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O
Santo do Dia.
08 de Abril.
São Guálter, Confessor.
(+ Pontoise, França, 1099)
Foi eleito abade do Mosteiro de São Martinho
de Pontoise mas, julgando-se indigno dessa dignidade, várias
vezes fugiu, sendo sempre procurado pelos seus súditos, que
o reconduziam de volta ao mosteiro.
Apelou ao Papa São Gregório VII, tentando convencer o
Pontífice de que era indigno.Mas São Gregório, reconhecendo
a profunda humildade dele, ordenou-lhe que reassumisse as
funções de abade e nunca mais pensasse em abandoná-las.

Santa Júlia Billiart
1751-1816
Fundou a Congregação
das Irmãs de Nossa Senhora de Namur
Na cidade de Cuvilly, França, no dia 12 de julho de 1751,
nasceu Maria Rosa Júlia Billiart, filha de Francisco e Maria
Antonieta, pobres e muito religiosos, que a batizaram no
mesmo dia. Júlia fez a primeira comunhão aos sete anos.
Desde então, Jesus foi o único alimento para sua vida.
Aprendeu apenas a ler e a escrever, porque ajudava a
sustentar a família.
Aos treze anos, Júlia sofreu sérios problemas e, subnutrida,
ficou, lentamente, paraplégica, por vinte e dois anos.
Durante esse tempo aprendeu os mistérios da vida mística, do
calvário, da glória e da luz. Sempre engajada na catequese
da paróquia, preocupava-se com a educação dos pobres.
Cultivava amizades na família, com os religiosos, com as
carmelitas, com as damas da nobreza que lhe conseguiam os
donativos.
Nesta época, decidiu ingressar na vida religiosa, com uma
meta estabelecida: fundar uma congregação destinada a educar
os pobres e a formar bons educadores.
Mesmo não sendo letrada, possuía uma pedagogia nata,
aprendida na escola dos vinte e dois anos de paralisia, nos
contatos com as autoridades civis e eclesiásticas e com os
terrores da destruição da Revolução Francesa e de Napoleão
Bonaparte. Assim, ainda paralítica, em 1804 fundou a
Congregação das Irmãs de Nossa Senhora.
Júlia foi incapaz de amarrar sua instituição aos limites das
exigências das fundações de seu tempo. Sua devoção ao
Sagrado Coração de Jesus a curou.
Depois de trinta anos, voltou a caminhar. A Mãe de
Deus era sua grande referência e modelo, e a EUCARISTIA era
o centro de sua vida de fé inabalável.
Mas viver com ela não era fácil. Era um desafio constante,
devido à firmeza de metas foi considerada teimosa e
temperamental. Principalmente por não aceitar que a
congregação fosse só diocesana, ou seja, sem superiora
geral. Custou muito para que tivesse Tal direito, mas, por
fim, foi eleita superiora geral.
Júlia abriu, em Amiens, a primeira escola gratuita e depois
não parou mais. Viajava pela França e pela Bélgica fundando
pensionatos e escolas, pois naqueles tempos de miséria a
necessidade era muito grande.
Não aceitava qualquer donativo que pudesse tirar a
independência da congregação. Para ter recursos, criava
pensionatos e, ao lado deles, a escola para pobres.
Perseguida e injustiçada pelo bispo de Amiens, foi por ele
afastada da congregação. Todas as irmãs decidiram seguir com
ela para a cidade de Namur, na Bélgica, onde se fixaram
definitivamente.
Júlia, incansável, continuou criando pensionatos, fundando
escolas, formando crianças e educadores, ficando conhecidas
como as "Irmãs da Nossa Senhora de Namur".
Ali a fundadora consolidou a diretriz pedagógica da
congregação: a educação como o caminho da plenitude da vida.
Morreu em paz no dia 8 de abril de 1816 na cidade de Namur.
"Por meio do seu batismo, de sua consagração religiosa e por
sua vida inteira de fé em Deus, que é bom, Júlia foi
colocada na trilha da opção divina pelos pobres."
Foram as palavras do papa Paulo VI para declarar santa, em
1969, Maria Rosa Júlia Billiart, que no dia 8 de abril deve
receber as homenagens litúrgicas.
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