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O
Santo do Dia.
1° de Julho
Santo Aarão
(séc. XIII A.C.)
Era porta-voz de seu irmão Moisés, que era
gago e tinha dificuldade para se expressar em público. Foi
escolhido por Deus para ser o primeiro Sumo Sacerdote dos
hebreus. O livro do Eclesiástico, depois de falar de Moisés,
refere-se a Aarão: “(Deus) exaltou seu irmão Aarão,
semelhante a ele, da tribo de Levi. Fez com ele uma aliança
eterna. Deu-lhe o sacerdócio do seu povo. E cumulou-o de
felicidade e de glória” (45 7 – 8).

São Galo
489-554
Filho de pais nobres e ricos, descendente de família
tradicional da corte da França, Galo nasceu no ano 489, na
cidade de Clermont, na diocese de Auvergne. Foi tio e
professor de outro santo da Igreja, o bispo Gregório de
Tours.
Na sua época era costume os pais combinarem os matrimônios
dos filhos. Por isso ele estava predestinado a casar-se com
uma jovem donzela de nobre estirpe.
Mas Galo, desde criança, já havia dedicado sua alma à vida
espiritual.
Para não ter de obedecer à tradição social, ele fugiu de
casa, refugiando-se no convento de Cournou, daquela mesma
diocese.
Após intensas negociações, seu pai acabou permitindo que ele
ingressasse na comunidade monástica. Foi assim que Galo
iniciou uma carreira totalmente voltada para a fé e aos atos
litúrgicos. Ele era tão dedicado às cerimônias da
santa missa que se especializou nos cânticos. Contam os
escritos que, além do talento para a música, era também
dotado de uma voz maravilhosa, que encantava e atraía fiéis
para ouvi-lo cantar no coro do convento.
Mas suas virtudes cristãs não se limitavam às liturgias. Sua
atuação religiosa logo lhe angariou prestígio e, em pouco
tempo, foi designado para atuar na corte de Teodorico, rei
da Austrásia, atualmente Bélgica. Em 527, quando morreu o
bispo Quinciano, Galo era tão querido e respeitado que o
povo o elegeu para ocupar o posto.
Se não bastasse sua humildade, piedade e caridade, para
atender às necessidades do seu rebanho Galo protagonizou
vários prodígios ainda em vida. Um dos mais citados foi ter
salvado a cidade de um pavoroso incêndio que ameaçava
transformar em cinzas todas as construções locais.
As orações de Galo teriam aplacado as chamas, que se
apagavam na medida em que ele rezava.
Outro muito conhecido foi o que livrou os habitantes de
morrerem vítimas de uma peste que assolava a região. Diante
da bênção de Galo, o fiel ficava curado da doença.
Ele morreu em 1° de julho de 554, causando forte comoção na
população, que logo começou a invocá-lo como santo nas horas
de dor e necessidade, antes mesmo de sua canonização ter
sido decretada.
Com o passar dos séculos, são Galo, foi incluído no livro
dos santos da Igreja de Roma, cuja festa litúrgica foi
mantida no dia da sua morte, como quer a tradição cristã.

Santo Oliver Plunkett
1625-1681
Oliver Plunkett, irlandês, nasceu no ano de 1625, em
Loughcrew, numa família de nobres. Ele queria ser padre, mas
para realizar sua vocação estudou particularmente e na
clandestinidade. Devido à perseguição religiosa empreendida
contra os católicos, seus pais o enviaram para completar o
seminário em Roma, onde recebeu a ordenação em 1654.
A ilha irlandesa pertence à Coroa inglesa e possuía maioria
católica. Mas como havia rompido com a Igreja de Roma, o
exército real inglês, liderado por Cromwel, assumiu o poder
para conseguir a unificação política da Inglaterra, Escócia
e Irlanda. Obcecado pelo projeto, mandara até mesmo
assassinar o rei Carlos I. E na Irlanda não fez por menos,
todos os religiosos, sem exceção, foram mortos, além de
leigos, militares e políticos; enfim, todos os que fossem
católicos. Por isso o então padre Plunkett ficou em Roma
exercendo o ministério como professor de teologia.
Em 1669, o bispo da Irlanda, que estava exilado na Itália,
morreu. Para sucedê-lo, o papa Clemente IX consagrou o padre
Oliver Plunkett, que retornou para a Irlanda viajando como
clandestino. Dotado de carisma, diplomacia, inteligência,
serenidade e de uma fé inabalável, assumiu o seu rebanho com
o intuito de reanimar-lhes a fé. Junto às autoridades ele
conseguiu amenizar os rigores impostos aos católicos.
Porém Titus Oates, que fora anglicano e depois conseguiu
tornar-se jesuíta, ingressando num colégio espanhol, traiu a
Igreja romana. Ele, para usufruir os benefícios da Coroa
inglesa, apresentou uma lista de eclesiásticos e leigos
afirmando que tentariam depor o rei Carlos II. Nessa
relação estava o bispo Plunkett, que foi condenado à morte
por decapitação pública.
A execução ocorreu em Londres, no dia 1° de julho de 1681.
Antes, porém, ele fez um discurso digno de um santo e
mártir. Segundo registros da época, o seu heroísmo na hora
do martírio, somado ao seu discurso, contribuiu para a
glória da Igreja de Roma mais do que muitos anos do mais
edificante apostolado.
O seu culto foi confirmado no dia 1° de julho ao ser
beatificado em 1920. Canonizado pelo papa Paulo VI em 1975,
santo Oliver Plunkett possui duas sepulturas. O seu corpo
esta na Abadia de Downside, em Londres, enquanto sua cabeça
esta na Abadia de Drogheda, na Irlanda.
Ele foi o último católico condenado à morte na Inglaterra em
razão de sua fé.
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