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O
Santo do Dia.
10 de Abril.
Santos
Terêncio
e 39
Companheiros Mártires.
(+ Cartago, 250)
Durante a perseguição do imperador Décio,
sofreram tormentos cruéis e foram, afinal, degolados, por se
terem recusado a sacrificar aos ídolos.

Santa Madalena de Canossa
1774-1865
Fundou a Congregação Filhas da Caridade
Madalena Gabriela Canossa nasceu no dia 1º de março de 1774
na cidade italiana de Verona, que pertencia à sua nobre e
influente família.
Seu pai faleceu quando tinha cinco anos. Sua mãe abandonou
os filhos para se casar novamente. As crianças foram
entregues aos cuidados de uma péssima instituição e Madalena
adoeceu várias vezes. Por essas etapas dolorosas, Deus a
guiou por estradas imprevisíveis.
Aos dezessete anos, desejou consagrar sua vida a Deus e por
duas vezes tentou a experiência do Carmelo. Mas sentiu que
não era esta a sua vida. Retornou para a família, guardando
secretamente no coração a sua vocação. No palácio, aceitou a
administração do vasto patrimônio familiar, surpreendendo a
todos com seu talento para os negócios. Entretanto, nunca se
interessou pelo matrimônio.
Os tristes acontecimentos do século, políticos, sociais e
eclesiais, marcados pelas repercussões da Revolução
Francesa, bem como as alternâncias dos vários imperadores
estrangeiros na região italiana, deixavam os rastros na
devastação e no sofrimento humano, enchendo a sua cidade de
pobres e menores abandonados.
Em 1801, duas adolescentes pobres e abandonadas pediram
abrigo em seu palácio. Ela não só as abrigou como recolheu
muitas outras. Pressentiu que este era o caminho do
espírito e descobriu no Cristo Crucificado o ponto central
de sua espiritualidade e de sua missão. Abriu o
palácio dos Canossa e fez dele não uma hospedaria, mas uma
comunidade de religiosas, mesmo contrariando seus
familiares.
Sete anos depois, superou as últimas resistências de sua
família, deixando em definitivo o palácio. Madalena
foi para o bairro mais pobre de Verona, para concretizar seu
ideal de evangelização e de promoção humana, fundando a
congregação das Filhas da Caridade, para a formação de
religiosas educadoras dos pobres e necessitados.
Seguindo o exemplo de Maria, a Mãe Dolorosa, ela deixou que
o espírito a guiasse até os pobres de outras cidades
italianas. Em poucos anos as fundações se multiplicaram, e a
família religiosa cresceu a serviço de Cristo.
Madalena escreveu as Regras da Congregação das Filhas da
Caridade em 1812, as quais, após dezesseis anos, foram
aprovadas pelo papa Leão XII. Mas só depois de várias
tentativas mal-sucedidas Madalena conseguiu dar andamento
para a Congregação masculina, como havia projetado
inicialmente.
Foi em 1831, na cidade de Veneza, o primeiro oratório dos
Filhos da Caridade para a formação cristã dos jovens e
adultos.
Ela encerrou sua fecunda existência terrena numa Sexta-Feira
da Paixão. Morreu em Verona, assistida pelas Filhas, no dia
10 de abril de 1835.
As congregações foram para o Oriente em 1860. Atualmente,
estão presentes nos cinco continentes e são chamados de
irmãs e irmãos canossianos.
Em 1988, o papa João Paulo II proclamou-a santa Madalena de
Canossa, determinando o dia de sua morte para seu culto
litúrgico.

São Macário da Antioquia
+1012
Macário recebeu esse nome por causa de seu tio e padrinho de
batismo: o bispo de Antioquia. Mas dele não herdou apenas o
nome, como também sua religiosidade e o destino: ser líder e
ocupar um posto importante na Igreja.
Macário nasceu na Armênia, no final do primeiro milênio, foi
educado sob a orientação do tio-padrinho e cresceu
preparando-se com esmero para tornar-se um sacerdote, o que
aconteceu assim que atingiu a idade necessária. Também não
causou nenhuma surpresa sua indicação para suceder o tio
como bispo.
Nesse posto, Macário realizou o apostolado que depois seria
a causa de sua canonização. Pregava diariamente, visitava
todos os hospitais confortando os doentes e dividindo tudo o
que tinha com os pobres.
O que resultou disso foi a conversão constante de pagãos.
Ainda nessa fase, conta a tradição que aconteceu um prodígio
presenciado por muitos: Macário, quando se ajoelhava
para rezar, ficava tão emocionado que levava constantemente,
entre as mãos, um pano para enxugar as lágrimas.
Um leproso teria aplicado esse pano ainda úmido sobre suas
feridas e se curado da terrível doença.
Bastou para que, diariamente, uma multidão de doentes
procurasse a casa do bispo Macário para receber sua bênção.
Assim, outras graças se sucederam.
Porém a fama desagradava o humilde bispo. Ele, então,
empossou um substituto para a diocese, o padre Eleutério, e
buscou a solidão. Na companhia de quatro sacerdotes, viajou
como penitente à Terra Santa, peregrinou aos lugares
sagrados e passou a pregar.
Converteu centenas de muçulmanos e com isso provocou a ira
dos poderosos. Preso e torturado, foi deixado à noite
pregado por enormes pregos que perfuravam seus pés e mãos,
no chão de uma cela, numa espécie de crucificação.
Entretanto, durante a noite, um anjo apareceu na cela e
libertou Macário dos pregos. As portas da prisão se abriram
sozinhas e ele ganhou a liberdade. Assim dizem os
escritos da tradição cristã.
Macário ainda evangelizou e praticou curas na Alemanha,
Bélgica, Holanda e Itália.
Foi por essa época que teria apagado um incêndio em Malines,
Bélgica, ao fazer o sinal da cruz.
Terminou seus dias no convento dos agostinianos de São Bavo,
em Ghent, também na Bélgica, mas decidiu que morreria em sua
terra natal. Mesmo gravemente doente, conseguiu fazer a
viagem de volta enfrentando pelo caminho a peste, que
dizimava populações. Sua história se fecha com outro
fato prodigioso: comunicou aos companheiros que seria a
última vítima da peste. E tudo aconteceu como ele
dissera.
Depois que o bispo Macário morreu, em 10 de abril de 1012,
ninguém mais perdeu a vida por causa daquele mal contagioso.
Sua festa litúrgica ocorre no dia do seu trânsito, sendo
considerado o padroeiro das grandes epidemias.
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