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Paraíba registra 18 casos da superbactéria desde 2009.

22/10/2010 Secretaria de Saúde do Paraná tem 24 notificações de pacientes infectados. Anvisa define nesta sexta diretrizes para registros dos casos pelo país.

A Secretaria de Saúde da Paraíba registrou 18 casos da superbactéria KPC desde abril de 2009. O órgão informou que todas as notificações foram feitas pelo Hospital Universitário, em João Pessoa, mas que ainda não foi feito levantamento de mortes.

Na região Sul, o Paraná é o estado com o maior número de casos, com 21 ocorrências em Londrina e três em Curitiba. O período das notificações não foi informado. Dos três pacientes detectados no Hospital de Clínicas da capital paranaense, um morreu e dois seguem internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. A Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba informou que o paciente estava debilitado e não é possível assegurar que a superbactéria tenha sido determinante para o óbito.

Em Santa Catarina, a Gerência de Controle de Infecção Hospitalar contabilizou três casos confirmados desde o fim de 2009, em dois hospitais. Os estabelecimentos foram orientados a relatar laudos de exames laboratoriais com indicativo de resistência acima do normal.

O Rio Grande do Sul não tem nenhuma ocorrência oficial registrada até a manhã desta sexta-feira (22).

Segundo levantamento feito até esta quinta-feira (21), o Distrito Federal registrou 163 pessoas contaminadas e 14 mortes pela superbactéria KPC.

O governo do Espírito Santo registrou um caso em julho deste ano. O paciente morreu, mas não em decorrência da superbactéria.

A Secretária de Saúde de Mato Grosso do Sul não registrou casos da superbactéria.

As secretarias de Saúde do Rio Grande do Norte e de Rondônia não registraram casos.

Segundo a assessoria da Secretaria de Estado da Saúde da Bahia, não há notificações oficiais no Estado, mas dois casos suspeitos estão sendo investigados. O órgão emitiu uma nota às unidades de saúde pedindo que registrem possíveis ocorrências e redobrem os cuidados para prevenir infecções.

São Paulo

A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo afirmou, nesta quinta-feira, que não foi registrado até o momento nenhum surto da superbactéria no estado. A pasta diz não saber, no entanto, se há casos isolados nos hospitais, já que não há uma notificação compulsória.

As assessorias dos hospitais Sírio-Libanês e São Camilo informaram que nenhum caso foi registrado nas unidades até esta sexta-feira. No Hospital Albert Einstein, também não houve novos casos. Na quarta-feira (20), o infectologista Luis Fernando Aranha Camargo disse que o Einstein começou a partir de abril deste ano a fazer o controle da colonização da superbactéria. Foram registrados três casos de colonização – quando a infecção não se desenvolve e o paciente não apresenta sintomas.

Rio de Janeiro

A Secretaria estadual de Saúde do Rio informou nesta quarta-feira que não há caso de infecção pela bactéria no estado. A secretaria informou ainda que está seguindo as diretrizes determinadas pelo Ministério da Saúde e Anvisa para evitar possíveis casos de contaminação.

Em julho deste ano, a Clínica São Vicente, na Gávea, na Zona Sul do Rio, registrou um caso de um idoso infectado pela superbactéria KPC. De acordo com a clínica, o paciente se recuperou. Desde então, não foi registrado mais nenhum caso na instituição. Segundo a gerente de enfermagem Jane Biehl, a São Vicente toma algumas providências para que a infecção não se espalhe. “Usamos avental descartável, luvas para tocar no paciente e colocamos uma placa vermelha na porta do quarto do paciente para alertar que a doença é infecciosa”, disse.

Não houve registros no Hospital Cardio Trauma Ipanema; Hospital Pasteur, em Botafogo; Hospital Mario Leoni, em Caxias; e São Lucas, em Copacabana. A Rede D’or informou que por razões estratégicas não irá divulgar nenhuma informação sobre o assunto. O Hospital Samaritano, em Botafogo, informou que não registrou casos de pessoas infectados pela KPC.

Orientação

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou na terça-feira (19) que a Anvisa vai dificultar a venda de antibióticos. Entre as medidas que serão apresentadas está a retenção pelas farmácias da receita médica utilizada na compra do medicamento. Temporão disse ainda que a Anvisa vai reunir 17 especialistas para discutir meios de evitar a propagação da superbactéria.

Segundo o ministro, as medidas, previstas para dezembro, têm por objetivo conter a propagação da superbactéria KPC, que mata, segundo especialistas, pelo menos metade das pessoas contaminadas. De acordo com a Anvisa, as receitas médicas para a compra de antibióticos passarão a ser retidas pelas farmácias para evitar a reutilização do documento sem a orientação de médicos.

Segundo a agência, nesta sexta-feira serão definidos padrões e diretrizes para que os órgãos de saúdes dos municípios e estados façam a notificação compulsória dos casos da superbactéria. Segundo a Anvisa, até o momento as notificações não eram obrigatórias. A medida tem o objetivo de mapear os locais com maior incidência da superbactéria em todo o país.

Fonte: G1.

 

 

 

 

 

 
 

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