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O
Santo do Dia.
17 de Julho
Beatos Inácio de Azevedo
e 39 Companheiros
(+ 1570)
Em junho de 1570 partiu de Lisboa para o
Brasil o Beato Padre Inácio de Azevedo, acompanhado de 70
sacerdotes e irmãos jesuítas. Quis a Providencia que essa
gloriosa corte de apóstolos não chegasse ao Brasil, pois a
maior parte deles encontrou o martírio, por mãos de hereges
protestantes, no Oceano Atlântico. Em 15 de julho de 1570 a
nau Santiago, no qual viajavam o Padre Inácio e numerosa
leva de jesuítas, viu-se cercada por várias naus de piratas
protestantes de origem francesa. Após longa luta em que os
católicos, inferiores em número e em armamento, causaram
consideráveis estragos aos atacantes, afinal sucumbiu a nau
portuguesa. Foram martirizados, por ódio à Fé católica,
juntamente com o Padre Inácio, 39 outros jesuítas, sendo 31
portugueses e 8 espanhóis. São venerados como os
Quarenta Mártires do Brasil.

Santa Maria Madalena Postel
1758-1846
Fundou a Congregação
das filhas da Misericórdia
"Irmãs de Santa Maria
Madalena Postel"
No dia 28 de novembro de 1758, nasceu a filha primogênita do
casal Postel, camponeses de uma rica fazenda em Barfleur, na
Normandia, França. A criança foi batizada com o nome de
Júlia Francisca Catarina, tendo como padrinho aquele rico
proprietário.
Júlia Postel teve os estudos patrocinados pelo padrinho,
que, como seus pais, queria que seguisse a vida religiosa.
Ela foi aluna interna do colégio da Abadia Real das Irmãs
Beneditinas, em Volognes, onde se formou professora. No
início, não pensou na vida religiosa, sua preocupação era
com a grande quantidade de jovens que, devido à pobreza,
estavam condenadas à ignorância e à inferioridade social.
De volta à sua aldeia natal, Júlia Postel, com determinação
e dificuldade, criou uma escola onde lecionava e catequizava
crianças, jovens e adultos abandonados à ignorância, até do
próprio clero da época, que desconhecia a palavra
"pastoral". Era solicitada sempre pelos mais infelizes:
pobres, órfãos, enfermos, idosos, viúvas, que a viam como
uma mãe zelosa, protetora, que não os abandonava, sempre
cheia de fé em Cristo. Aos ricos pedia ajuda financeira e,
quando não tinha o suficiente, ia pedir esmolas, pois a
escola e as obras não podiam parar.
A Revolução Francesa chegou arrasadora, em 1789, declarando
guerra e ódio ao trono e à Igreja, dispersando o clero e
reduzindo tudo a ruínas. Júlia Postel fechou a escola, mas,
a pedido do bispo, escondeu em sua casa os livros sagrados e
o Santíssimo Sacramento e foi autorizada a ministrar a
comunhão nos casos urgentes. Organizou missas clandestinas e
instruiu grupos de catequistas para depois da Revolução. Sua
vocação religiosa estava clara.
A paz com a Igreja foi restabelecida em 1802. Juntamente com
duas colegas e a ajuda do padre Cabart, Júlia Postel fundou
a Congregação das Filhas da Misericórdia, em Cherbourg. Ao
proferir seus votos, escolheu o nome de Maria Madalena. A
princípio, a formação das religiosas ficou voltada para o
ensino escolar e foi baseada nos mesmos princípios dos
irmãos das escolas cristãs, já que na época era grande essa
necessidade. Essas religiosas, aos poucos, foram se
espalhando por todo o território francês. Depois, a pedido
de Roma, a formação foi mudada, passando a servir como
enfermeiras.
Em 1832, madre Maria Madalena, junto com suas irmãs,
estabeleceu-se nas ruínas da antiga Abadia Beneditina de
Saint-Sauveur-le-Vicomte. Foi reconstruída com dificuldade e
tornou-se a Casa-mãe da congregação. Madre Maria Madalena
Postel morreu com noventa anos de idade, em 16 de julho de
1846. A fama de sua santidade logo se espalhou pelo mundo
cristão.
Foi beatificada em 1908, e depois canonizada pelo papa Pio
XI, em 1925. Está sepultada em Saint-Sauveur-le-Vicomte. A
sua festa acontece no dia 17 de julho e a sua obra, hoje,
chama-se Congregação das Irmãs de Santa Maria Madalena
Postel.

Santa Generosa
e
seus companheiros mártires
Século II
No século II da era cristã, Scili era uma pequena província
romana do norte da África, não muito distante da capital
Cartago, onde residia Saturnino, o procônsul designado pelo
imperador Cômodo.
Cômodo governou o Império Romano por doze anos. Era um
tirano cruel e vaidoso. Para divertir-se, usava roupas de
gladiador e matava seus opositores desarmados no Anfiteatro
Flávio, atualmente conhecido como Coliseu. Durante o seu
reinado, determinou que os cristãos voltassem a ser
sacrificados.
A Cartago romana deveu seu resplendor principalmente ao
cristianismo, bem depressa aceito por seus habitantes.
Consta que foi o apóstolo são Marcos que a evangelizou. Logo
foi elevada à condição de diocese e tornou-se a pátria de
grandes santos, como Cipriano, Agostinho e muitos outros.
Mas também foi o local onde inúmeros cristãos morreram
martirizados, após serem julgados e condenados pelo
procônsul Saturnino, que obedecia às ordens de Roma.
Nessa ocasião, na pequena vila de Scili, doze fiéis
professavam, tranqüilos, o cristianismo. Eram todos muito
humildes e foram denunciados pelo "crime" de serem cristãos.
Então, foram simplesmente presos e levados pelos oficiais do
procônsul a Cartago, para serem julgados.
Naquela cidade, no dia 17 de julho, na sala de audiências,
Saturnino começou dizendo aos acusados que a religião dele
mandava que os súditos jurassem pela "divindade" do
imperador e que, se eles fizessem tal juramento, o soberano
os "perdoaria". Assim, foram todos interrogados, entre os
quais Generosa. Eles confessaram a fé em Cristo e disseram
que nenhum tipo de morte faria com que desistissem dela.
Outra vez Saturnino ordenou que renegassem a fé cristã, que
adorassem o imperador. Então Esperato, em nome de seus
companheiros, respondeu que não reconheciam a divindade do
imperador e que serviriam unicamente a Deus, que era o Rei
dos reis e o Senhor de todos os povos. Não temiam a ninguém,
a não ser ao Senhor Deus, que está nos céus. E que desejavam
continuar fiéis a ele e perseverar na fé: sim, eram
cristãos.
Diante de tão clara e direta confissão, o procônsul
sentenciou: "Ordeno que sejam lançados no cárcere, pregados
em cepos e decapitados: Generosa, Vestina, Donata, Januária,
Segunda, Esperato, Narzal, Citino, Vetúrio, Félix, Acelino e
Letâncio, que se declaram cristãos e se recusam a tributar
honra e reverência ao imperador".
Assim está descrito o martírio de santa Generosa e seus
companheiros no catálogo oficial dos santos, também chamado
Martirológio Romano.
A veneração litúrgica de santa Generosa é celebrada no dia
de seu trânsito para a vida eterna.

Bartolomeu de Las Casas
1474-1566
Bartolomeu de Las Casas nasceu em Sevilha, na Espanha, no
ano de 1474. Seu pai era um mercador da esquadra de Colombo,
na segunda viagem ao novo continente. Estudou na
Universidade de Salamanca, onde se graduou em direito. Foi
para a América como conselheiro legal do governador,
chegando, em 15 de abril de 1502, na ilha Espanhola.
Como a maioria, Bartolomeu estava motivado pelo espírito
aventureiro e explorador de riquezas, logo se adaptando ao
estilo de vida influente dos colonizadores. No início,
aceitou o ponto de vista convencional quanto à exploração da
população indígena. Ele também participou dos ataques contra
as tribos, e os escravizava em suas plantações.
Depois viajou para Roma, onde terminou os estudos e
ordenou-se sacerdote em 1507. A rainha Isabel, chamada "a
católica", da Espanha, considerava a evangelização dos
índios a justificativa mais importante para a expansão
colonial. Insistia para que os sacerdotes e frades
estivessem entre os primeiros a fixarem-se na América. Em
1510, Bartolomeu de Las Casas retornou à ilha Espanhola,
agora como missionário, para combater o tratamento cruel e
desumano dado aos índios pelos colonizadores.
Para defender os índios no novo continente, Bartolomeu
viajou várias vezes à Espanha, apelando aos oficiais do
governo e a todos que o quisessem ouvir. Desde que ingressou
na vida religiosa dominicana, ele se dedicou à causa
indígena em defesa da vida, da liberdade e da dignidade.
Lutou, também, para que tivessem direitos políticos, de
povos livres e capazes de realizar uma nova sociedade, mais
próxima do Evangelho.
A prioridade, para Bartolomeu, era a evangelização. Com tal
propósito, viajou pela América Central fazendo um trabalho
pioneiro, registrando tudo em seus diários. Foi perseguido
pelos colonizadores espanhóis de São Domingos, Peru,
Nicarágua, Guatemala e do México. Neste último país, foi
nomeado bispo aos setenta anos de idade, em 1544. Mas ficou
apenas três anos em Chiapas, sempre perseguido pelos
espanhóis.
Em 1547, partiu da América para não mais voltar. Regressou à
Espanha, continuando lá a defesa dos índios, quando corrigiu
e publicou seus escritos, todos se contrapondo à política
colonial. Porém suas idéias foram contestadas na América e
também na Espanha. Tanto que, em 1552, suas obras foram
censuradas e proibidas para leitura.
Morreu aos noventa e dois anos de idade no Convento
Dominicano de Atocha, no dia 17 de julho de 1566, em Madri,
Espanha.

Santo Aleixo
Século IV
Aleixo, filho único do senador Eufemiano, italiano, nasceu
em Roma, no ano de 350. Herdeiro de uma considerável
fortuna, cresceu dentro da religião cristã. Desde a
infância, ficou famoso por sua natural caridade, possuindo
todas as graças e virtudes. Os pais, como era costume na
época, cuidaram do seu enlace com uma jovem de excelente
família cristã e ele acabou se casando.
Porém, na noite de núpcias, sem consumar a união, e após
conversar com a esposa, abandonou tudo para aproximar-se de
Deus. Como peregrino, vagou de cidade em cidade até chegar
em Edessa, na Síria, onde ficou por algum tempo. Vivia
como um piedoso mendigo ao lado da basílica do Apóstolo
Tomé, repartindo com os pobres as esmolas que recebia.
Diversos prodígios aconteciam com a sua presença, por isso
passou a ser chamado de "o homem de Deus" e venerado por sua
santidade. Mas teve de abandonar a cidade, porque desejava
continuar no anonimato.
Retornou para a vida de peregrino. Sofreu tanto que ficou
transfigurado. Quando em Roma, foi para a casa do pai e
disse: "Tende compaixão deste pobre de Jesus Cristo e
permita-me ficar em algum canto do palácio". Não
tendo reconhecido o próprio filho, ele o acolheu e mandou
que o levasse para cuidar da cocheira dos animais. Viveu
assim durante dezessete anos, na cocheira do seu próprio
palácio, sendo maltratado pelos seus próprios criados e sem
ser identificado pelos pais.
Morreu em 17 de julho e foi enterrado num cemitério comum
para criados. Porém, antes de morrer, entregou um pergaminho
ao criado que o socorreu, na qual revelava sua identidade.
Os pais, quando souberam, levaram o caso ao conhecimento do
bispo, que autorizou sua exumação. Aleixo foi levado, então,
para um túmulo construído na propriedade do senador. A fama
de sua história e de "homem de Deus" espalhou-se entre os
cristãos romanos e orientais, difundindo rapidamente o seu
culto.
Segundo uma antiga tradição romana, a casa do senador ficava
no monte Aventino. Em 1217, durante a construção da igreja
dedicada a são Bonifácio, neste local as relíquias de santo
Aleixo foram encontradas. Por tal motivo o papa Honório III
decidiu que ela seria dedicada a santo Aleixo. Outro grande
devoto deste santo foi o bispo Sérgio de Damasco, que viveu
em Roma no final do século X. Ele acabou fundando o Mosteiro
de Santo Aleixo, destinado aos monges gregos.
No século XV, os Irmãos de Santo Aleixo elegeram-no como
patrono. Em 1817, a Congregação dos Sagrados Corações
de Jesus e Maria nomeou-o seu segundo patrono, como exemplo
de paciência, humildade e de caridade a ser seguido.
A Igreja manteve o dia de sua festa no dia 17 de julho, como
sempre foi celebrada pela antiga tradição cristã.
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