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Os Sinais do Apocalipse.
Diz a Sagrada Escritura:
"Se não cuidares de observar todas as palavras desta lei,
consignada neste livro, em sinal de reverência pelo nome
glorioso e temível de Javé, teu Deus, o Senhor te ferirá,
bem como a tua posteridade, com pragas extraordinárias,
pragas grandes e permanentes, doenças perniciosas e
pertinazes"
( Dt. 28, 58-59)
"Haverá grandes terremotos por várias partes, fomes e pestes,
e aparecerão fenômenos espantosos no céu". ( Lc, 21, 11)

Um
pesquisador usa microscópio no laboratório UZ Antwerpen,
na Bélgica, para investigar a bactéria NDM-1
Belga é primeiro caso confirmado de morte
por superbactéria sul-asiática
13/08/2010: Homem sofreu acidente de carro no Paquistão e
foi infectado no hospital. Entre novos casos há 3
australianos que foram à Índia para fazer cirurgia.
Um belga tornou-se a primeira vítima de uma superbactéria resistente a
medicamentos, originária no sul da Ásia, reforçando o temor
de que possa se espalhar por todo o mundo após infectar
dezenas de pessoas na Grã-Bretanha e na Austrália.
A vítima
foi infectada pela bactéria quando era tratada no Paquistão
e morreu em junho, disse na sexta-feira (13) um médico do
hospital de Bruxelas onde recebeu tratamento.
"Ele se
envolveu em um acidente de carro, durante uma viagem para o
Paquistão. Foi hospitalizado com um grande ferimento na
perna e, então, foi repatriado para a Bélgica, já
infectado", contou o médico.
Apesar de ter sido tratado com colistosina, um poderoso antibiótico, o
paciente faleceu, acrescentou.
Um
segundo caso na Bélgica foi o de um homem, hospitalizado
após ser infectado pela bactéria após um acidente durante
viagem a Montenegro, sua terra natal, mas se recuperou
depois de receber tratamento em julho, disse outro
especialista.
"O epicentro da presença desta bactéria parece ser a Índia e o
Paquistão, mas aparentemente devido ao contato e às viagens,
sua disseminação está se alastrando", explicou à AFP Youri Glupczynski, bacteriologista da
Universidade de Leuven.
A
superbactéria - encontrada em bactéria contendo o gene Nova
Délhi metalo-lactamase-1 (NDM-1) - foi inicialmente
identificada no ano passado em um paciente sueco que deu
entrada em um hospital indiano.
Segundo a
revista médica britânica "The Lancet" relatou esta semana
que a bactéria contendo o gene NDM-1 tinha sido encontrada
em 37 britânicos, que recebeu tratamento médico no sul da
Ásia.
O
relatório, segundo o qual turistas que visitam o Sul da Ásia
para realizar tratamentos de saúde correm o risco de
contrair a infecção e que alertou que a superbactéria
poderia se espalhar, causou respostas furiosas da Índia.
"Vincular
isto (a superbactéria)
à segurança da cirurgia em hospitais da Índia, citando
exemplos isolados para demonstrar que a Índia não é um lugar
seguro, é errado", afirmou o ministério da Saúde em um
comunicado publicado nesta sexta-feira.
No
entanto, também foi divulgado nesta sexta-feira que uma
equipe de cientistas indianos alertaram sobre a
superbactéria em março.
Cientistas do hospital privado Hinduja, em Mumbai, estudaram
24 casos de infecção entre agosto e novembro do ano passado
e afirmou ter encontrado 22 incidentes de NDM-1 produzindo
bactérias.
Seu
relatório descreveu o número crescente de casos como uma
"preocupação maior" e alertou que a superbactéria "tem o
potencial para a futura disseminação na comunidade".
A
superbactéria se espalhou para a Austrália, onde infectou
três pessoas que viajaram para a Índia para uma cirurgia.
O
professor Peter Collignon, chefe do departamento de doenças
infecciosas do Hospital de Canberra, disse que os casos -
inclusive o de um paciente que fez cirurgia plástica em
Mumbai - eram apenas a "ponta do iceberg".
"Descobrimos esta bactéria multirresistente na urina, felizmente sem
causar muitos problemas àquela pessoa. Mas será um problema
real caso se espalhe para outros", afirmou.
"O germe que tivemos era intratável - não havia drogas com que
pudéssemos tratá-lo", afirmou.
Collignon
disse que um dos pacientes está com a doença na unidade de
cuidados intensivos de um hospital indiano após uma cirurgia
plástica ter dado errado. Mas ele disse que outro pegou a
bactéria na comunidade, demonstrando a extensão do problema.
"É provável que haja mais (casos) porque o que estamos vendo nos
hospitais é apenas a ponta do iceberg",
afirmou.
"Possivelmente está matando muitas pessoas, mas está acontecendo no
mundo em desenvolvimento e não há forma de medir isto",
acrescentou.
Fonte: G1.
Nova superbactéria se espalha pelo sul da Ásia
e chega à Europa, alerta estudo.
11.08.10: LONDRES, Reino Unido, (AFP) -Turistas que viajam
ao sul da Ásia para realizar tratamentos de beleza têm
levado uma nova classe de superbactérias resistentes a
antibióticos para a Grã-Bretanha,
informaram cientistas nesta quarta-feira em estudo publicado
na revista médica britânica The Lancet, alertando que o
agente infeccioso poderia se espalhar pelo mundo todo.
Muitas
infecções hospitalares, já difíceis de tratar, ficaram ainda
mais inacessíveis a drogas por causa de um gene
recém-descoberto capaz de se fazer presente em vários tipos
de bactérias.
O
gene, denominado NDM-1 (sigla em inglês para
metalo-betalactamase 1 de Nova Délhi), foi identificado pela
primeira vez no ano passado por Timothy Walsh, professor de
microbiologia da Universidade de Cardiff, em dois tipos de
bactéria, a ''Klebsiella pneumoniae'' e a ''Escherichia coli'',
em um paciente sueco tratado em um hospital indiano.
A nova
bactéria dotada do gene NDM-1 mostrou-se preocupantemente
resistente até mesmo aos carbapenemas, grupo de antibióticos
frequentemente usado como último recurso para o tratamento
emergencial de infecções causadas por patógenos resistentes
a vários tipos de medicamentos.
Segundo os cientistas, as novas bactérias chegaram à
Grã-Bretanha trazidos por pacientes que viajaram para a
Índia ou o Paquistão para realizar tratamentos cosméticos.
"Se
estas infecções não tiverem tratamento adequado, então
certamente podemos contar com alguma mortalidade", alertou
Walsh, em declarações à rádio BBC.
"Será
muito difícil tratar pacientes com infecções causadas por
este tipo de bactéria. Não nos sairemos bem", afirmou.
No
novo estudo, conduzido por Walsh e Karthikeyan Kumarasamy,
da Universidade de Madras, os cientistas quiseram determinar
a presença de bactérias com o gene NDM-1 no Sul da Ásia e na
Grã-Bretanha, onde alguns casos foram registrados.
Ao
acompanhar pacientes com sintomas suspeitos, eles
encontraram 44 casos (1,5% dos investigados) em Chennai e 26
(8%) em Haryana, na Índia.
Eles
também detectaram a superbactéria em Bangladesh e no
Paquistão, bem como em 37 casos na Grã-Bretanha, alguns em
pacientes que retornaram recentemente de viagens durante as
quais fizeram cirurgias estéticas na Índia e no Paquistão.
"A
Índia também realiza cirurgias cosméticas em outros
(pacientes) europeus e americanos, e (portanto) é provável
que a NDM-1 se espalhe mundialmente",
alertou o estudo.
O gene
NDM-1 foi encontrado, sobretudo, na E. coli, uma causa comum
de infecções adquiridas do trato urinário, e na K.
pneumoniae, e mostrou-se resistente a quase todos os
antibióticos, com exceção da tigeciclina e da colistina.
Em
alguns casos, até mesmo estas drogas não conseguiram vencer
a infecção.
"Estamos quase sem (recursos) antibióticos.
Temos apenas dois à mão e um deles não é particularmente
bom", disse Walsh à BBC.
O gene
NDM-1 foi encontrado em estruturas de DNA, denominadas
plasmídeos, que podem ser facilmente replicadas e
transferidas entre as bactérias, dando ao patógeno "um
potencial alarmante de se disseminar e diversificar",
explicaram os autores.
"O
volume sem precedentes de viagens aéreas e das migrações
permitem que os plasmídeos bacterianos e seus clones sejam
transportados rapidamente entre países e continentes",
afirmaram, acrescentando que sua presença pode permanecer
indetectada.
A
emergência destas cepas bacterianas resistentes pode se
tornar um sério problema de saúde pública, que se defronta
com a nova ameaça de uma ampla classe de bactérias -
incluindo aquelas dotadas do gene NDM-1 - conhecida como
"Gram-negativas", alertaram os pesquisadores.
"Há
poucos novos antibióticos anti-Gram-negativos sendo
desenvolvidos e nenhum é eficaz contra (bactérias com o
gene) NDM-1", ressaltou o estudo.
Em
relação ao período necessário para tratar infecções com
bactérias dotadas do gene NDM-1, "não haverá novos
antibióticos disponíveis no prazo de 10 anos",
disse Walsh, segundo quem a ameaça não se circunscreve aos
hospitais.
"Acreditamos que esteja presente na comunidade indiana, não
apenas nos hospitais", disse o especialista.
"Precisamos desesperadamente - no século 21 soa ridículo que
não o tenhamos - um sistema de vigilância global", afirmou.
"Em
segundo lugar, há uma necessidade desesperada de novos e
avançados antibióticos dirigidos a este tipo de bactérias",
concluiu.
Fonte:
Terra Notícias.
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