecida como MRSA, se espalhou pelo mundo nas últimas décadas.

A pesquisa pode ajudar a entender como o MRSA é transmitido entre os países, de um hospital para outro e entre cada indivíduo.

“Se um indivíduo colonizado pela bactéria viaja de um local para outro, isso dá a oportunidade dela se disseminar de uma pessoa para outra"

“Mais de 30% das pessoas sadias carregam a bactéria Staphylococcus aureus (suscetível à meticilina) na pele e nas fossas nasais”, disse ao G1, Sharon Peacock, do Departamento de Medicine da Universidade de Cambridge e da Universidade Mahidol, na Tailândia, um dos autores do estudo.

“A MRSA é uma variante da bactéria, resistente à meticilina, é carregada pelas pessoas da mesma forma, porém em menor quantidade. Se um indivíduo colonizado pela bactéria viaja de um local para outro, isso dá a oportunidade dela se disseminar de uma pessoa para outra”, explicou Peacock.

A maioria das infecções por MRSA ocorre em hospitais e serviços de saúde e podem ser fatais. Os métodos atuais de comparação das cepas da bactéria coletadas dos pacientes não dá informações suficientes para definir precisamente a relação entre elas. O método desenvolvido pelos pesquisadores mapeia os genes de diferentes cepas de MRSA em pontos com poucas variações nas letras da seqüência de DNA.

A pesquisa pode ajudar a entender como o MRSA é transmitido entre os países, de um hospital para outro e entre cada indivíduo.

Os pesquisadores avaliaram a utilização do método em 63 amostras de uma linhagem da bactéria chamada de ST239. Essa é uma das linhagens resistentes aos antibióticos e responsável por grande parte dos casos de infecção hospitalar.

Cerca de dois terços das amostras analisadas vieram de vários locais do mundo e foram coletadas entre 1982 e 2003. Um terço das amostras foi coletada de pacientes de um hospital da Tailândia, em um período de sete meses.

A análise das amostras revelou que a linhagem ST239 se espalhou e se desenvolveu por diferentes regiões do mundo. “Essa linhagem é encontrada em grande parte dos países. Porém, o foco real de nosso trabalho não é definir qual a origem da linhagem. É mais do que isso. O foco está em entender a transmissão do MRSA entre os países, dentro deles e dentro dos hospitais”, explicou Peacock.

“Entender isso, nos ajudará a desenvolver formas mais efetivas de prevenção da transmissão e da infecção"

O estudo revela, por exemplo, como uma única linhagem de MRSA que infecta pacientes em um hospital da Tailândia sofreu mutações ao longo do tempo e se espalhou. “Entender isso, nos ajudará a desenvolver formas mais efetivas de prevenção da transmissão e da infecção”, disse Peacock.


Prevenção ao contágio da MRSA empregada hoje é apenas parcialmente efetiva.

De acordo com o pesquisador, as formas de controle atuais das infecções por MRSA são apenas parcialmente efetivas. “Uma das razões é que a bactéria é contraída antes do pacientes dar entrada no hospital, e nesse caso as formas de prevenção do contágio nos hospitais não serão eficazes”, afirmou.

            > Uso de antibióticos em criações causa doenças resistentes em humanos.

Pesquisadores detectam genes resistentes a antibióticos em bactérias

 

27/08/09: Aids matou 14 mil pessoas em 2006 nos Estados Unidos.
No mesmo ano, só uma bactéria resistente matou 18,9 mil.

Pesquisadores das universidades Harvard e de Washington identificaram em bactérias do intestino humano genes que as auxiliam a se tornar resistentes à ação de antibióticos. O estudo, publicado nesta semana na "Science", aponta que a maioria dos genes encontrados apresenta características evolucionárias diferentes das conhecidas pelos cientistas.

A descoberta pode ser mais uma arma no combate ao problema de saúde pública causado, principalmente, pelo uso indiscriminado de antibióticos sem recomendação médica.

De acordo com os pesquisadores, o uso indiscriminado dos antibióticos induziu a mudanças substanciais no comportamento dos microrganismos. Estudos anteriores apontam, por exemplo, a presença de bactérias resistentes à ação da amoxicilina em crianças nunca expostas a tratamento com essa droga.

Quase a metade dos genes resistentes descobertos pela pesquisa é idêntica aos incorporados pela maioria das bactérias analisadas. “As bactérias têm a capacidade de trocar seu material genético”, explica Morten Sommer, pesquisador da Faculdade de Medicina de Harvard e um dos autores da pesquisa. “Durante uma infecção, um patógeno interage com muitas bactérias do corpo humano, resultando na possibilidade de troca genética.” 

O estudo começou com a análise de DNA de amostras de saliva e fezes de duas pessoas saudáveis. Em seguida, os pesquisadores constataram um grande reservatório de novos genes que foram inseridos na bactéria Escherichia coli. O resultado foi a resistência do microrganismo a um amplo espectro de antibióticos. “A microflora do intestino humano é um reservatório significativo de genes resistentes que podem ser acessados por microrganismos nocivos à saúde”, diz Sommer.

Ameaça global

As bactérias cada vez mais resistentes à ação de antibióticos se tornaram um problema de saúde pública em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS, a agência de saúde pública das Nações Unidas), dos cerca de 9 milhões os casos de tuberculose registrados anualmente, 500 mil são causadas pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também chamada de bacilo de Koch, resistente às drogas.

Enquanto as doenças resultantes da infecção pelo vírus da Aids mataram 14 mil pessoas, em 2006, nos Estados Unidos, no mesmo ano, apenas uma bactéria resistente a antibióticos, o Staphylococcus aureus, matou 18,9 mil americanos.

Para Sommer, a descoberta pode não prevenir o surgimento de bactérias multirresistentes, “mas pode indicar o problema do uso desnecessário de antibióticos”, disse.

Problema controlável

De acordo com o infectologista Antônio Pignatari, do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, o problema existe, mas pode ser controlado. “Os antibióticos são extremamente úteis e ainda bem que os temos. O problema é que muitas vezes os pacientes recebem sem necessidade”, afirma. “O difícil é conseguir reconhecer isso, o tempo de uso, a associação de drogas, mas para isso existem protocolos. Quanto mais complexo é o paciente, com mais doenças crônicas, as chances de as bactérias ficarem resistentes nele são maiores.”

 

Antissépticos podem tornar bactérias resistentes aos antibióticos

 

28/12/09: Pseudomonas aeruginosa sofreu mutações após exposição a desinfetante.
Bactéria é uma das causadoras de infecções hospitalares.

Um estudo realizado por pesquisadores irlandeses, especializados no combate as infecções hospitalares, identificou que os antissépticos podem tornar as bactérias mais resistentes não só a estes produtos, mas também aos antibióticos.

Os cientistas da Universidade Nacional da Irlanda em Galway chegaram à conclusão após acrescentar quantidades crescentes de desinfetante a cultivos em laboratório de Pseudomonas aeruginosa, uma bactéria responsável por infecções nos hospitais.

Segundo o estudo, publicado na edição de janeiro da revista "Microbiology", a bactéria sobreviveu ao desinfetante e seu DNA mudou para fazê-la resistente aos antibióticos do tipo da ciprofloxacina, apesar não ter sido exposta a estes remédios. 

“Os resíduos de desinfetantes diluídos de forma incorreta e que permanecem na superfície em um hospital podem gerar o crescimento de bactérias resistentes aos antibióticos"

Os desinfetantes são utilizados para limpar diferentes superfícies nos hospitais, com objetivo de evitar a proliferação das bactérias.

Conforme o autor principal do estudo, Gérard Fleming, a elevadas concentrações não parece haver problema, mas "os resíduos de desinfetantes diluídos de forma incorreta e que permanecem na superfície em um hospital podem gerar o crescimento de bactérias resistentes aos antibióticos".

A ameaça para a saúde é grande, já que se as bactérias sobrevivem aos desinfetantes e contaminam um paciente, este será tratado com antibióticos resistentes as bactérias.

A pseudomonas aeruginosa é uma bactéria oportunista que ataca normalmente pessoas cujo sistema imunológico está debilitado, como doentes de fibrose cística e diabetes.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, pelo menos 8,7% dos pacientes contraem infecções durante a hospitalização.

Fonte: G1.

 

 

 

 

 

 
 

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