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Santo Frey Pio de Pietrelcina.
(Itália)
O
Santo Padre Pio de Pietrelcina é um dos maiores místicos de
nosso tempo. Nos ensinou o amor radical ao coração de Jesus
e a sua Igreja. Sua vida era oração, sacrifício, pobreza.
Herdeiro espiritual de São Francisco de Assis, foi o
primeiro sacerdote a ter impresso sobre o seu corpo os
estigmas da crucifixão de Jesus Cristo.
Ele é conhecido em todo mundo como o "Frei" estigmatizado.
O
Padre Pio, a quem Deus deu dons particulares e carismas, se
empenhou com todas as suas forças pela salvação das almas.
Os muito testemunhos sobre a grande santidade do Frei,
chegam até os nossos dias, acompanhados de sentimentos de
gratidão. Suas intercessões providencias junto a Deus foram
para muitos homens causa de cura do corpo e motivo de
renovação do espírito.
A vida mística consiste nas relações espirituais da criatura
com seu Deus Criador, de caráter mais íntimo do que o comum,
e que se manifesta de muitas maneiras, sobre tudo com
êxtases, aparições, revelações de caráter particular etc...
Sua Biografia.
Francesco Forgione (O Santo padre Pio) nasceu no seio de uma
humilde e religiosa família, no dia 25 de maio de 1887 as 5
da tarde, hora em que os sinos da Igreja tocavam para chamar
a todos os fiéis a honrar a Virgem Santíssima em seu mês.
Padre
Pio nasceu em uma pequena aldeia do Sul da Itália, chamada
Pietrelcina, uma pequena vila a 12 km de Benevento.
Seus
pais, Grazio Forgione e Maria Giuseppa di Nunzio Forgione,
ambos agricultores, viviam no sector mais pobre de
Pietrelcina.
Grazio,
como tantos camponeses, havia ido várias vezes à América
para buscar o necessário à família; mamãe Peppa costurava de
manhã até a noite, como todas as mães do vilarejo. Ambos
eram analfabetos, mas tinham uma grande fé e um bom senso
prático, que ensinava aos filhos. Tiveram sete filhos, dos
quais quatro faleceram muito cedo.
A infância de Padre Pio; era diferente dos
outros, tanto que logo o Senhor demonstrava Seu desígnio
extraordinário. Talvez isso pudesse dar à
mentalidade moderna, a idéia de conhecer pessoas semelhantes
a nós, com defeitos, com grandes conflitos e que mesmo assim
seguem seu caminho de ascensão.
Não
nos esqueçamos de que os santos são, antes de tudo,
obras-primas da Graça, e também dão sua resposta ao chamado,
livremente; por tantas vezes, além de todo exemplo que nos
deixam, e nos quais são inimitáveis, devemos admirar o
desígnio extraordinário de Deus, totalmente único e
inimitável. Deus deu a Padre Pio o dom de desígnios
particulares; os fatos extraordinários que começaram a
prepará-lo desde a primeira infância.
Na
rústica Igreja de Sant’Anna encomendaram a proteção de seu
recém nascido a São Francisco de Assis, por esta razão lhe
batizaram com o nome de Francesco no dia seguinte de seu
nascimento. Nome que se revelava profético pela opção de
vida franciscana, abraçada no futuro por aquele menininho.
Da
infância e meninice de pequeno Francesco, sabemos que era
muito obediente, tanto que seus pais nunca tiveram a
necessidade de repreendê-lo; sempre demonstrou ser um grande
apaixonado pela oração e absolutamente intolerante às
más palavras e, ainda mais, às blasfêmias, infelizmente
comuns na boca das suas jovens companhias.
Aos
doze anos, Francesco recebeu o Crisma, novamente na Igreja
Sant’Anna, em 27 setembro de 1899; aliás, a mesma onde
recebeu a Primeira Comunhão.
Desde
muito menino Francesco experimentou em si o desejo de
consagrar-se totalmente a Deus e este desejo o distinguia de
seus coetâneos. Tal "diferença" foi observada por seus
parentes e amigos. Narra a mamãe Peppa: "Não cometeu
nunca nenhuma falta, não tinha caprichos, sempre obedeceu a
mim e a seu pai, a cada manhã e a cada tarde ia à igreja
visitar a Jesus e a Virgem. Durante o dia não saia
nunca com os seus companheiros. Às vezes eu dizia: - "Francì
vá um pouco a brincar". Ele se negava dizendo: - "Não quero
ir porque eles blasfemam".
O Inicio de suas experiências extraordinárias.
Do
diário do Padre Agostinho, o qual foi um dos diretores
espirituais do Padre Pio, soube que o Padre Pio, desde 1892
quando tinha apenas cinco anos, viveu já suas primeiras
experiências místicas espirituais. Os êxtases e as
aparições foram freqüentes,
e já
começava a sua luta contra o demônio, que também tornou-se
freqüentemente visível, de modo obsessivo e assustador.
Mas para ele pareciam serem absolutamente normais pensando
que fosse um acontecimento comum a todos, não falava sobre
eles.
Foi um menino muito sensível e espiritual, calado, diferente
e tímido, muitos dizem que a tão pouca idade já mostrava
sinais de uma profunda espiritualidade.
Era
piedoso, permanecia longas horas na Igreja depois da missa.
Pedia ao sacristão para que lhe permitisse visitar ao Senhor
na Eucaristia, nos momentos nos quais a Igreja permanecia
fechada.
As aparições eram do Anjo da Guarda, do Senhor, de Maria, e
até outros; os demônios, geralmente, apareciam sob formas
bestiais, pavorosas e ameaçadoras. Esse tormento, embora
significativo, da aparição dos demônios e o conforto das
aparições divinas foi uma característica quase cotidiana
para Padre Pio, pelo menos até o desaparecimento dos
estigmas.
Mas
seu pai, percebendo sua inteligência e seu desejo, forçou-o
a estudar. Aos quinze anos havia terminado o terceiro
colegial; já havia decidido ser sacerdote e, tinha decidido
também entrar nos “frades com barba”, porque era admirador
do bom frade Camillo, um irmão de longa barba negra, que
andava pedindo esmolas.
Mas
como havia amadurecido aquela decisão? Aqui começamos a
entrar na via extraordinária pela qual o Senhor conduziu
Padre Pio. O amor à oração, somando ao amor à
penitência ajudaram, tanto que ainda pequeno,
algumas vezes sua mãe o surpreendeu enquanto se flagelava.
A Preparação para o Noviciado.
Há
dois grandes acontecimentos na vida de Padre Pio, aos quais
sempre atribuiu grande importância e sobre os quais
comentou, freqüentemente, com seu diretor espiritual. Ambos
acontecidos no ano de 1903, por volta de seus 15 anos, pouco
antes de sua entrada aos capuchinhos.
Trata-se de uma visão.
A
luta contra um gigante.
Os
dias antes de entrar ao seminário foram dias de visões do
Senhor, que lhe preparariam para grandes lutas Espirituais.
Jesus lhe permitiu ver o campo de batalha, os obstáculos e
inimigos.
Francesco viu perto dele um homem de grande esplendor,
belíssimo que o convida: ”Vem comigo, porque é conveniente
lutar com um guerreiro valoroso.“
Ele o
acompanhou até um campo que parecia infinito e encontrou
dois grupos de pessoas assim: De um lado haviam homens
radiantes, com vestiduras brancas e muito belos; ao outro
lado, estavam pessoas que se pareciam com imensas bestas
espantosas, horripilantes com vestes de cor preta. Era uma
cena aterradora e os joelhos do jovem Francisco começaram a
tremer.
Repentinamente Francesco se viu caminhando ao encontro de um
homem gigante horrível, que sua cabeça chegava as nuvens.
O
Homem esplendoroso estimulou Francesco a lutar contra aquele
gigante; Francesco pediu para evitar aquele confronto, mas o
Homem esplendoroso disse: “É vã a sua resistência.
Entre nessa luta com confiança e combata corajosamente; você
deve lutar conta ele. Diante dos acontecimentos, entre nesta
luta com confiança e lute bravamente; Eu estarei perto de
você, o ajudarei e não permitirei que ele te vença”.
O
combate foi muito terrível, mas com a ajuda do Homem
esplendoroso, o gigante foi vencido e obrigado a fugir;
arrastando atrás de si toda aquela multidão de homens
asquerosos, gritando blasfêmias e brados atordoados. Do
outro lado a multidão das pessoas de branco, explodiram de
alegria e júbilo louvando o Homem esplendoroso que havia
ajudado Francesco naquela luta.
Foi
neste intervalo que o Homem esplendoroso colocou na cabeça
de Francesco uma coroa belíssima; removendo-a disse:
“Tenho reservada para você uma outra coroa, mais bela, se
você souber como lutar nos encontros contra aquele gigante.
Ele tornará a assaltá-lo sempre, mas você deve combater sem
medo, Eu o farei sempre vencedor porque você o fará se
prostrar sempre”.
Toda a
vida de Padre Pio foi uma contínua luta contra o demônio (o
gigante) que atacava sempre o padre Pio para impedi-lo de
salvar as almas. Era uma batalha interior freqüente; algumas
vezes, também um ataque externo. Quando o padre ficava
exausto, cheio de marcas das pancadas, vinham seus confrades
socorrê-lo, ele sempre confessava: “Obrigado! Com a
ajuda divina, eu sempre venço!”. Esse acontecimento
foi uma prévia muito significativa de toda a luta na vida de
Padre Pio.
Um segundo acontecimento,
logo após o primeiro, mas também antes que Francesco
ingressasse aos capuchinhos. É mais difícil falar deste,
porque com relação a ele, o padre foi sempre bastante
reservado. Disse e escreveu unicamente o essencial, porque
para ele era um acontecimento bastante particular,
“uma grande missão”. Mas nunca especificou do que se
tratava. “Uma missão grandiosíssima, importante
somente para Ti e para mim”. Escreveu isso em uma
oração pessoal. Talvez, algum sinal; um exemplo foi a grande
insistência com que pediu aos superiores de ser indicado
para o ministério da
confissão.
Estas são as duas visões que deram sinal profundo na vida de
Padre Pio.
Na sua luta contra Satanás revivia, sempre, aquele confronto
com o gigante. E tem sempre presente “a missão
grandiosíssima” que o Senhor lhe havia mostrado; será uma
recordação que o suportará na dura luta da longa vida, por
causa do atroz sofrimento, como os estigmas, nas ocasiões de
calúnia e dos endossos canônicos: oferecia tudo ao Senhor
como execução daquela missão. Será esse o segredo de sua
inalterada serenidade?
Realismo e esperança. Foi como escreveu para
duas filhas espirituais, Maria Garzani e Raffaela Cerase.
“Não tema perseverar na tempestade, pois o pequeno barco do
teu espírito não andará mais submerso. O céu e a terra
mudarão, mas a palavra de Deus que assim assegura a quem
obedece cantar a vitória, não mudará, permanecerá sempre
escrita no indelével livro da vida: Eu existirei sempre” (Ep.
III)
“Temos sempre diante dos olhos que a Sua terra é um lugar de
combate e que no paraíso se reservará a coroa; que aqui é um
lugar de prova e o prêmio se reserva lá em cima; que aqui
estamos em exílio e a nossa verdadeira pátria é o céu e que
necessita de contínua aspiração. Portanto, vivamos com a fé,
a esperança firme e com ardente afeto até que saiamos
vitoriosos, para poderemos um dia, quando Deus desejar,
habitarmos com Ele” (Ep. II).
AS LUTAS DO PADRE PIO COM O DEMÔNIO.
O
demônio após ter sido expulso do paraíso por São Miguel e
seu anjos e sendo precipitado na terra
(Apocalipse 12, 7-12)
continua existindo; o seu papel ativo, não pertence ao
passado e nem é uma fantasia popular. O diabo continua ativo
hoje mais do que nunca, induzindo os homens ao pecado e a
perdição.
Baudelaire afirmava justamente que a principal atividade de
Satanás, nos tempos de hoje é fazer com que as pessoas não
acreditem na sua real existência e assim não rezem e nem
peçam a proteção do alto. Com o caminho livre o inimigo faz
desastres na humanidade sem ser percebido e combatido.
Mas Deus na sua infinita Misericórdia fez com que ele se
mostrasse ao mundo revelando suas táticas de ataque sobre o
homem como aconteceu com o padre Pio e outros santos.
Pe.
Pio travou “duros combates” em toda sua vida, mostrando a
humanidade o poder dado por Jesus aos sacerdotes em seu
ministério sacerdotal sobre o inimigo, principalmente no
sacramento da Confissão, na Santa Missa, nos exorcismos
libertando as pessoas do inimigo.
Tais batalhas foram brigas sangrentas, como foi escrito em
muitas cartas que Pe. Pio enviava aos seus diretores
espirituais.
As
lutas entre Padre Pio e Satanás ficaram mais duras quando
Padre Pio livrou as almas possuídas pelo Diabo.
Mais de uma vez, falou ao Padre Tarcísio de Cervinara que,
antes de ser exorcizado, o Diabo gritava: "Padre Pio
você nos dá mais preocupação que São Miguel" e
também: "Padre Pio, não aliene as almas de nós e nós
não o molestaremos".
"O
diabo submeteu Padre Pio à tentações em todos os sentidos.
Padre
Agostino confirmou que o diabo apareceu a ele de diferentes
formas: "O diabo apareceu como meninas jovens que
dançavam nuas, em forma de crucifixo, como um jovem amigo
dos monges, como o Pai Espiritual, como o Padre Provincial,
como Papa Pio X, como o Anjo da Guarda, como São Francisco e
como Nossa Senhora. O diabo também apareceu nas suas formas
horríveis, com um exército de espíritos infernais. Às vezes
não havia nenhuma aparição, mas Padre Pio estava ferido, ele
era torturado com barulhos ensurdecedores, cuspido etc.
Padre Pio teve sucesso livrando-se destas agressões ao
invocar o nome de Jesus.
Uma
noite de verão
em que ele não conseguia dormir por causa do grande calor
ouviu o barulho dos passos de alguém, que no quarto vizinho,
caminhava para lá e para cá. "O pobre Anastásio não pode
dormir como eu.", pensou Pe. Pio. " Quero chamá-lo, pois,
pelo menos conversamos um pouco ". Ele foi até a janela e
chamou o confrade mas sua voz permaneceu presa na garganta:
no parapeito da janela vizinha, um monstruoso cão se
apoiava. Assim contava o próprio Pe. Pio: “Vi horrorizado
entrar pela porta um enorme cão feroz de cuja boca saia
muita fumaça. Eu caí de bruços na cama e ouvi o que ele
dizia: “é este, é este!”. Ainda naquela posição vi a
fera pular sobre o parapeito da janela e de lá lançar-se
sobre o telhado da frente para em seguida desaparecer.
Amor pela Santíssima Virgem
Toda
sua vida não foi outra coisa que uma continua oração e
penitência, aquela do Rosário sua predileta
oração assim como de muitos Papas principalmente
João Paulo II, este consagrado a Maria (Totus Tus - todo
teu). Com esta oração não impedia que semeasse a seu redor
felicidade e grande alegria entre aqueles que escutavam suas
palavras, que eram cheias de sabedoria ou de um
extraordinário senso de humor.
Através de suas cartas, ao confessor se descobrem
indescritíveis e tremendos sofrimentos espirituais e
físicos, seguidos de uma felicidade inefável derivada de sua
íntima e continua união com Deus.
Chegava a padre Pio uma multidão de peregrinos de todo o
mundo e, além disso, recebia numerosas cartas pedindo oração
e conselho. O Papa João Paulo II, em 1947, quando era um
sacerdote recém ordenado foi visitar ao padre Pio e ficou
profundamente impressionado por sua santidade.
Já
sendo Papa visitou sua tumba.
Os Dons extraordinários:
Discernimento extraordinário:
É a capacidade de ler os corações e as consciências dos
penitentes.
Profecia:
Pode anunciar eventos do futuro.
Curas:
Curas milagrosas pelo poder da oração.
Bilocação:
Estar em dois lugares ao mesmo tempo.
Perfume:
O sangue de seus estigmas tinha fragrância de flores.
Ierognosia:
Padre Pio tinha poderes para reconhecer se um homem era um
Padre e se os objetos que lhe apresentavam já tinham sido
abençoados.
Estigmas:
Recebeu os estigmas no dia 20 de setembro, 1918 e os levou
até sua morte 50 anos depois (23 de setembro, 1968).
Os
médicos que observaram os estigmas do padre Pio não puderam
fazer cicatrizar suas chagas nem dar explicação delas.
Calcularam que perdia um copo de sangue diário, mas suas
chagas nunca se infectaram.
O
padre Pio dizia que eram um presente de Deus e uma
oportunidade para lutar, para ser mais e mais como Jesus
Cristo Crucificado.
O Ingresso no Noviciado de Morcone.
Padre
Pio sempre caminhou retamente, não permitindo-se luxos nem
nada que lhe pudesse desviar de sua relação com Jesus.
Aos 16
anos de idade, Francisco havia adiantado o suficiente para
entrar ao seminário; seria frade capuchinho. Ingressou na
Ordem Franciscana de Morcone no dia 6 de janeiro de 1903.
Além da dor de separar-se da família e de seu
vilarejo, não desistiu do sonho de entrar para o noviciado
mesmo diante da luta interior: teve uma “visão
espiritual” através da qual compreendeu que sua vida
religiosa seria marcada pela luta com aquele gigante; tanto
que ficou claro este ser o único passo da grande missão para
a qual Deus o chamava.
Quinze
dias depois de sua entrada, no dia 22 de janeiro de 1903,
Francisco recebeu o hábito franciscano que está feito em
forma de uma cruz e percebeu que desde esse momento sua vida
estaria "crucificada em Cristo", tomou Além
disso, por nome religioso, Frei Pio de Pietrelcina em
honra a São Pio V. A Fraternidade Capuchinha na qual
ingressou era uma das mais austeras da Ordem Franciscana e
uma das mais fiéis a regra original de São Francisco de
Assis.
O
início da vida religiosa do Padre Pio não foi brilhante.
Excelente no comportamento, assim como na obediência, na
jovialidade e no companheirismo, porém, freqüentemente
estava doente e seus sintomas sempre tinham aspectos
estranhos. No geral, era mais eficiente do que mais
brilhante. E seus companheiros recordavam que ele, quando
era interrogado, sabia sempre a ligação. Mas testemunharam
também que ninguém, nunca, o viu estudar.
Também
durante os anos de teologia, quem entrasse em sua cela
surpreendia-o em oração. Não é que se recusasse a estudar;
mas apenas abria o livro e rapidamente sentia-se absorto,
pensando em Deus, pensando que era constante.
É inútil procurar outro motivo: Padre Pio viveu pela oração;
a oração era seu ar, sua vida.
Já antes de entrar no convento estava sempre absorto em
Deus, e assim continuou a ser, mesmo falando com as pessoas
ou fazendo outras coisas também, sem se distrair.
O jejum e a penitencia eram práticas habituais.
O
frade Pio abraçou todas as formas de auto privação, comendo
sempre muito pouco, em uma ocasião se alimentou unicamente
da Eucaristia por 20 dias e ainda que fraco fisicamente se
apresentava nas aulas com declarada alegria.
"Sou
imensamente feliz quando sofro, e se consentisse os impulsos
de meu coração, lhe pediria a que Jesus me desse todo o
Sofrimento dos homens”.
Com o
passar dos anos, os distúrbios de saúde foram se agravando
tanto que os médicos, percebendo serem inúteis os diversos
tratamentos, decidiram que o frei fosse mandado a
Pietrelcina, acreditando que sua saúde sofreria melhoras na
terra natal. Não havia dúvida que o ar de seu vilarejo lhe
faria bem, mas também constatou-se um estranho sintoma, que
ninguém jamais explicou e que foi um verdadeiro
quebra-cabeça, mesmo para o Padre Pio e para seus
superiores.
A
situação estava assim: em Pietrelcina, Padre Pio, devido à
debilidade de saúde, não podia comer qualquer coisa e se
sustentar; assim como estava antes, parecia que seu estômago
rejeitava qualquer alimento, vomitava tudo, não podia deter
nem mesmo uma colher de água; por isso os superiores
sentiram-se obrigados a mandá-lo de volta à sua terra natal
(Benevento); com dificuldades ia se colocando de pé,
enquanto o distúrbio cessava (lentamente).
A Primeira bilocação.
Em
1905, apenas dois anos depois de haver entrado ao Seminário,
o frade Pio experimenta pela primeira vez a bilocação.
Rezando acompanhado de outro frade no coro, uma noite fria
de janeiro, ao redor das 11:00h da noite, se encontrou a si
mesmo muito longe, em uma casa muito elegante na qual um pai
de família agonizava no mesmo momento que sua filha nascia.
Nossa
Santíssima Mãe se lhe apareceu ao frade Pio dizendo-lhe:
"Encomendo esta criatura a teus cuidados; é uma pedra
preciosa sem polir. Trabalha nela, lustrai-la, fazei-la
brilhar o mais possível, porque um dia quero adornar com
ela".
Ao que
ele respondeu:
"
Como pode ser isto possível se sou um pobre estudante, e
todavia nem sequer sei se terei a fortuna de chegar a ser
sacerdote? E se não chegar a ser sacerdote, como poderei
ocupar-me desta menina estando tão longe?".
A
Virgem lhe respondeu:
"Não duvides. Será ela quem virá a ti, mas a conhecerás de
antemão na Basílica de São Pedro".
Imediatamente se encontrou de novo no coro onde havia estado
rezando minutos antes.
Dezoito anos mais tarde esta menina se apresentou na
basílica de São Pedro, agoniada e buscando a um sacerdote
com quem pudesse confessar-se e receber direção espiritual.
Já era
tarde e a basílica ia fechar, olhou ao seu redor e viu a um
frade entrar no confessionário e fechar a porta. A jovem se
aproximou e começou a compartilhar seus problemas. O
sacerdote absolveu seus pecados e lhe deu a benção. A jovem
em agradecimento quis beijar-lhe a mão, mas ao abrir o
confessionário só encontrou uma cadeira vazia.
Um ano
depois, a jovem foi em peregrinação a São Giovanni Rotondo.
Padre Pio caminhava por entre os peregrinos e ao ver a jovem
entre eles, a chamou dizendo:
"Eu
te conheço, tu nascente no dia em que teu pai morreu",
a jovem, surpreendida, esperou largo tempo para poder se
confessar com o padre e acalmar suas inquietudes.
Padre
Pio lhe recebe no confessionário com estas palavras:
"Mi
filha, tens vindo finalmente; estou esperando tantos anos
por ti!".
A
jovem ainda mais surpreendida lhe disse que ele estava
equivocado, sendo esta a primeira vez que ela visitava São
Giovanni.
Ao que padre Pio respondeu:
"Tu
me conheces, viste a mim no ano passado na basílica de São
Pedro".
A
jovem se converteu em sua filha espiritual, obedecendo
sempre a seus conselhos. Se casou e formou uma sólida e
exemplar família cristã.
De regresso a sua terra natal – Pietrelcina.
Foram
quase sete anos que Padre Pio passou em Pietrelcina, de 1909
a 1916, com um contínuo vai-e-vem, de um convento para
outro, na esperança de poder se firmar, mas inutilmente.
Apenas ficava um pouco melhor e os superiores se apressavam
em mandá-lo a outro convento; mas, de repente, bastava
qualquer distúrbio no estômago para que os superiores o
mandassem de volta ao vilarejo. Podemos imaginar o imenso
incômodo para Padre Pio, que desejava com toda a sua alma
poder viver a vida conventual, e ai sendo sempre forçado a
abandoná-la; aumentava também o grande desafio de seus
superiores, que não sabiam a que destinar aquele frade, que
rapidamente adoecia, em qualquer lugar aonde o mandassem.
Enquanto isso, como se desenrolava a vida do padre
Pio?
Muita oração, uma contínua meditação da dilaceração, da
Paixão do Senhor, muitas lágrimas, ao ponto de lhe embaçar a
visão.
A Ordenação Sacerdotal.
Todavia, continuou seu itinerário teológico, e no dia 10 de
agosto de 1910, padre Pio é ordenado sacerdote na Catedral
de Benevento, Itália.
A
tarde daquele dia, escreve esta oração:
"Oh! Jesus, meu suspiro e minha vida, te peço que faças de
mim um sacerdote santo e uma vitima perfeita".
Ao
finalizar a Santa Missa, sua mãe e seus irmãos se
aproximaram para receber sua primeira benção. Sua mãe não
podia conter suas lágrimas, tanto da emoção como da dor de
pensar na ausência de seu esposo, cujo sacrifício havia
feito possível a ordenação de seu filho. Como era costume, o
novo padre celebraria sua primeira missa na Igreja de seu
povoado, na Igreja Sant’Anna.
Na
mesma Igreja na qual a 23 anos antes havia sido batizado, em
onde havia recebido a primeira Comunhão e o Sacramento da
Confirmação.
Foi
iniciada uma etapa decisiva em sua vida, porque naquele
momento começou o que podemos chamar, sem exagero, “o
mistério da Missa de Padre Pio”: mistério que poucos
conheceram e pouquíssimos participaram naquele primeiro
momento.
O
padre dizia a seus filhos espirituais "Se vocês
desejam assistir a Sagrada Missa com devoção e obter frutos,
pensem na Mãe Dolorosa ao pé do Calvário.
Enquanto isso, mais uma vez, a vida de Padre Pio
continuou se desenvolvendo, por aproximadamente seis anos,
naquele esconderijo de Pietrelcina, com breves interrupções,
na tentativa de reintegrá-lo em algum convento. Sem
aprofundamento, para aproximarmos melhor ao mistério daquela
Missa, no mesmo ano da ordenação, em 1910, Padre Pio se
ofereceu “vítima pelos pecadores e pelas pobres almas
do purgatório”.
Poucos
sabem o imenso valor e o grande risco que envolvem a oferta
da vítima. Nós fomos preservados do sacrifício de Cristo, a
quem todos devemos dar nossa contribuição com oferta
pessoal. Mas quem se oferece como vítima, aceita
verdadeiramente participar de tal sacrifício de modo heróico
e freqüentemente paga a sua generosidade com grande
sofrimento para os quais não existe nenhum remédio humano.
Os refúgios do Padre Pio
em Pietrelcina.
Pode-se dizer que em Pietrelcina, no trecho de sua casa,
havia três centros entre os quais dividia seu tempo.
O
primeiro centro era a pequena
Igreja de Sant’Anna. Era neste lugar
que celebrava a Missa, que poderia durar quatro horas
e que, por sua extensão, era propositalmente evitada por
muitos. Foi o primeiro e principal lugar freqüentado por
Padre Pio, que aos poucos começamos a compreender.
A
Missa de Padre Pio, todos corriam para poderem assisti-la;
ela não era semelhante a nenhuma outra Missa;
diferente de todas.
Dom Giuseppe Orlando, alguém que sempre voltava lá,
já preso ao lugar, disse poucas palavras: “A sua Santa
Missa é um mistério incompreensível”. À luz daquilo
que é dado como verdade, podemos afirmar que com a sua
ordenação sacerdotal, a Missa de Padre Pio era
verdadeiramente um reviver da
Paixão de Cristo.
O
Segundo é na direção da Ladeira Castello há uma velha
“pequena torre”. Ela poderia testemunhar a
solicitude orante daquele homem: muita oração, muita
união com seu Senhor.
O
Terceiro é um olmo (tipo de árvore) no alto da colina de
Piana Romana, um pouco distante da casa dos Forgione. Lá, o
pequeno Francesco já se refugiava para rezar e estudar
quando era pequeno, à sombra daquela árvore. Neste local o
sacerdote também passava longas horas de oração, de
meditação da Paixão do Senhor, tanto que seus
familiares, sabendo ser um local muito importante,
construíram lá uma pequena cabana com uma cama de palha que
pudesse ficar até a noite, durante sua estadia.
Os Estigmas invisíveis.
Durante seu primeiro ano de ministério sacerdotal, em 1910,
enquanto rezava embaixo do olmo, Padre Pio recebeu os
estigmas invisíveis. Em recordação a este fato é que se
construiu naquele local uma capela.
Em uma
carta que escreve a seu diretor espiritual os descreve
assim: "Em meio das mãos apareceu uma mancha vermelha,
do tamanho de um centavo, acompanhada de uma intensa dor.
Também sob dois pés sinto dor".
Estas
dores na mãos e nos pés do padre Pio, são os primeiros
indícios dos estigmas que foram invisíveis até o ano de
1918. Uma vez a dor que o padre Pio experimentou foi tão
aguda, que sacudiu as mãos, as quais sentia que lhe
queimavam.
Este tempo em seu povoado natal foi um período de grandes
combates espirituais com o demônio, mas também de grandes
consolos através de êxtase e fenômenos místicos, tanto
interiores como exteriores, espirituais e físicos.
O demônio aparecia-lhe de distintas maneiras. Algumas vezes
até na aparência de animais, de mulheres bailando danças
impuras, de carcereiros que o açoitavam e inclusive sob a
aparência de Cristo Crucificado, de seu Anjo da Guarda, São
Francisco de Assis, a Virgem Maria, também sob a aparência
de seu diretor espiritual, seu provincial, etc... Mas depois
destes assaltos do demônio, era consolado com êxtases e
aparições de Jesus, a santíssima Virgem Maria, seu Anjo da
Guarda, São Francisco e outros santos.
No dia
12 de agosto de 1912 experimentou pela primeira vez a "chaga
do amor". O padre Pio escreveu a seu diretor espiritual
explicando-lhe o sucedido:
"Estava na Igreja fazendo minha ação de graças depois da
Santa Missa, quando de repente senti meu coração ferido por
um dardo de fogo fervendo em chamas e eu pensei que ia
morrer".
Suportou o impacto da perfuração do coração e quase que uma
vez por semana era submetido à flagelação e à coroação de
espinhos. Se durante sua infância e novamente nos anos
preparatórios ao sacerdócio, sua meditação constante
era a Paixão do Senhor, que o fazia derramar muitas
lágrimas, agora, não se tratava somente de meditar o
sofrimento de Cristo, mas de vivê-lo na própria carne.
E esse era apenas o início!
Por
sete anos, padre Pio permanece fora do Convento, em
Pietrelcina. Naturalmente, esta vida estava em contraste com
a regra franciscana e alguns irmãos frades se queixaram
disto. Foi então quando o Superior Geral da Ordem pediu a
Sagrada Congregação dos Religiosos a exclaustração do Padre
Pio. Foi um golpe muito duro para ele e em um êxtase se
queixou com São Francisco de Assis.
A
Congregação dos Religiosos não escutou a solicitação do
Superior Geral e concedeu que o padre Pio continuasse
vivendo fora do convento, até que estivesse completamente
restabelecida sua saúde.
Poder
celebrar a Missa na Igrejinha de Sant’Anna, ainda que o
enfraquecimento aparente era tal, a ponto de ter de
conseguir permissão para celebrar a Missa de Maria ou aquela
dos falecidos.
A
prática de seus deveres, a memória de sua missão substituíam
o esforço do dever cumprido. Foram anos caracterizados por
um cotidiano em que se alternavam as visões diabólicas e os
estados de doçura. Resistiu a tudo isso até 17 de fevereiro
de 1916,
De volta à vida monástica do Convento.
No dia
17 de fevereiro de 1916, o padre Pio saiu de Pietrelcina
rumo a Foggia, onde os superiores o chamaram para dar um
serviço espiritual.
Padre
Pio obteve tarde a possibilidade de confessar, que em geral
é conhecida poucos dias após à ordenação sacerdotal, até
mesmo em prévio exame de teologia moral. Em Pietrelcina,
dirigia espiritualmente qualquer pessoa, que lhe era
confiada por meio de correspondência postal. Será também
esta, a direção espiritual através de cartas, uma das
características do padre.
Graças
a as orações de Rafaelina Cerase, uma Senhora muito enferma
e perto da morte, o padre Pio pode regressar definitivamente
a vida comunitária.
Esta
boa Senhora se ofereceu a Deus como vítima para que o
padre pudesse ouvir confissões e com isso trazer grande
beneficio as almas.
Ainda
que o padre nunca mais pôde regressar a Pietrelcina, seu
amor por ela nunca diminuiu. Durante a Segunda Guerra
Mundial, o padre, referindo-se a seu povoado disse: "Pietrelcina
será preservada como a menina de meus olhos".
E
antes de morrer, falando profeticamente disse: "Durante
minha vida tenho favorecido a São Giovanni Rotondo. Depois
de minha morte, favorecerei a Pietrelcina.
Em
Foggia no convento de Sant’Anna, como era chamada aquela
comunidade capuchinha, Padre Pio não teve aquele grave
distúrbio de vômito, que o impedia de ingerir os alimentos,
o que o deixou feliz para, finalmente, viver em comunidade e
conviver com a grande pobreza daqueles seus confrades.
A
permanência de Padre Pio em Sant’Anna não foi totalmente
pacífica. Apesar de muito agradar aos confrades, a
presença do sacerdote dedicado à oração e ao mesmo tempo
alegre e divertidíssimo na hora da recreação,
ocorreram situações que o colocaram em grande confusão.
Freqüentemente, sobretudo à noite, escutavam murmúrio de
vozes e pancadas que aterrorizavam os pobres frades. Padre
Pio desculpou-se com o superior e deu-lhe a seguinte
explicação: o demônio o tentava de todas as formas,
mas ele lutava e vencia sempre. Porém ficava exausto, todo
banhado de suor, e os confrades tinham que ajudá-lo a se
trocar. Ele sempre permanecia sereno e tratava de
transmitir, desse modo, sua serenidade aos outros.
Primeira visita a São Giovanni Rotondo.
No dia
28 de julho de 1916, o padre Pio chega a São Giovanni
Rotondo pela primeira vez.
San
Giovanni Rotondo era então uma pequena vila na península do
Gargano, rodeada por casas muito pobres, sem luz, sem água
potável, sem caminhos pavimentados e sem formas de
comunicação modernas, muito parecido a forma de vida nas
vilas pequenas daquele tempo. O monastério se encontrava a
uns dois kilômetros do povoado e para chegar a este, era
necessário ir em mula.
O
monastério contava com uma pequena e rústica Igreja de Nossa
Senhora das Graças do século XIV.
De
fato, o padre rapidamente se adaptou ao ar puro, tanto que
foi pedir ao superior permissão para prolongar por mais
tempo sua estadia; sentia-se razoavelmente bem fisicamente,
mas haveria ainda outras coisas, como Jesus lhe disse. É
difícil saber se Ele revelou tudo o que haveria de acontecer
em todo o resto de sua vida; certamente foi advertido que
aquele era o local de seu apostolado.
Ele se
mostrava contente e os frades estavam bastante contentes com
ele. Mas havia alguém a quem aquela adaptação não agradava.
Em seu íntimo, foi travada uma tremenda luta.
Sentia-se “exposto a Satanás”, que seguramente não havia
querido vê-lo naquele lugar. Sentia-se assaltado pela
tentação contra a fé, de tal maneira a escrever: “que
mistério eu sou a mim mesmo!”. Deste modo, firme
para guiar a alma, sentia-se e sempre se sentiu, por isso,
fraco e inseguro com relação à sua pessoa.
Não
foi só o maligno a perturbar Padre Pio na aparente quietude
de San Giovanni. Havia a Primeira Grande Guerra. Até o padre
foi convocado a servir e, até 16 de março de 1918, a sua
vida foi um sucessivo de viagens e retornos, de visitas
médicas e de licença de convalescença.
Foi
para ele um período muito duro, pelo esforço físico ao qual
foi submetido; mas também pelos comentários e comportamentos
de seus companheiros; e, sobretudo, pela freqüente
impossibilidade de celebrar a Missa. Em compensação, comoveu
meio mundo por quem era impelido a sacrificar-se.
No convento lhe foi dada uma particular missão:
Era
diretor espiritual dos frades, todos, entregues ao frei.
Padre
Pio dedicou-se a eles com todo o seu empenho: lá,
confessava, teve breve conferência espiritual, rezava por
eles, lutava por eles contra o demônio e, conforme sua total
generosidade se ofereceu ao Senhor, vítima, por eles.
Mas logo começou uma nova função ao frei. Começou
aumentar as pessoas em seu confessionário, tanto que em
pouco tempo já tinha toda a manhã ocupada. Confessava, fazia
direção espiritual e acompanhava as pessoas também pro
carta.
A
atormentá-lo, não era somente o demônio. O Senhor tinha para
si aquele frei de desígnio especialíssimo, e se não lhe
ensinava doçura espiritual, cada vez com mais profundidade,
preparava-o sempre para desenvolver um sinal visível de Sua
imagem.
A Transverberação do Coração.
De 5 a
7 de agosto de 1918, Padre Pio soube quase
ininterruptamente, o que aquele fenômeno chamado
misticamente de transverbação.
A
transverberação é uma graça extraordinária que alguns santos
como Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz tem recebido.
O
coração da pessoa escolhida por Deus é traspassado por uma
flecha misteriosa ou experimentado como um dardo que ao
penetrar deixa atrás de si uma ferida de amor que queima
enquanto a alma é elevada aos níveis mais altos da
contemplação do amor e da dor.
O
padre Pio recebeu esta graça extraordinária no dia 5 de
agosto de 1918.
Em
grande simplicidade, o padre narrou a seu diretor espiritual
o sucedido:
"Eu
estava escutando as confissões dos jovens a noite do dia 5
de agosto quando, de repente, me assustei grandemente ao ver
com os olhos de minha mente a um visitante celestial que se
apareceu frente a mim. Em sua mão levava algo que parecia
como uma lança larga de ferro, com uma ponta muito aguda.
Parecia que saia fogo da ponta. Vi a pessoa fundir a lança
violentamente em minha alma. Apenas pude queixar-me e senti
como que se morresse. Disse ao menino que saísse do
confessionário, porque me sentia muito enfermo e não tinha
forças para continuar. Este martírio durou sem interrupção
até a manhã do dia 7 de agosto.
Desde esse dia sinto uma grande aflição e uma ferida em
minha alma que está sempre aberta e me causa agonia.
Em
9 de agosto de 1912, assim escreveu a padre Agostino:
“Sinto pois, meu padre, que o Amor me vencerá
finalmente; a alma corre o risco de dividir-se do corpo pela
razão que não posso amar Jesus o suficiente na terra. Sim,
minha alma está ferida de amor por Jesus; sou doente de
amor; experimento continuamente a dor de amar, aquele ardor
que queima e não se consome. Sugeri-me, se autoriza, o
remédio para a atual estado de minha alma. Aqui está uma
fraca imagem daquilo que Jesus opera em mim. À maneira que
uma torrente arrasta bruscamente na profundidade do mar
todos que encontra em seu curso, assim a minha alma é
aprofundada no oceano, sem demora, reencontrando o amor de
Jesus, sem mérito algum meu e sem me dar razão, seduz para
dentro de Si todo o Seu tesouro”.
Em 12 de agosto deste mesmo ano:
“Estava na Igreja para fazer o agradecimento
pela Missa quando, de repente, senti o coração ser ferido
por um dardo de fogo, vivo e ardente, que pensei matar-me.
Me faltam as palavras corretas para fazê-lo compreender a
intensidade daquela chama: estou bastante impotente para
poder expressar-me. Acredita? A alma, vítima desta
consolação, ficou muda. Parecia que uma força invisível
submergisse toda naquele fogo... Meu Deus, que fogo!... Um
segundo, minha alma já havia sido separada do corpo...
Andava com Jesus” (Ep I).
No seminário menor.
O
padre Pio serviu como padre espiritual dos jovens que
formavam parte do seminário seráfico menor, que nesse
momento estava em São Giovanni Rotondo.
Orava
muito e vigiava seu avanço espiritual e até chegou a pedir
permissão para oferecer-se como vítima ao Senhor pela
perfeição deste grupo a quem como ele mesmo dizia
"amava com ternura". Um dia em que dava um passeio
com os jovens lhes disse: "Um de vocês me traspassou o
coração". "Um de vocês esta manhã fez uma Comunhão
sacrílega. E saber que fui eu que a dei hoje durante a
missa". O jovem culpado se jogou a seus pés e
confessou ser ele.
O
padre fez sinal aos demais para que se retirasse um pouco e
ai mesmo na rua escutou sua confissão e o restaurou a graça
de Deus.
Os estigmas de Cristo.
Foram
bem tristes os primeiros meses de 1918. A guerra e a (gripe)
“espanhola” haviam matado muitos da população e do convento.
O
padre Pio teve as cinco chagas de Cristo crucificado que
levou em seu corpo visivelmente durante 50 anos. Um pouco
mais de um mês depois de haver tido o coração transpassado,
o padre Pio recebe os sinais, agora visíveis, da Paixão de
Cristo. O padre descreve este fenômeno e graça espiritual a
seu diretor por obediência:
"Era sexta feira, manhã do dia 20 de setembro de 1918.
(Festa dos Estigmas de São Francisco)
Eu estava no coro fazendo a oração de ação de graças da
Missa e senti pouco a pouco que me elevava a uma oração
sempre mais suave, de pronto uma grande luz me deslumbrou e
me apareceu Cristo que sangrava por todas as partes.
De seu corpo chagado saíam raios de luz que mais bem
pareciam flechas que me feriam os pés, as mãos e o costado.
Quando voltei a mim, me encontrei no sozinho e com chagas.
As mãos, os pés e o costado sangravam e me doíam até fazerem
perder todas as forças para levantar-me. Me sentia morrer, e
haveria morrido se o Senhor não houvesse vindo a
sustentar-me o coração que sentia palpitar fortemente em meu
peito.
Me arrastei até a cela. Me recostei e rezei, olhei outra vez
minhas chagas e chorei, elevando hinos de agradecimento a
Deus".
Os
estigmas do padre Pio eram feridas profundas no centro das
mãos, dos pés e o costado esquerdo. Tinha mãos e pés
literalmente traspassados e lhe saia sangue vivo de ambos
lados, fazendo do padre Pio o primeiro sacerdote
estigmatizado na história da Igreja.
O
provincial dos Capuchinos de Foggia convidou ao Professor
Romanelli, médico e diretor de um prestigioso hospital, para
que estudasse o caso e desse seu parecer. O Doutor
Romanelli não teve a menor dúvida do caráter sobrenatural do
fenômeno.
Pouco
depois a Cúria Geral dos Capuchinos em Roma enviou a São
Gionanni Rotondo outro especialista, o professor Giorgio
Festa. Suas conclusões foram que "os estigmas do padre
Pio tinham uma origem que os conhecimentos científicos
estavam muito longes de explicar. A razão de sua existência
estão além da ciência humana".
A
notícia de que o padre Pio tinha os estigmas se estendeu
rapidamente. Muito rápido, milhões de pessoas acudiam a São
Giovanni Rotondo para vê-lo, beijar suas mãos, confessar-se
com ele e assistir a suas longas Missas.
Tinha para si a dor e a humilhação, cuidava de esconder
ainda mais as feridas e as dores que causavam para evitar o
fanatismo do povo.
Uma
grande celebridade em matéria de psicologia experimental, o
padre Agustim Gemelli, franciscano, doutor em medicina,
fundador da Universidade Católica de Milão e grande amigo do
Papa Pio XI, foi visitar ao padre Pio, mas como não levava
permissão por escrito para examinar suas chagas, este
recusou a mostrá-las.
O
padre Gemelli saiu de São Giovanni com a idéia de que os
estigmas eram falsos, de natureza neurótica e publicou seu
pensamento em um artigo publicado em uma revista muito
popular. O Santo Ofício se valeu da opinião deste grande
psicólogo e fez público um decreto no qual declarava a pouca
constância na sobrenaturalidade dos fatos.
Sobre os Estigmas, o Padre Gabriele Amorth esclarece:
( Padre Gabriele Amorth é
o exorcista oficial do vaticano. )
As
pessoas eram desconcertadas: se o Senhor havia usado em
Padre Pio aqueles sinais visíveis da Paixão, não seria um
grande convite correr a ele, como modelo de imitação de
Cristo?
Naquele ano, eu escrevia todas as semanas na
Famiglia Cristiana (Família Cristã). O diretor, meu
confrade, Pe. Zelli, sabia que eu era um assíduo de Padre
Pio. Disse-me: “É hora de falar claro. Escreva um
amigo equilibrado e bem fundamentado; o publicarei nas duas
primeiras páginas, as mais qualificadas da revista”.
Assim escrevi meu artigo, que foi publicado em 23
de novembro de 1958, com o título bastante provocativo:
“Em resumo, duvidamos ou não acreditamos em Padre Pio?”
Não se pode negar, a principio, a possibilidade do
estigma.
Na
história da Igreja encontramos cerca de 340 pessoas que o
haviam recebido; umas oitenta dessas são canonizadas, às
quais não há dúvidas de sua bondade e sinceridade quanto ao
tema. Tenta-se entender porque Deus manda estes males, que
significado têm. Provavelmente
para recordar aos homens o valor redentor da dor e
convidar-los a meditar a Paixão do Salvador.
Mas não se pode negar que, o sujeito que a carrega, pode nos
mostrar um confirmação plena da imagem de Jesus. Talvez este
aspecto, que é claro para nós, passe despercebido em Padre
Pio.
Para Padre Pio os estigmas são qualquer coisa que
não suas; não se referem a ele, são somente valores
para recordar o sofrimento do Senhor.
Conseqüentemente deixa-se beijar, como se deveria uma imagem
sacra; direi que nele há uma grande veneração.
Na realidade são uma imagem do Crucificado não
esculpida na madeira ou reproduzida em uma tela, mais
impressa em sua carne viva.
A Igreja se pronuncia abertamente pela
verdadeira história e características sobrenaturais do
estigma de São Francisco, que havia sido o primeiro
a receber de Deus aquele sinal de dor, semelhante ao de
Jesus Cristo. Tem sido precisamente assim –
especialmente nos últimos anos – os critérios de base sobre
os quais torna-se possível reconhecer ao menos a presença de
um estigma verdadeiro, ou seja, baseado em características
sobrenaturais.
Na
teoria, os princípios são claros; mas na prática, sim,
precisa-se proceder com muita cautela neste assunto, ao
aplicar esses princípios, especialmente quando se trata de
uma pessoa viva.
Apesar de tudo, acreditamos que, com relação ao
Padre Pio, possa ser dado um parecer. Outros ilustres
teólogos já se pronunciaram a respeito: todos nós nos
rendemos à evidência de que não se trata de um “novo
acontecimento”, para o qual é apropriado duvidar, mas
trata-se de uma pessoa conhecidíssima, controladíssima, com
setenta e um anos (Padre Pio nasceu em 25 de março de 1887)
e que há quarenta anos carrega o estigma; conseqüentemente
já há uma prova de tempo que, de modo não definitivo,
legitima um julgamento a título pessoal.
Só o fato que Padre Pio tenha o estigma, não é
discutível. São testes médicos precisos e publicados; é uma
verdade verificável em qualquer momento.
Vejamos antes se podemos pensar que a origem de tais feridas
é sobrenatural. Os critérios nos quais deve se basear são
estes cinco:
1. O
estigma deve ser verdadeiro e adequado á ferida, importantes
modificações do tecidos e localizado onde eram as feridas de
Cristo (aproximadamente, tratando-se de ferida mística não
importa se, até o detalhe secundário, respeita a verdade
histórica comum na crença; o que quero dizer é que não
importa se as feridas são no pulso ou na palma da mão, se a
ferida é natural quando encontrada, diferentemente, em
qualquer outra parte do corpo.
2.
Deve aparecer instantaneamente; em geral causa dor aguda no
dia, que recorda a Paixão do Senhor, como na Sexta-feira e
na Semana Santa. Ao contrário: a dor pela ferida natural
depende da situação atmosférica; portanto não há nenhum
respeito pelo calendário litúrgico.
3. No
verdadeiro estigma há ausência de fatos supurativos: nenhuma
podridão, nenhum odor fétido, etc. Quando as lesões naturais
prolongadas não são desinfetadas, dão origem a supurações e
podem causar gangrena.
4. Os
estigmas são acompanhados de contínua hemorragia. Não são
como outras feridas.
5. Os
estigmas permanecem inalterados, imunes a todo tratamento
médico; não se alteram por remédio terapêutico nem por
tratamentos; duram até muitos anos. As outras feridas,
medicadas, cicatrizam-se.
A
ferida de Padre Pio responde a todos esses requisitos.
É
verdade que muitos médicos racionalistas haviam tentado
demonstrar por vias naturais (sugestionamento, histerismo,
fixação, etc.) a estigmatização. Mas foram sues testes que
negaram, através de exames feitos, a inexistência de fatos
sobrenaturais: todos os argumentos não são reconhecidos
cientificamente. Muitos deles, tratando de forma patológica
a situação, tentaram demonstrar tratar-se de pessoa
histérica ou anormal (como realmente acontece quando se
trata de coisas como esta).
O
contrário ocorre, porém, em tipos como Padre Pio, pleno de
bom senso e de sã atividade, demonstrando ótimas condições
psicológicas. Assim narra um jovem médico americano que
disse ao padre:
“Eu
não acredito nos seus estigmas; eles só aparecem porque você
pensava muito fixamente no estigma de Cristo”.
E o
bom frei lhe respondeu com um sorriso bondoso:
“Muito bem, filho; pensa intensamente ser um boi; verá que
te nascerão chifres”.
Uma
boa resposta para persuadir naquele doutorzinho.
Se a
situação é tão clara, porque a Igreja não se pronuncia?
Porque
há um outro motivo.
O
Senhor dá esta graça a alguém que pratica a heróica virtude
e que, sozinho, também recebe outros dons sobrenaturais,
como êxtase, bilocação, etc.
Notemos bem:
se os estigmas são uma prova de santidade, a Igreja espera
ver a santidade como prova do estigma. E a santidade
não consiste num dom especial de Deus, que poderia dar a
qualquer um a vantagem da fidelidade; mas este é um
exercício de virtude em grau heróico e com perseverança.
Conseqüentemente, somente depois da morte se pode ter
controle: enquanto estamos vivos, corremos todos os
riscos de cair a qualquer momento, qualquer que seja de
nosso grau de união com Deus.
É por isso que a Igreja não se pronuncia.
Mas
isso não quer dizer que não possamos ter convicção sobre o
Padre Pio: sobre isso nós temos todos os direitos. É
permitido admirar nele os prodígios da graça, como é
permitido “não crer”; não é nenhum pecado! Mas ainda nesse
juízo pessoal não devemos seguir o capricho ou os rumores.
O
Evangelho sugere esta regra: “Pelos frutos se conhece
a planta; se os frutos são bons, a planta é boa”.
Que seja assim o juízo que façamos, observando a paciência
de Padre Pio, sua caridade, sua aceitação da dor, sua vida
santa dedicada somente em fazer o bem.
Não há
quem não conheça historias de conversões, retornos à Igreja,
vidas transformadas pelo encontro com o padre. São fatos que
não podemos tratar com indiferença; como as curas, etc.
Também nos sentimos irritados pelo excessivo entusiasmo de
uns ou fanatismo de outros.
O Papa Pio XI fez uma certa visita ao padre e fez
parecer ser contra. Mas não foi uma opinião oficial e muito
menos irrevogável. Foi uma opinião como tantas, expressa por
um médico que fez o exame de outro médico. Com todo o
respeito pela categoria, Pio XI era desconhecedor dessas
coisas. Ao contrário, se sabe que no dia da beatificação de
Santa Teresa de Lisieux Padre Pio foi visto presente em São
Pedro (mesmo estando em San Giovanni Rotondo); um outro
monsenhor testemunhou o fato, contou ao Papa, acrescentando
que também D. Orione havia visto. E o Papa respondeu: “Se
Dom Orione também o viu, sim, acredito”.
Na conclusão: porque somos livres, pensemos
também com nossa cabeça. Mas usando o raciocínio razoável
que deve sempre caracterizar um homem. É absurdo, depois de
tantos anos de provas e tantos testemunhos importante, negar
os fatos e jogar um parecer inventado em um homem como Padre
Pio. É um homem de Deus, um “grande Sacerdote”,
no pleno exercício do ministério em que há repercussão
mundial.
Ninguém pode se contentar com isso, perceba que são
reconhecidos nele outros carismas sobrenaturais e o apreço
de um instrumento do Senhor pela graça extraordinária;
relembre da Missa de fé que acontece em San Giovanni
Rotondo, nas elevadas personalidades eclesiásticas e civis
que se voltaram a ele, e se sentirá em boa companhia”.
Dez anos de isolamento (1923-1933).
Demasiadamente esquecidas são as criaturas humanas, com
muitos defeitos humanos. Um desses defeitos é o fanatismo. O
encontramos continuamente em torno de pessoas que, por
motivos diversos, causam entusiasmo.
O
encontramos ao redor de Jesus e de muitos santos; o
encontramos perto de atores ou políticos, de cantores ou de
esportistas. Não se pode destruir o homem pelos defeitos
dele; não se pode suprimir um movimento porque tem indícios
de desordem. Pior ainda quando, para punir os exaltados,
culpam um inocente. Sim, acredito em cortar o mal pela raiz;
foi como Jesus sugeriu quando referiu-se a isso (na noite em
que foi entregue): “Persigam o pastor e o rebanho será
destruído” (cf. Mt 26,31).
Já
começaram em junho de 1922, quando seu pai espiritual, padre
Benedetto, proibiu Padre Pio de todos os contatos, verbais
ou escritos. Devemos reconhecer que padre Benedetto foi por
doze anos, de 1910 a 1922, um ótimo diretor espiritual,
sábio e prudente.
As
medidas contra o padre eram feitas progressivamente, sempre
mais e mais pesadas. Ordenava a transferência de Padre Pio e
proibia que celebrasse qualquer Missa em público. Foi
concedido celebrar em particular, aos internos do convento
e, sobretudo, proibiram-no de confessar.
Quando, uns dias depois, padre Raffaele teve a dolorosa
incumbência de comunicar-lhe sobre o decreto do Santo
Oficio, Padre Pio respondeu humildemente: “Seja feita
a vontade de Deus”. Por outros dois anos, viveu como
um encarcerado (esta era a sua impressão).
Como
conseqüência, o padre Pio passou 10 anos, de 1923 a 1933
asilado completamente do mundo exterior, entre a paredes de
sua cela. Durante estes anos não apenas sofria as dores da
Paixão do Senhor em seu corpo, também sentia em sua alma a
dor do isolamento e o peso da suspeita.
Sua
humildade, obediência e caridade não diminuíram nunca.
O Mártir do Sacramento da Misericórdia. (A Confissão.)
O Papa
Pio XII perguntou ao bispo de Manfredonia, durante a visita
ad limina em abril de 1947.
- “Que
faz o Padre Pio?”.
- “Sua Santidade! Ele remove os pecados do mundo”.
Assim
mostrou bem qual era a principal atividade apostólica do
frei estigmatizado. Aquela revelação de 1903
prenunciou a grandiosíssima Missão a que estava
reservado ao jovem Francesco, na época, ingressante no
convento.
Ordenado sacerdote em 1910. Demorou três anos antes de obter
permissão para confessar; ao que normalmente é concedido
logo após a ordenação.
O
superior provincial temia por sua saúde física e também era
duvidoso que Padre Pio tivesse o conhecimento necessário de
teologia moral, pois havia estudado com irregularidades
devido aos seus problemas de saúde.
Após a
permissão, viveu no confessionário até a manhã de sua morte,
a maior parte do seu tempo. Para se ter uma idéia, em 16 de
novembro de 1919 escreveu a seu pai espiritual: “Foram
mais de 19 horas de trabalho que vou sustentando, sem um
pouco de descanso. Enquanto escrevo, já passa um minuto da
meia-noite”.
Viveu
bravamente, lutando para todos e por todos, contra Satanás,
para salvar as almas. Tanto que há muitos escritos sobre o
método de confessar de Padre (se é que pode chamar de
método), contando histórias incríveis de conversões, de
soluções dadas mais tarde ou de tudo negado.
Para
Padre Pio, confessar era uma fadiga imensa; não só pela
aversão que sentia contra os pecados que ofendiam a Deus,
mas também por sua luta interior que não o havia mais
deixado. Por toda a sua vida sentiu-se um grande pecador e
havia um “prego perfurando-lhe a cabeça e o coração”:
o medo de não estar na Graça de Deus.
Como
era firme para guiar a alma, ao mesmo era inseguro e
temeroso. Mas ele também, homem como todos os outros, sofria
pelo peso de suas fraquezas, o que lhe rendia histórias. Um
caso típico que contou ao padre Benedetto em 1917, quando um
dia lhe aconteceu que, cansado da fadiga: “sem que eu
queira, me transformo em uma pessoa sem paciência. Este é um
espinho que traspassa meu coração”.
Quando Padre Pio deixava o altar, parecia que saía
do Calvário; quando entrava no confessionário, também sofria
muitíssimo pela sua indignação, pelo temor de sua
incapacidade. Não o tempo todo, mas próprio dos períodos de
confissão, sobretudo ali, que o Senhor lhe concedia um
grandioso carisma, aquele de escutar a consciência, de
ver interior (dos penitentes).
Nesse
longo tempo o Padre Pio iniciava seus dias despertando-se a
noite, muito antes da aurora, se dedicava a oração e com
grande fervor aproveitando a solidão e silêncio da noite.
Visitava diariamente por longas horas a Jesus Sacramentado,
preparando-se à Santa Missa, e daí sempre tirou as forças
necessárias, para seu grande Missão com as almas, levando-as
até Deus no Sacramento da Confissão.
Grandes multidões, de todas as nacionalidades, passaram por
seu confessionário. Alguns deviam esperar duas semanas para
conseguir confessar-se com ele. As conversões foram
inumeráveis. Diariamente recebia centenas de cartas de
fiéis, que pediam seu conselho iluminado e sua direção
espiritual, a qual tem sempre significado um retorno a
serenidade, a paz espiritual e ao colóquio com Deus.
Quem
participava na celebração Eucarística do padre Pio não podia
ficar tranqüilo em seu pecado. Depois da Santa missa, o
padre Pio se sentava no confessionário por longas horas,
dando-lhe preferência aos homens, pois ele dizia que eram os
que mais necessitavam da confissão.
Satanás foi além de todos os limites da provocação com Padre
Pio; até lhe disse que era um penitente.
Ø
Este é o testemunho do Padre Pio:
“Um dia, enquanto eu estava ouvindo confissões, um homem
veio para o confessionário onde eu estava. Ele era alto,
esbelto, vestido com refinamento, era cortês e amável.
Começou a confessar seus pecados, que eram de todo tipo:
contra Deus, contra os homens e contra a moral. Todos os
pecados eram aberrantes! Eu fiquei desorientado com todos os
pecados que ele me contou, e respondi: “ eu lhe trago a
Palavra de Deus, o exemplo da Igreja e a moral dos Santos".
Mas o penitente enigmático se opôs às minhas palavras
justificando, com habilidade extrema e cortesia, todo o tipo
de pecado. Ele desabafou todas as ações pecadoras e tentou
me fazer entender normal, natural e humanamente
compreensível todas as ações pecadoras. E isto não só para
os pecados que eram horríveis contra Deus, Nossa Senhora e
os Santos. Ele foi firme na argumentação dos pecados morais
tão sujos e repugnantes. As respostas que me deu, com fineza
qualificada e malícia, me surpreenderam. Eu me perguntei:
Quem ele é? De que mundo ele vem? E eu tentei olhar bem para
ele, ler algo na face dele. Ao mesmo tempo me concentrei em
cada palavra dele para dar-lhe o juízo correto que merecia.
Mas de repente através de uma luz interna vívida e brilhante
eu reconheci claramente que era ele.Com tom definido e
imperioso lhe falei:"Diga, Viva Jesus para sempre, Viva
Maria eternamente" Assim que pronunciei estes doces e
poderosos nomes, o Satanás desapareceu imediatamente dentro
de um zigue-zague de fogo deixando um fedor insuportável."
Ø
Dom
Pierino conta:
"Um dia,
Padre Pio estava no confessionário, coberto por duas
cortinas. As cortinas do confessionário não estavam fechadas
e eu tive oportunidade de ver o Padre Pio. Os homens,
enquanto se preparavam, se posicionaram em uma fila única.
Do lugar onde eu estava lia o Breviário e, às vezes, erguia
o olhar para ver o Padre. Pela porta pequena da igreja,
entrou um homem. Ele era bonito, com olhos pequenos e
pretos, cabelo grisalho, com uma jaqueta escura e calças
compridas. Eu não quis me distrair e continuei recitando o
breviário, mas uma voz interna me falou: Pare e olhe! "Eu
parei e olhei para Padre Pio. Aquele homem parou em frente
do confessionário. E depois que o penitente anterior foi
embora desapareceu imediatamente entre as cortinas. Estava
em pé, de frente para o Padre Pio. Então eu não vi mais
aquele homem de cabelo grisalho. Depois que alguns minutos o
vi penetrando no chão. No confessionário, na cadeira onde
Padre Pio estava sentado, vi Jesus em seu lugar. Ele era
loiro, jovem e bonito e ele parecia fixo naquele homem que
penetrou o chão. Então vi Padre Pio surgir novamente. Ele
voltou a tomar seu assento, era semelhante a Jesus. Pude
então ver claramente o Padre Pio. E imediatamente ouvi sua
voz: Se apressem! Ninguém notou este acontecimento e todos
permanecemos onde estávamos"
Como era a confissão com o Santo Padre Pio?
Padre Pio tinha o Carisma de Conhecer o interior das pessoas a
consciência.
“Aquelas a quem perdoardes os pecados,
ser-lhes-ão perdoados; aqueles a quem os retiverdes,
ser-lhe-ão retidos”. (Jo 20,23)
Essas
palavras de Jesus eram bem impressas no coração de Padre
Pio, unicamente pela percepção de ter de ser ministro da
Misericórdia Divina. Mas sabia se podia absolver ou não
absolver, segundo a disposição do penitente.
Era
severo com os curiosos, hipócritas e mentirosos, e amoroso e
compassivo com os verdadeiramente arrependidos.
Seu
confessionário não era uma máquina de absolvições, mas um
lugar de conversas. Queria que o arrependimento por todos os
pecados, quer mortais ou veniais, fosse verdadeiro. Nisto
era clara sua percepção de absoluta
santidade de Deus, da necessidade que a alma chegasse ao
Juízo, purificada nesta Terra, além de estado de Graça,
porque sabia bem como são grandes as penas do Purgatório.
Ficaram conhecidos vários casos de pessoas que, confessando,
acusavam-se assim:
-“Padre, eu cometi
pecadinhos usuais, as besteiras de sempre....”.
E ele,
irredutível:
-
“Pecadinhos? Besteira ofender a Deus? Vá embora”, e naquele
momento não havia nada a ser feito.
Suas confissões são como atos de anúncio e de
salvação, de dor e de glória, de reprimenda e de amor.
Atesta uma carta de Foggia, em 23 de agosto de 1916:
“Deveria saber que não me deixaria um momento
livre: um turbilhão de almas sedentas de Jesus me desabam,
antes mesmo de colocar as mãos nos bolsos” (Ep. I).
Ele se prodigaliza com a evidente certeza que
o confessionário é um tribunal de Misericórdia Divina, mas
ao mesmo tempo a sofrida função da caridade sacerdotal.
Para
um penitente, disse:
“Não vê como está escuro? Vá colocar as
coisas no lugar, muda de vida e depois volta que eu te
confesso”.
Padre Tarcisio, presenciou a cena, ficou abatido
por aquela resposta, mas Padre Pio lhe disse:
“Se tu soubesses como essas situações ferem
primeiro o meu coração! Mas se fosse assim, muitos não se
converteriam a Deus...”.
Muitas vezes repetia:
“Gerei-lhe no amor e na dor”. Eu posso também
golpear os meus filhos, mas choro por todos os que me
procuram! Quero carregá-los sem resistência, como uma pipa”.
Levava
ao coração dos penitentes, esperança e fidelidade no perdão
divino. Escreveu:
“Você não tem tempo de amar o Senhor? Não O
ama ainda? Não deseja amá-Lo para sempre? Não tenha medo por
isso! Mesmo admitindo que você tenha cometido todos os
pecados deste mundo, Jesus te repete: ‘são-te perdoados
muitos pecados, porque muito você amou”’ (Ep.III).
E mais uma vez:
“Tenho como certo que Deus pode regenerar
tudo em uma criatura concebida no pecado e que carrega a
carga hereditária permanente de Adão: mas não pode,
absolutamente, rejeitar o desejo sincero de amá-Lo”
(Ep. IV).
Uma
alma que lhe pedisse o que fosse no confessionário,
respondia:
“O trono deve ser a maestria de Deus”.
A um
jovem que chorava, Padre Pio perguntou:
- “Por
que chora?”.
Respondeu:
-
“Porque não me deu absolvição”.
Com
carinho, Padre Pio consolou-o:
-
“Filho, é assim, a absolvição não te foi negada para
mandá-lo ao inferno, mas ao paraíso”.
O
cardeal Lercaro, durante o Congresso Eucarístico diocesano
de Trapani, em 1969, celebrando o padre, disse:
“O confessionário era para ele um manancial
de sofrimento interior, espiritual: a sua paixão. O pecado
pesava sobre ele, o pecado que ele escutava, contestava e
reprovava, por chamar a si aquela misericórdia de Deus; o
pecado, que em nome de Deus perdoava, era uma ferida em sua
alma... Ele unia seu sofrimento ao de Cristo para que a
culpa dos irmãos fossem perdoadas”.
A sede
de almas o fazia rezar também longas noites de vigília. Um
confrade é testemunha de sua súplica:
“Jesus, Maria, piedade!”; “Oh, Jesus, te
recomendo aquela alma, deve convertê-la, salvá-la...Se tiver
que castigar os homens, castiga-me, ficarei feliz...
Ofereço-me por inteiro a Ti, por todos eles”.
Padre
Pio costumava dizer:
“Se soubessem quanto custa uma alma! As almas
não foram dadas de presente: foram compradas! Vocês ignoram
aquilo o que custaram a Jesus. Ora, precisam pagar-Lhe
sempre com a mesma moeda?”.
Escreveu ao padre Benedeto em 3 de junho de 1919:
“Todo o tempo é curto para libertar os irmãos
das garras de Satanás. Bendito seja Deus... A maior caridade
é aquela de tirar as almas de Satanás e ganha-las a Cristo.
E neste ponto, sigo assiduamente, de noite e de dia... vi
esplêndidas conversões” (Ep.I).
E
tinha um verdadeiro propósito. Muitos de nós se confessa com
rapidez, quase como um hábito. Com ele isso não era
possível.
Uma
vez um jovem disse:
-“Sabe? Tive que voltar três vezes para que Padre Pio me
desse a absolvição. Eu não entendi porque me mandava ir
embora; eu parecia ser sincero, arrependido. Na
terceira vez havia em mim uma certa decisão para corrigir-me
de um defeito. Sem que dissesse nada, o padre foi breve e me
liberou”.
Ele
podia fazer coisas assim porque se demorava muito, mas nem a
todos era possível. Em algumas Missas, se alguém, após ter
se confessado, precisasse de confessar novamente, deveria
esperar passar ao menos sete dias. Sim, porque muitos
voltavam a San Giovanni até serem absolvidos.
Este é
um fato que merece um aprofundamento maior. Muitas vezes
seus confrades faziam observações a este respeito,
recomendando-lhe que desse alguma indulgência. Mas ele
respondia: “O faço para o bem dele; não acredita que eu
sofro também? Mas se tu soubesses como ficam depois, como
não sossegam!”.
Há, casos de pessoas que partiram de San Giovanni
Rotondo revoltados contra o Padre Pio por não terem obtido a
absolvição, decididas a não voltarem mais. Mas depois
entendiam, logo em seguida, e sentiam um desejo quase
irresistível de retornar.
Padre
Pio amava o pecador, mas era intransigente com o pecado.
Eram típicas certas frases suas: “Asseguro, tu vais
para o inferno”; “Quando deixarás de fazer porcarias?”; “Não
sabes que é pecado mortal? Vai embora!”. A multidão
implorava, insistia, mas era difícil que mudasse de opinião
daquela vez. Não guardava a fisionomia de ninguém: rico ou
pobre, bonito ou feio, ele guardava as almas. Todos em fila,
iguais, fosse um ministro ou um operário.
Muitos
haviam dito:
“Que semelhança deve ter como o juízo de Deus, com as almas
todas descobertas”.
Um fator humano também contribuía: com a freqüência espera
longa, de dias ou mesmo de semanas, havia a necessidade de
serem breves, pelo grande fluxo, de modo que as pessoas
preparassem bem o que iriam dizer. Era o momento de pensar,
passar e repassar o próprio discurso.
Se sabia, e diziam, que ele era dulcíssimo quando
alguém estava realmente arrependido; prático em guiar as
almas dizendo algum elogio; paciente, logo após a confissão,
ainda escutava. Certamente, trabalhava muito com a Graça de
Deus para predispor as almas, para fazê-las compreender a
gravidade do pecado.
Do Padre Pio confessor ficou impresso o gesto
solene como qual dava a bênção pronunciando as palavras de
absolvição. Todos os sacerdotes absolvem; mas a absolvição
através de Padre Pio trazia uma paz que era um verdadeiro
dom de Deus. Muitas vezes, com um pequeno gesto.
Um sacerdote entendia ver, enquanto Padre Pio
levantava a mão, uma pequena gota de
sangue que se acendia no meio da chaga; ele percebeu
um grande significado; deve ter sentido o quanto custava ao
padre as confissões.
O Santo Sacrifício da Missa Celebrada por Padre Pio.
Uma
recordação da primeira Missa, escrita pelo próprio Padre
Pio:
“Jesus, meu suspiro e minha vida,
hoje que tremendo te elevo
em um mistério de amor,
contigo eu seja caminho para o mundo,
verdadeira vida e sacerdote santo para Ti, vítima perfeita”.
Havia
na Missa celebrada por Padre Pio, qualquer coisa de
particular, deveria ser o centro da força que atraía a San
Giovani Rotondo. Dizia e repetia muitas vezes; significa que
certos aspectos da Missa do padre “colheram” todos de
maneira definitiva.
“Fazei isto em
memória de mim”.
É bem
claro que quando se fala da Missa de Padre Pio, não se
menciona o essencial do sacrifício eucarístico, igual em
todas as Missas celebradas por qualquer sacerdote.
Poderá se elevar rápida ou lentamente; poderá haver a
impressão de menor devoção; as pessoas iam com muito
gosto, tendo a impressão de que era celebrada uma melhor que
a outra. Muitos sacerdotes haviam recebido esta
recomendação: “Celebra a sua Missa como se fosse a
última”; outras vezes disse: “Veja como um
sacerdote celebra a Missa e saberá como ele é”.
Podemos notar observações superficiais, mas na
realidade continham muita verdade, com profundidade. A
essência da Missa é sempre a mesma porque o sacerdote
principal é Cristo; mas também o sacerdote
coloca algo de si, às vezes, até muito de si. Assim
como quem assiste; são tantas as maneiras de participar do
Divino Sacrifício. Pode-se dizer:
“Estive na Missa”; há quem participe com todo o seu
empenho, que se oferece em união á Vítima Divina.
A
Missa celebrada ou ouvida pode ser o espelho do nosso
relacionamento com Jesus, do amor por ele, da consciência
que temos, da intimidade alcançada, da dedicação á qual nos
empenhamos.
Na celebração padre Pio se coloca a experimentar tudo: seu
amor a Deus Crucificado, ao Deus amor, ao Deus Vítima pelos
pecadores, ao Deus Salvador, ao Deus que se deu para que
participássemos de Sua obra de redenção.
Deveríamos pensar em toda a vida de Padre Pio.
As suas longas meditações, quase ininterruptas, da Paixão de
Cristo, acompanhadas de muitas lágrimas; seu horror pelo
pecado, seu amor por Jesus, a oferta de doar-se como vítima
pelos pecadores, pelas almas do purgatório, pela Igreja e
pelo mundo.
E
deveríamos fazer presente com o Senhor, que havia se
associado àquele Seu ministro na obra de redenção: a
luta contra Satanás, as trevas da fé, a progressiva
participação na Paixão, culminante nos estigmas visíveis.
Não causaria espanto se a celebração da Missa de
Padre Pio parecesse um verdadeiro e próprio reviver da
Paixão de Cristo. Quando saía do altar, com aquela
sua pisada dolorida, parecia mesmo sair de seu Calvário. As
palavras que pronunciava eram litúrgicas; e as pessoas
respondiam em coro, algo muito raro atualmente. Também se
percebia um esforço dos que estavam presente de participarem
no que pudessem.
Todos
os olhos ficavam fixos naquele rosto que de vez em quando se
contraía com visível sofrimento, entretanto, também eram
notáveis os esforços do padre para não deixar transparecer;
as lágrimas que lhe ofuscavam a visão e que ele enxugava com
um lenço passado pelas mãos com algumas voltas, fingindo
enxugar o suor; aquele ato de bater no peito na meã culpa,
no Agnus Dei com grande convicção, que não se entendia como
podia doar-se tanto, dando a impressão de que não teria
forças para levantar-se. E as longas pausas, com os olhos
fixos e carregados de lágrimas, quando parecia que não iria
continuar.
A
Missa do Padre Pio foi assim definida: “Um verdadeiro
espetáculo sobrenatural”. Certamente era assim
composta, pois não havia nada de teatral.
Mas
por que então as pessoas vinham de todos os cantos do mundo?
Era um local descômodo num horário fora do habitual, para
assistir aquela Missa que não terminava mais, quando
findava, desejava que se prolongasse para sempre?
Não resta dúvida de que o Santo Padre Pio revivia a Paixão
de Jesus.
Sabemos de santos e santas, também estigmatizados, que na
sexta-feira da Semana Santa reviviam a Paixão; Como Santa
Verônica Guiliani, Santa Gemma Galgani, Teresa Newman, a
venerável Alexandria Maria da Costa... Mas nenhum deles a
viveu na Missa.
O Santo Padre Pio é, até hoje, o único sacerdote
estigmatizado. E este reviver da Paixão de sacerdote durante
a Missa, supõe-se que houvesse um propósito específico para
que os fiéis fossem, inconscientemente, conduzidos.
Não
era um mistério particular a Missa do Santo Padre Pio; o
verdadeiro mistério, que compreendemos muito pouco, é a
própria Santa Missa! É um
Sacrifício, é a memória dolorosa da Cruz, a imolação de
Jesus que se oferece ao Pai como vítima por nós e que se dá
a nós como sinal de vida eterna.
As
pessoas, vendo o Santo Padre Pio celebrar, se esforçavam em
tentar compreender o verdadeiro significado da Missa. Tantos
sacerdotes e fiéis diziam que entenderam a Missa somente
após tê-la assistido e celebrada por Padre Pio.
Perguntado sobre o entender a Santa Missa,
respondeu:
“Filho meu, como posso entendê-la? A Missa é infinita como
Jesus...”
E acrescentou: “O mundo pode até estar só, mas não
pode ficar sem a Santa Missa”. Pois, aquilo que se
entendesse na alma durante a Santa Missa é tudo, e somente,
obra do Espírito Santo.
Pessoas que vinham por curiosidade, choravam como crianças,
homens que não acreditavam e, diante aquele Sacrifício
Salvífico, sentiam suas dúvidas desaparecerem; tantos
resistentes que se perdoavam e perdoavam os outros,
resistentes a mudar de vida e que durante aquela Missa
amadureciam em uma decisão radical de conversão. Muitas
jovens e rapazes que durante aquele Sacrifício viram
sucumbir todas as suas indecisões, doando-se a Deus
completamente, na vida sacerdotal ou religiosa.
Um
bispo disse com muita convicção: “Para saber quem é
Padre Pio, não precisa de nada; basta assistir à sua Santa
Missa”.
Cada Missa era uma agonia. Mas era uma chuva de
graças, freqüentemente extraordinárias. Não era preciso
explicação: dava para ver que aquilo era um Sacrifício;
o Sacrifício de Jesus unia-se ao sacrifício do
celebrante, que por sua vez, esforçava-se para
unir-se aos presentes.
Em uma
ocasião lhe perguntaram se a Santíssima Virgem Maria estava
presente durante a Santa Missa, ao qual ele respondeu:
"Sim, ela se coloca ao lado, mas eu a posso ver, que
alegria. Ela está sempre presente. Como poderia ser que a
Mãe de Jesus, presente no Calvário ao pé da cruz, que
ofereceu a seu filho como vítima pela salvação de nossas
almas, não esteja presente no calvário místico do altar?”
A Missa de Padre Pio trouxe somente benefícios:
principalmente aos fiéis que com tanta facilidade deixam a
Missa ou ouvem-na distraidamente; útil aos sacerdotes que
algumas vezes a terminam com tanta pressa.
E
continua o Mistério, o que é o Santo Sacrifício da Missa?
No apostolado da alegria.
O
padre Pio era um homem muito duro contra todo tipo de
pecado, mas terno, jovial e amante da vida. Era um
conversador brilhante, com a astúcia para manter suspenso a
seus ouvintes.
Santo Padre Pio como Guia Espiritual de muitos
fiéis.
Como se transformavam em filhos espirituais de
Padre Pio?
Era com a
freqüência de se confessar com ele. Mas havia um outro meio,
acompanhado, sobretudo da possibilidade de retornar até ele,
e a qualquer um que assim desejasse. Bastava lhe perguntar,
bastava lhe pedir para que fossem aceitos como seus filhos
espirituais. Ele disse: “Não chamo ninguém e não
afugento ninguém”.
Padre
Pio era particularmente exigente com seus filhos
espirituais; educava-os à dedicação, ao dever, à cruz, ao
heroísmo, quando era possível fazê-lo.
Um
Jovem, em San Giovanni, testemunhou o que havia acontecido
com ele.
Era
costume, e como respeito piedoso, fazer em si o Sinal da
Cruz quando passasse em frente a uma Igreja Católica. Um
belo dia, estava se divertindo com dois amigos, ambos
distante da fé. Estavam passando diante de uma Igreja.
Naquele mesmo instante, ouviu ao pé do ouvido uma voz a lhe
dizer claramente: “Covarde!”.
Imediatamente pensou estar sendo conduzido por Padre Pio.
Logo percebeu a mensagem do padre, zombando dele; depois,
bastante sério, ele havia dito: “Desta vez foi assim;
mas se o fizer de novo, pensarei que é um fujão”.
Havia alguns dos filhos espirituais de Padre Pio
que moravam em uma cidade bastante próxima a San Giovanni.
Começaram a reunir-se; falavam de Padre Pio e de suas
experiências com ele. Mas principalmente se dedicavam
a oração; depois dos primeiros encontros,
limitavam-se somente a rezar.
Assim nasceram os primeiros grupos de oração,
ou as sementes dos futuros grupos encorajados claramente
pelo próprio Padre Pio.
Pode-se
dizer que os grupos de oração foi um grande impulso da
palavra do Papa Pio XII, especialmente a partir de 1947,
insistia na necessidade da oração.
Padre Pio dizia aos grupos: “Espalhem-se
desde já, em todo o mundo”, e recomendou:
“Reúnam-se periodicamente para a oração em comum. A
sociedade de hoje não reza; por isso está em pedaços”.
O Anjo da Guarda de padre Pio.
Como seus tantos filhos Espirituais faziam para se
comunicar com Padre Pio?
Havia os
métodos normais: confessar-se ou ser recebido no parlatório
lhe falava alguma coisa enquanto passava, escreviam-lhe
cartas, mandavam recados através de algum frei que o
encontrasse com mais freqüência...
Mas
também havia um outro método, que muitos haviam
experimentado; é um método mais rápido do que um telegrama
ou um fax nos dias de hoje, que naquela época não existia:
o recurso do próprio anjo da guarda. Era uma
experiência para quando não se pudesse aproximar do padre,
ou pela distância ou pela multidão de pessoas, muitos se
voltavam com fé ao anjo da guarda de Padre Pio ou ao seu
próprio anjo da guarda e a mensagem chegava pontualmente.
Tinha em
Roma um confessor capuchinho, Padre Pio da Mondregañez,
espanhol. Ele desejava muito encontrar-se com Padre Pio, mas
não havia tido permissão. Ao sair para voltar a Roma fez a
seguinte oração:
“Se
é verdade, como se diz, que o nosso anjo da guarda conhece
Padre Pio e leva até ele nossas mensagens, diga-lhe que ao
estar na Itália meridional irei me encontrar com ele”.
No mesmo
dia, o superior do convento lhe propôs:
“Antes de retornar a Roma, quer ir até San Giovanni Rotondo?”.
Aceitou
com alegria e no dia seguinte já segiu viagem. Quando esteve
com Padre Pio, no final do encontro disse-lhe: “Padre,
já esteve com o meu anjo da guarda?”. E Padre Pio:
“Sim, ele veio uma vez, de Consenza”.
Padre Pio
tinha a missão de recordar, instantaneamente, todos os
mistérios da fé: a paixão redentora do Senhor e a Sua
misericórdia; a existência do paraíso, do inferno, do
purgatório; e também a existência dos anjos, em particular,
dos nossos anjos da guarda que nos auxiliam as vinte e
quatro horas do dia, com uma solicitude extraordinária e a
quem nós deixamos de lembrar.
Uma promessa de grande amor.
Um dia
perguntaram ao padre Pio:
-
Jesus lhe mostrou os lugares de seus filhos espirituais no
paraíso?
- Claro, um lugar para todos os filhos que Deus me confiará
até o fim do mundo, se são constantes no caminho que leva ao
céu. A promessa que Deus fez a este miserável".
- E no
paraíso, estaremos perto de vós?
- Ah! Filha e que paraíso seria para mim se não tivesse
perto de mim a todos meus filhos?
- Mas
eu tenho medo da morte.
-
O amor exclui o temor. O que chamamos morte, na realidade
é o inicio da verdadeira vida. E logo, se eu lhes assisto
durante a vida, quanto mais vos ajudarei na batalha
decisiva!
Chamado a Co-redenção.
A vida
do padre Pio está tão cheia de acontecimentos
extraordinários que é necessário buscar as causas deles em
sua vida íntima. Quem é chamado a servir na missão redentora
de Jesus Cristo tem que sofrer muito moral e fisicamente.
Estes
Sofrimentos o purificam e elevam cada vez mais no amor de
Deus. Em uma carta escrita pelo padre em 1913 dizia:
"O Senhor me faz ver como em um espelho, que toda minha vida
será um martírio".
Desde
que ingressou a vida religiosa até que recebeu os estigmas,
a vida do padre Pio foi uma Via Crucis. Em 1912 escreve:
"Sofro, sofro muito mas não desejo nada para que minha cruz
seja aliviada, porque sofrer com Jesus é muito agradável".
A uma
filha espiritual lhe disse um dia:
"O
Sofrimento é meu pão de cada dia. sofro quando não sofro. As
cruzes são as jóias do Esposo, e delas sou zeloso.”
Uma casa para o alívio do Sofrimento físico.
“Estava doente e vieste me visitar” (Mt 25,36)
O
verdadeiro seguidor de Jesus Cristo tem uma particular
sensibilidade para todo o sofrimento dos irmãos, em
especial, dos enfermos. Lembrar-se das curas operadas por
Jesus e na recompensa prometida. Devemos lembrar as
fundações das ordens hospitalares e da construção dos
hospitais, quase todos nascidos da obra piedosa.
Pelo espírito sensível de Padre Pio, havia motivos
muito fortes que alimentavam essa sensibilidade; no seu
coração já trazia cada necessidade dos irmãos. Havia uma
experiência pessoal, o contínuo contato com as pessoas que,
pessoalmente ou através de carta, lhe contavam todos os
males e pediam sua ajuda.
A desprovida situação do local e uma vasta zona
privada de assistência medica, dos pântanos às colinas
rochosas do Gargano.
Pode-se dizer que Padre Pio sempre foi enfermo. Fortemente
provado pelo sofrimento na própria carne, era bastante
sensível aos males daqueles que continuamente o procuravam.
O Padre tinha tanta compaixão pelos enfermos que se ocupava
de todos os males. Mas não era possível colher a dor da
humanidade. Mas é possível dar-lhe alívio.
Padre
Pio pensava, desde 1922, encorajado pela oferta que recebera
com o seguinte objetivo: “para fazer o bem”. Mas foi nos
anos quarenta que seus desejos ganharam as primeiras formas
reais e concretas.
Três
filhos espirituais, tiveram imensa atuação nos projetos de
Padre Pio. Tal era o afeto que dedicavam ao Padre, que desde
então passaram a viver próximo a ele. São eles: O
farmacêutico Carlo Kisvarday, de Zara; O médico Guglielmo
Sanguinetti, de Parma; O agrônomo Mario Sanvico, de Perugia.
Rapidamente impulsionaram as obras do grande projeto.
Em 9
de janeiro de 1940, o sonho começava a se concretizar, que
haveria de ser continuada e crescer mesmo depois de sua
morte. Então, eles, seus filhos espirituais, lhe asseguraram
que, próximo a igrejinha delle Grazie, seria levantado um
grande hospital.
Assim que a notícia foi publicada começaram a
chegar ofertas de todas as partes: da pequena oferta,
comparável ao óbolo das fieis, à ricas ofertas que dispunham
os grandes meios financeiros. É muito provável que o Senhor
houvesse antecipado a obra através de uma visão.
Não
era de seu desejo que se falasse em hospital ou de clínica;
uma casa, termo familiar, que recorda o lar doméstico.
E o propósito: dar alívio a quem sofre, um alívio direto,
antes de tudo, às almas e depois aos corpos. Era
realmente uma obra de Deus e da caridade humana, sendo
possível graças às ofertas que chegaram de todo o mundo.
Padre
Pio também deixou claro a este respeito: “Esta casa é,
antes de tudo, aos doentes carentes”. Mas desejava que todos
fossem tratados igualmente, com caridade fraterna.
Aqui o enfermo poderia se sentir um irmão sendo cuidado
pelos irmãos.
Em 5
de maio de 1956, somente depois de dez anos do início das
obras, aconteceu a inauguração solene daquela tamanha obra
caridosa. Com equipamentos moderníssimos, tornou-se um dos
melhores hospitais da Europa, sem perder de vista aquela sua
característica de casa de acolhimento fraterna.
A
realização daquela incrível obra profundamente humana e ao
mesmo tempo divina aconteceu durante anos de imensos
martírios; foi realizada justamente durante aquele segundo
período de perseguição (1952-1962) e que apesar da dor, é
preciso comentar.
Precisamente, Padre Pio sempre repetia: “obra da Divina
Providência”.
Não
foi à toa que São Paulo escreveu a Timóteo: “Pois
todos os que quiserem viver piedosamente, em Jesus Cristo,
terão de sofrer perseguição (2Tm 3,12).
É bom
lembrar que o ambiente fervoroso no meio do povo guardava
também elementos de fanatismo.
Nesse
período foi um rápida troca de superiores no convento e na
província de Foggia, aos quais a transferência de freis de
uma província a outra. Todos supostamente sob ordens. Depois
começaram os procedimentos contra ele.
Se contra
religiosos e sacerdotes foram tomados procedimentos
injustos, contra Padre Pio se passou a controlar suas
conversas privadas.
E pior ainda: foi imposto ao padre
Pio de celebrar a Missa em trinta ou quarenta minutos no
máximo. Isso foi o cúmulo da incompreensão daquilo que
era a Missa de Padre Pio, como nos primeiros anos, quando
celebrava em Pietrelcina, levando até quatro horas.
O Papa Paulo VI providenciou a plena liberdade a
Padre Pio.
Seu inimigo Volta a atacar.
Padre
Pio foi bastante amado, mas sabia bem os verdadeiros
inimigos eram os demônios; inimigos do padre e inimigos de
qualquer ser humano.
No
mundo globalizado de hoje, muitos não acreditam, que esses
espíritos agem ocultamente. É uma realidade terrível que São
Paulo exprime assim:
“Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir
às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e
sangue que temos de lutar, mas contra os principados e
potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso,
contra as forças espirituais do mal (espalhadas) no ares” (Ef
6,11-12).
A
indicação que São Paulo fala dos demônios é muito precisa,
porque os chama com o nome de sua ordem de classificação.
Esta talvez tenha sido uma das missões de Padre Pio: uma
luta evidente, para ele visível, contra o verdadeiro e
oculto inimigo; o terrível inimigo de todos.
Para
tentar desviar o Padre Pio da missão que Deus lhe tinha
confiado, o demônio lhe aparecia algumas vezes em forma de
um gato negro e selvagem, ou de animais repugnantes: era
clara a intenção de incutir o terror. Outras vezes aparecia
na forma de jovens moças nuas e provocativas, que dançavam
de modo obsceno; era clara a intenção de tentar o jovem
sacerdote na sua castidade.
Mas o
maior perigo era quando o demônio tentava enganar Padre Pio
aparecendo de forma sacra (o Senhor, a Virgem, o anjo da
guarda, São Francisco,...), principalmente na forma de
pessoas as quais era submisso (o superior da casa, o
superior provincial, seu diretor espiritual...).
Para este último caso Padre Pio havia preparado um método de
discernimento que depois sugeriu a alguns de seus filhos
espirituais e que encontramos já em Santa Teresa d’Ávila,
mesmo que Padre Pio não tenha lido os escritos da santa
carmelita. O que fazer para distinguir?
Quando
aparecia verdadeiramente o Senhor, a Virgem, o anjo da
guarda, o padre havia notado que uma rápida sensação de
temor, de espanto; mas depois, terminada a aparição sentia
uma grande paz.
Quando, ao contrário, era o maligno que se apresentava em
uma aparência sacra, o padre sentia uma alegria imediata,
atrativa; mas depois ele tinha a impressão amarga, uma
grande sensação de tristeza.
Talvez
possamos dizer com certeza que a maior luta de Padre
Pio com o demônio acontecia quando procurava salvar as
almas, seja na confissão, seja quando rezava por todos os
seus filhos.
Na
luta contra a ação extraordinária do demônio, Padre Pio
tinha um particular poder e um particular discernimento,
como vemos em tantos santos e santas, por serem exorcistas e
não como faziam o exorcismo. Muitas vezes encontrou pessoas
possessas pelo demônio e o comportamento do padre variava de
caso a caso.
Padre
Pio sempre obedeceu as autoridades eclesiásticas, também a
custo de um heróico sofrimento, sempre com estima e amor. A
luta de toda a sua vida foi ininterruptamente conduzida
contra o inimigo de Deus de das almas, o demônio.
Ele viu o demônio em múltiplas formas e levou dele muitas
pancadas, por ter sido permitidas para recordar ao mundo
incrédulo de hoje sobre essa presença diabólica.
Os fatos externos, visíveis e dolorosos de Padre Pio
dão uma pequena idéia dos acontecimentos ocultados, da
gravidade do pecado, contra tudo aquilo que devemos lutar.
Seu
dia a dia se desenrolava com o ritmo monótono e árduo de
sempre. As várias proibições não atingiram o movimento dos
fiéis, que encontravam em Padre Pio um confessor, um padre
educador, aquele que sabia corrigir as vidas desencaminhadas
e levá-las a Deus. Não era percebido o seu sofrimento, mesmo
que estivesse continuamente batendo.
Os
tempos tenebrosos não fizeram Padre Pio perder o afetuoso
contato com os seus filhos espirituais e nem o bom senso de
humor, que se manifestava sempre nos momentos de recreação
com os confrades, aos quais se juntavam também alguns de
seus filhos espirituais mais ativos.
A Oração como oxigênio para a alma.
É
famosa sua auto-definição, que refletia o aspecto mais
profundo da vida de Padre Pio: a sua incessante oração.
Jesus advertia para rezar sempre, sem cessar jamais (Lc
18,1) e São Paulo repete para rezar sem interrupções (Tm
5,17).
Na prática, seguido o ensinamento dos santos e do mestre da
alma, devemos nos esforçar para transformar em oração
todas as ações do dia a dia, sabendo que isso só é
possível se dedicarmos um tempo exclusivo à oração.
Mas para Padre Pio não era assim. Primeiro porque
dormia muito pouco e comia pouquíssimo. Na pré-adolescência
já era habituado a intensidade de oração, que foi
transformada por ele em uma necessidade vital e permanente.
Gostava repetir: “Nos livros se busca a Deus, na
oração se encontra”. Na sua oração também era uma
alternância de sentimentos contraditórios; não era certo o
repouso: “Rezo para que nenhum: raio de luz caia do
céu”. Eram momentos quase que contínuos de batalha
interior; quando rezava parecia não ver nada. Outras vezes,
quando se colocava assim, a orar, sentia-se invadido pelo
amor do Senhor, sentia-se inflamar. Era assim habitualmente
unido a Deus que algumas vezes parecia distraído, com os
olhos fixos em outro ponto, como se conversasse com alguém.
Preferia rezar por seus filhos, mais do que
conversar com eles, se não houvesse necessidade. Certa vez
havia revelado que rezava mais pelos outros do que para si.
Durante sua contínua oração, recebia o dom das
aparições celestiais, sobretudo depois da luta diária como o
demônio. As aparições mais freqüentes eram de Jesus, de
Maria Santíssima, do anjo da guarda.
A sua
terna oração a Maria mereceria uma atenção especial, bem
como toda a sua devoção mariana. O rosário que chamava de
sua arma, o absorvia todo de uma vez, rezando de uma só vez,
o rosário completo (Mistérios Gozosos, Dolosos e Gloriosos).
Escreveu que recitava pelo menos cinco rosários no dia, em
termos de tempo, cinco horas diárias ou mais de rosário. Mas
ele rezava bem mais que isso; e é compreensível somente se
levar em consideração que o tempo para Padre Pio era
diferente do nosso habitual, pois dormia muito pouco e pela
capacidade de fazer mais coisas ao mesmo tempo.
O
Santo Padre Pio sofreu sensível e visivelmente, as dores da
Paixão de Cristo; sentia na sua alma, as dores de Maria, que
justamente é considerada a grande Mártir, a verdadeira
Rainha do Martírio.
“É de fato, um homem de oração”. “A oração era o seu
respiro, o seu oxigênio”,
e vivia em união constante com Deus, em qualquer coisa que
fizesse; não somente em união de graça, mas de verdadeira
presença, de diálogo.
A necessidade da oração também lhe parecia sugerida
pelo constante senso de indignidade; sentia-se um grande
pecador porque era justamente consciente de sua fragilidade,
comum a todos nós homens, nesta vida; porque sempre teve
medo, direi pavor, de cair em pecado, de ofender ao Senhor,
de não ser digno do que estava fazendo (ainda mais quando se
colocava a celebrar a Santa Missa).

Padre PIO e as Almas do purgatório.
Numa tarde o padre Pio estava em um quarto,
localizado na parte baixa do convento, destinado para casa
de hóspedes. Ele estava só e descansando sobre o sofá,
quando de repente, apareceu um homem envolto em uma capa
preta.
O padre Pio, surpreso, ergueu-se e perguntou para o homem
quem ele era e o que ele queria. O estranho respondeu que
era uma alma do Purgatório. "Eu sou Pietro Di Mauro".
Disse-lhe então:
"Eu morri em um incêndio neste convento, em 18 de setembro
1908. Na realidade este convento, depois da desapropriação
dos bens eclesiásticos, tinha sido transformado em uma casa
de repouso para anciões. Eu morri entre as chamas quando eu
estava dormindo, em meu colchão feito de palha, exatamente
neste quarto. Eu venho do Purgatório: O bom Deus, deixou-me
vir até aqui e lhe pedir que celebre para mim a santa missa
da amanhã de manhã para o meu descanso eterno. Graças a esta
Missa eu poderei entrar no Paraíso".
- Padre Pio falou para o homem que ele teria a missa santa
para a sua alma..
O Padre Pio contou: "Eu, queria leva-lo até a porta do
convento para me despedir quando repentinamente para minha
surpresa ele desapareceu. Eu seguramente percebi que havia
falado com uma pessoa morta, na realidade, tenho que admitir
que eu reentrei no convento bastante amedrontado.
O Padre Superior do convento, Monsenhor Paolino de
Casacalenda, notou meu nervosismo, e então contei-lhe o que
havia acontecido . Ai então lhe pedí a permissão para
celebrar a Santa Missa da manhã seguinte em voto daquela
alma necessitada.
Alguns dias depois, Padre Paolino, despertado pela
curiosidade foi até o escritório de registro de óbitos da
comunidade de St. Giovanni Rotondo, e pediu a permissão para
consultar o livro de registro de óbitos do ano de 1908. Após
a consulta ele pode então verificar que a história do Santo
Padre Pío era verdadeira, pois no registro relacionado às
mortes do mês de setembro, Padre Paolino achou o nome, o
apelido e a razão da morte: No dia 18 de setembro de 1908,
no incêndio da casa de repouso morreu o Sr. Pietro Di
Mauro.
Padre Pio contou a seguinte história ao Padre Anastásio.
"Uma
tarde, enquanto eu estava rezando só, eu ouvi o sussurro de
um terno, e eu vi um monge jovem que se mexeu próximo ao
altar. Parecia que o monge jovem estava espanando os
candelabros e regando os vasos das flores.
Eu pensei
que ele era o Padre Leone que estava reestruturando o altar
e como era a hora do jantar, eu fui próximo a ele e lhe
falei: Padre Leone, vá jantar, não está na hora de espanar e
consertar o altar. Mas uma voz que não era a voz do padre
Leone me respondeu: Eu não sou o Padre Leone.
-Então
perguntei: Quem é você?
A voz
então respondeu
- "Eu sou um irmão seu que fez o noviciado aqui. Minha missão era que
eu limpasse o altar durante o ano do noviciado.
Desgraçadamente eu durante todo esse tempo eu não
reverenciei a Jesus Sacramentado Deus todo Poderoso, todas
as vezes que passava em frente ao altar. Causando grande
aflição ao sacramento santo, por causa da minha
irreverência. Por este descuido sério, eu ainda estou no
Purgatório. Agora, Deus, com a sua bondade infinita,
enviou-me aqui para que você estabeleça o dia em que eu
passarei a desfrutar o Paraíso. É para você cuidar de mim".
Eu creio
ter sido generoso com àquela alma de sofrimento e assim
exclamei: "você estará a manhã pela manhã ao Paraíso, quando
eu celebrar a Santa Missa".
Aquela
alma chorou e disse: "Cruel de mim, que malvado eu fui”.
Então ele
chorou e desapareceu.
Aquela
exclamação me produziu uma ferida no coração, que eu senti e
sentirei a vida inteira.
Na
realidade eu teria podido enviar aquela alma imediatamente
ao Céu, mas eu o condenei a permanecer outro noturno nas
chamas do Purgatório.
No final de sua vida.
Desde
novembro de 1966 o padre foi obrigado a celebrar a Missa
sentado. A sua Missa deveria ser mais breve do que antes,
pela sua evidente situação, desde quando foi obrigado à
cadeira, parecia que não seria uma vez.
o
declínio físico era evidente. Não causaria espanto quando
alguém veio a saber que ele afirmava com precisão, falando a
uma sobrinha sua: “Daqui dois anos não existirei mais,
porque estarei morto”.
O que
não cessaram mais foram suas lutas com Satanás, o “gigante”
visto na infância e contra o qual sempre combateu e sempre
venceu. Ainda suportava as feridas daqueles combates.
No dia
6 de julho de 1964 houve um grande barulho vindo da sua
cela; os frades entraram no quarto e encontraram Padre Pio
caído, ferido no supercílio; foi necessário suturar a ferida
com pontos. O demônio havia batido sua cabeça no chão; o
inchaço é bastante visível numa fotografia do Padre Pio
tirada naquela ocasião.
Padre Pio não tinha medo da morte; pois em várias
ocasiões entendeu-a como uma libertação.
Em 22
de setembro, domingo a Igreja estava decorada para festa dos
cinqüenta anos dos Estigmas; e na sua hora de costume, às 5
horas, Padre Pio começou a celebrar a sua última Missa. Após
ainda deu o seu “último adeus aos seus filhos”, por volta
das 10h30, na janela do coro .
Passado um pouco da meia-noite, quando já se podia
realizara a celebração Eucarística do novo dia, pediu ao
padre Pellegrini para celebrar a Missa. Havia se confessado
e renovado seus votos religiosos. Faleceu serenamente às
2h30 da segunda-feira, 23 de setembro de 1968,
Examinaram seu corpo e constataram que os estigmas
haviam desaparecido completamente, sem deixar nenhuma marca
ou cicatriz; deste fato foram registrados documentos por
escrito e documentação fotográfica.
Para a ciência restará sempre um mistério de como
os estigmas apareceram e também desapareceram
misteriosamente, como duraram por mais de cinqüenta anos.
Estava concluída a missão que o Senhor lhe havia confiado.
A Canonização.
Os
preliminares de sua causa se iniciaram em Novembro de 1969.
Por sua Santidade o Papa João Paulo II, Padre Pio foi
declarado venerável no dia 18 de Dezembro de 1997.
Beatificado no dia 2 de maio de 1999.
Tão
grande foi a multidão na missa de beatificação que ocuparam
a Praça de São Pedro e toda a Avenida da Conciliação, sem
serem estes lugares suficientes. Além disso milhões o
contemplaram pela televisão no mundo inteiro.
Sua
canonização aconteceu no dia 16 de junho de 2002. A praça de
São Pedro e seus arredores não puderam conter as multidões.
Sua
beatificação e sua canonização foram as de maior assistência
na história. O primeiro sacerdote canonizado que tem
os estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo.
# # #

Milagres ocorridos pela intercessão do Santo Padre PIO.
Milagre é
um fenômeno interpretado como uma intervenção divina;
acontecimento, feito ou ocorrência extraordinária, que não
se explica pelas leis da natureza. Os Milagres são
considerados expressões do sobrenatural.
Também
pode-se dizer que um milagre é um fenômeno que ocorre
contrário as leis naturais e obedecem ao poder permitido por
Deus.
A vida do
Padre Pio é cheia de milagres concedidos por Deus. Desta
maneira o Padre Pio sempre convidou as pessoas a agradecer
Deus, verdadeiro autor dos milagres.
Existem inúmeros milagres ocorridos pela
intercessão de Padre Pio citamos apenas alguns.
Ø
Testemunho de uma mãe: “Minha primeira filha, nasceu em 1953
quando tinha um ano e meio; o Padre Pio salvou a sua vida em
forma súbita e milagrosa. Na manhã de 06 de Janeiro de 1955
meu marido e eu estávamos na igreja assistindo à Santa Missa
e nossa filha estava em casa com o avô dela. De repente um
acidente aconteceu, e nossa filha se queimou com uma panela
de água quente. A queimadura era tão grande quanto séria; o
atingiu desde estômago até a parte de atrás. O doutor
recomendou para a hospitalizá-la imediatamente; porque ela
poderia morrer devido ao estado de gravidade suprema... Por
isto ele não nos deu nenhum medicamento. Desesperada ao ver
sofrendo a minha filha, nisso que o doutor se foi; eu
invoquei fortemente o Padre Pio que entrevisse urgentemente.
Enquanto eu estava pronta para levá-la para o hospital, já
era quase meio-dia; quando de repente a menina que estava só
no quarto me chamou mãe, mãe olhe eu já não tenho nenhuma
ferida”. E quem desapareceu suas feridas? eu perguntei
amedrontada e com grande curiosidade. Ela respondeu. “Mãe o
Padre Pio veio, e ele curou minhas feridas pondo suas mãos
sagradas em minha queimadura”. Realmente para surpresa de
todos, não havia nenhum sinal ou marca que havia alguma
queimadura; o corpo de minha filha era totalmente saudável,
e pensar que alguns minutos antes que o médico a condenou.
Ø
Os camponeses de San Giovanni Rotondo se lembram com grande
felicidade o evento seguinte: Estavam na primavera, as
árvores de amêndoas floridas, enquanto estavam prometendo
uma boa colheita. Mas infelizmente milhões de lagartas
vorazes chegaram e elas devoraram as folhas e as flores, não
deixaram se quer as cascas. Depois de dois dias tentando
parar aquela invasão os camponeses estavam muito
preocupados, porque para muitos deles as amêndoas eram o
único recurso econômico - eles decidiram contar ao Padre Pio
o problema. O Padre Pio teve uma bela visão das árvores pela
janela dele no convento e ele decidiu as abençoar. Ele
vestiu os vestuários sagrados e ele começou a rezar. Quando
terminou, ele pegou a água benta e fez o sinal da Cruz, em
direção para as árvores. Imediatamente as lagartas
desapareceram, e no dia seguinte que as lagartas tinham
desaparecido, as árvores de amêndoas, pareciam ter os brotos
novamente. Era um desastre; a colheita estava perdida. O
que aconteceu então é realmente incrível! Nós tivemos a
colheita mais abundante. Como é possível que nós tivemos uma
colheita mais abundante a que aquelas que nós normalmente
tivemos? Nunca, em tempos normais nós tínhamos tido uma
colheita deste modo. Os cientistas nunca puderam dar uma
explicação a este fenômeno.
Ø
No jardim do convento eles tiveram vários tipos de árvores;
os ciprestes, algumas de fruta e algumas de espinho.
Principalmente pelas tardes de verão, o Padre Pio desfrutava
do clima, na sombra, junto com os amigos dele, e alguns
convidados, uma vez, quando o Padre Pio estava falando com
algumas pessoas, repentinamente muitos pássaros começaram a
cantar e fazer barulho à sombra das árvores. Os pássaros
tinham composto uma sinfonia ali; Grackles, pardais, e
outras espécies. O Padre Pio ficou aborrecido pela sinfonia,
e olhando para os pássaros lhes falaram: “silencio” Naquele
mesmo momento, os pássaros, os grilos e as cigarras estavam
quietos. Pessoas que estavam no jardim, estava
profundamente surpreso! Na realidade o Padre Pio tinha
falado aos pássaros, igual a São Francisco.
Ø
Um cavalheiro contou: "Meu joelho esquerdo inchou há dias e
eu tive uma dor muito grande na perna. O doutor tinha me
falado que a situação era muito séria e tinha me receitado
muitas injeções. Antes de começar a cura eu quis ir ao
Padre Pio. Depois de fazer minha confissão, eu falei com ele
sobre meu joelho e lhe pedi que rezasse por mim. Quando eu
ia partir de San Giovanni Rotondo, de tarde, desapareceu a
dor. Eu observei meu joelho e notei que não estava mais
inchado.! Estava o mesmo do que o direito . Assim, eu corri
ao Padre Pio para lhe agradecer imediatamente. Ele disse:
"Você não tem que me agradecer, mas você tem que agradecer
ao Nosso Deus! Depois ele acrescentou sorrindo: "Fale para
seu doutor que ele pode guardar as injeções."
O Carisma da Bilocação.
A
Bilocação pode ser definida como a presença simultânea de
uma pessoa em dois lugares diferentes. Muitos Santos da
Igreja católica tiveram o carisma da bilocação. Padre Pio
teve este carisma, na realidade várias testemunhas oculares
o viram em lugares diferentes em bilocação. Existem muitos
casos.
Ø
Um
General Italiano do Exército cujo nome era Cadorna, depois
da derrota de Feltro de Caporetto estava em tal condição de
depressão que decidiu suicidar-se. Uma noite ele foi para o
seu quarto e ordenou à empregada dele que não permitisse que
ninguém entrasse. Ele pegou sua arma de uma gaveta e
apontou-a para sua cabeça, mas de repente ele ouviu uma voz:
"Oh General, por que você quer fazer tal coisa estúpida?" A
voz e a presença do monge deixaram o general mudo. Ele
desejou saber como era possível que um monge tivesse entrado
no quarto dele. Ele pediu explicações à empregada dele, mas
ela respondeu que não tinha visto ninguém entrando no quarto
dele. Alguns anos depois, soube-se de uma notícia em um
jornal de um monge que fez milagres na área de Gargano. Ele
foi secretamente lá, mas se surpreendeu quando padre Pio lhe
falou: “Oi General, você corre um grande risco esta noite,
não o faça!”.
Ø
Sra.
Maria era a filha espiritual de padre Pio, ela disse: "Uma
vez, durante a noite, eu estava rezando com meu irmão quando
de repente ele se sentiu adormecido. Ele se levantou
imediatamente por ter recebido um tapa. Ele percebeu que a
mão que o bateu estava coberta com uma luva. Ele pensou que
era padre Pio e no dia seguinte perguntou para padre Pio se
ele tinha dado-lhe um tapa. Padre Pio respondeu: ”Este é o
jeito certo de se rezar?” Com um tapa, padre Pio o levantou
chamando sua atenção para a oração.
Os Perfumes do Padre Pio.
A
osmogenesia, é um carisma possuído por alguns Santos. Tal
carisma, em algumas circunstâncias, permitiu percebe-se à
distância perfumes particulares. Tais perfumes são definidos
como odores de santidade. O Padre Pio chegou a manifestar
tal carisma e estes fenômenos foram tão freqüentes que as
pessoas comuns ficaram admiradas e definiram este fenômeno
como “Os Perfumes de Padre Pio”. O perfume emanava de seu
corpo e também dos objetos que ele tocava e também de suas
vestes. Em outras ocasiões, o perfume fora percebido nos
lugares onde ele passava.
Ø
Um dia, o
médico de costume, retirou do tórax do Padre Pio um,
curativo composto de bandagens (gases) que foram utilizadas
para estancar o sangue. O médico guardou os curativos em um
estojo, para ser levado a um determinado laboratório
localizado em Roma, para que fossem analisados por meio de
testes laboratoriais. Durante a viagem, um Oficial e outras
pessoas que estavam na mesma viagem, sentiram o perfume que
era emanado do Padre Pio. Nenhuma daquelas pessoas sabiam
que o médico possuía em seu bolso os curativos, contendo o
sangue do Padre Pio. O médico conservou aqueles curativos no
seu estojo, e o estranho perfume impregnou por longo tempo o
estojo, tanto que os pacientes que foram visitados pediram
explicações a respeito de tal perfume.
Ø
Um
homem contou: "... um dia eu decidi seguir o sugestão da
minha esposa para ir no Padre Pio. Eu não estava
participando da igreja por um vinte e cinco anos,
precisamente no dia de meu matrimônio. Eu sentia a
necessidade de me confessar, mas assim que eu estive próximo
a Padre Pio, ele me falou bruscamente sem olhar para mim:
"Vá embora! " - Eu respondi: "Eu estou aqui para me
confessar, e me dê a absolvição" - eu lhe falei asperamente,
mas ele respondeu asperamente: "Vá embora, eu disse." e eu
fui embora. Eu sai da pequena Igreja e fui para o hotel.
Minha esposa que tinha me visto sair da Igreja daquele modo,
me encontrou no hotel e perguntou: o que aconteceu? O que
você está fazendo? " - Ela queria saber. "Eu vou arrumar a
mala e ir embora", eu respondi. Mas naquele momento senti
uma nuvem de perfume. Era um intenso perfume, maravilhoso.
Eu estava confuso. Eu me tranquilizei no momento e eu sentia
dentro de mim um grande vontade de ver o Padre Pio. Eu
voltei para vê-lo mais tarde, mas antes de falar com ele, eu
examinei minha consciência cuidadosamente. Amavelmente Padre
Pio me deu boas-vindas e me deu a absolvição."
Ø
Uma senhora contou: - Meu marido acidentou-se com o seu
carro e foi transportado para o hospital em Taranto, com
perigo de perder a vida. Os doutores disseram que não
tiveram nenhuma chance para salvá-lo. Normalmente, quando eu
vinha visita-lo, eu parava e rezava na frente a um monumento
de Padre Pio, no jardim do hospital. Um dia, o "Santo"
fez-me cheirar um perfume de maravilhoso de lírios e me fez
entender que minhas súplicas tinham sido ouvidas. Daquele
momento as condições de meu marido melhoraram e ele começou
a recuperar-se completamente.
Ø
Um advogado que era devoto de Padre Pio contou: - "Uma vez
eu estava numa velha igreja do convento escutando a Santa
Missa do Padre Pio, e no momento da consagração do pão, eu
fui distraído pensando em outra coisa. Eu era a única pessoa
que se levantou no meio da multidão que estava ajoelhada. De
repente eu senti um odor penetrante de violetas que me
fizeram volte à realidade e dando uma olhada ao redor de
mim, eu também ajoelhei sem pensar no estranho perfume. Como
sempre, depois da missa, eu fui cumprimentar Padre Pio que
me deu boas-vindas dizendo: "Você estava um pouco
desorientado hoje? "- "Sim, eu estava Padre; Minha mente se
ausentou hoje mas felizmente seu perfume me acordou" – Ele
disse: "Para você o perfume é necessário, para você os tapas
são necessários."
Ø
Depois da
conversão, um balconista Siciliano quis confessar-se com o
Padre Pio. Estando com o Santo Pio, num gesto fraterno, ele
segurou a sua mão direita por alguns instantes, porém, o
suficiente para marcá-lo por toda a vida, pois um perfume
único e indescritível o envolveu. Chegando em Foggia
(Itália), notou que sua mão direita tinha um perfume que sua
mão esquerda não possuía, era o mesmo perfume que ele sentiu
quando estava próximo do Padre Pio. O perfume não
desaparecia nem sequer se ele lavasse as mãos. Considerando
que, Padre Pio tinha dado a ele uma penitência durante dois
meses, o balconista poderia sentir o mesmo perfume que subia
de sua mão para seu peito e nariz. O perfume era tão
intenso que ele se sentia inebriado. Com o passar do tempo,
e à medida que era cumprida a penitência, o perfume começava
a desaparecer, fazendo com que o penitente tentasse de todas
as formas voltar a senti-lo em seu corpo, sem qualquer
resultado, por fim, quando a penitência terminou, o perfume
sumiu, porém naquele homem, ficou a certeza de ter
acontecido uma experiência viva da misericórdia de Deus em
sua vida, através deste fraterno encontro com o Santo Padre
Pio.
O Carisma de Conhecer o interior das pessoas.
Muitos
Santos da Igreja católica possuíram o carisma que lhes
permitia saber coisas distantes, ver o futuro ou ver e
sentir a distância, enquanto usando os dons e as habilidades
intelectuais normais deles. Padre Pio teve o carisma do
conhecimento do interior sobrenatural e ele poderia olhar de
fato em uma pessoa e alcançar as partes mais secretas da
alma. Muitos testemunhos existem neste carisma de padre
Pio.
Ø
O filho espiritual do Pe. Pio que morou em Roma, enquanto
estando junto com alguns amigos, omitiu por vergonha fazer o
que ele normalmente faria, quando passa-se por de uma
Igreja, uma reverência pequena, o sinal da cruz em
consideração a Jesus. De repente ele ouviu a voz de Pe. Pio
que disse: “Covarde!” Depois que alguns dias que ele foi
para St. Giovanni Rotondo, lhe foi reprovado por Pe. Pio:
"Tenha cuidado - Pe. Pio disse”este tempo eu só o adverti,
mas da próxima vez eu lhe darei um tapa”
Ø
Um dia, ao pôr-do-sol, Pe. Pio estava no jardim do convento.
Ele estava conversando agradavelmente com alguns de seus
filhos espirituais, quando ele percebeu por não ter com ele
o lenço. Então ele se dirigiu a um dos presentes e lhe
falou: “Por favor, aqui esta a chave de minha cela, vai lá e
tráz o lenço.” O homem foi para a cela, mas, além do lenço,
ele levou uma das meio luvas de Pe. Pio e a pôs no bolso
dele. Na realidade ele não pôde deixar a chance fosse
perdida, de levar uma relíquia! Mas quando voltou para o
jardim e deu o lenço, Pe. Pio lhe falou: “Obrigado, mas
agora você retorne na minha cela e ponha novamente na gaveta
a meia luva que pôs em seu bolso.”
Ø
Um homem era um bom católico, e ele era estimado e apreciado
nos ambientes da Igreja. Uma vez ele foi confessar-se a Pe.
Pio. Considerando que ele quis justificar o seu pecado, ele
começou falando sobre uma "crise espiritual". De fato ele
viveu no pecado. Na realidade depois de casado, ele vinha
negligenciando sua esposa, tentando superar a crise junto
com outra mulher. Infelizmente ele não pôde imaginar ficar
um confessor "anormal" na frente. Na realidade Pe. Pio se
levantou de repente e gritou: “... mas que tipo de crise
espiritual! Você é um mentiroso e Deus está bravo com você.
Vá embora!”
Ø
Uma senhora que era da Inglaterra foi para o confessionário,
mas Pe. Pio fechou a janela do confessional: "Eu não estou
disponível para você." Por que Pe. Pio não a quis confessar?
Aquela mulher regressava todos os dias durantes duas
semanas. Durante estas semanas ela tentou ser escutada por
Pe. Pio no confessionário. Finalmente Pe. Pio a confessou.
Então perguntou para Pe. Pio, por qual razão ele a tinha
feito esperar todo aquelo tempo, Pe. Pio respondeu: "E você?
Quanto tempo você deixou nosso Deus esperar? Você deveria
desejar saber como o Jesus poderia o dar-lhe boas-vindas,
depois que você cometesse tantos sacrilégios. Você comeu sua
oração durante anos, ao lado de seu marido e sua mãe, você
recebeu a Sagrada comunhão em pecado mortal." A mulher,
ficou atordoada, e recebeu a absolvição chorando. Quando,
alguns dias depois ela partiu para a Inglaterra, ela estava
muito contente.
Ø
Um
sacerdote contou, um fato ocorrido com um dos seus
confrades, que veio de muito longe para se confessar com o
Padre Pio. Ele teve que esperar muitas horas em Bolonha.
Depois da confissão, o Padre Pio lhe perguntou: "Meu Filho,
lembra daquilo?" – “Não, Padre!” – “Vamos, pense um
pouco...” - Este examinou sua consciência, porém não
encontrou nada. Então o Padre Pio lhe disse com extrema
doçura: “Meu filho, ontem quando você chegou às 5:00 da
manhã em Bolonha, as Igrejas ainda estavam fechadas. Porém,
você invés de esperar, resolveu ir para um hotel descansar
um pouco antes da Missa. Deitou na cama e dormiu tão
profundamente que só veio despertar as 3:00 da tarde. Àquela
hora, era muito tarde para celebrar a missa. Eu sei, que
você não fez por maldade, porém foi uma negligência que
feriu a nosso Deus”.
O Carisma da Ierognosia.
Padre Pio
tinha poderes para reconhecer se um homem era um Padre e se
os objetos que lhe apresentavam já tinham sido abençoados. .
O
fenômeno de "ierognosia" estava entre tantos outros carismas
que o Padre Pio possuía.
Ø
Um dia um
cavalheiro que usava jaqueta amarra e arqueja, estava na
sacristia junto com outros homens que esperavam pela chegada
do Padre Pio. Ele estava na primeira fila. Quando Frei Pio o
notou, lhe disse: "Irmão, você tem vindo "disfarçado", mas
você não tem por que se envergonhar de vir para me ver. Na
próxima vez você pode voltar vestido como padre que é.
Ø
Às vezes, quando lhe foram mostrados a Frei Pio alguns
objetos como coroas do Rosário ou imagens sagradas com o
pedido de que as abençoasse, ele devolveu alguns dos objetos
ao solicitante com a declaração precisa: "Isto já foi
abençoado". E era verdade.

O Carisma da Levitação.
A
levitação pode ser definida como o fenômeno no qual uma
pessoa se eleva da terra e fica suspenso no ar e também pode
ter o poder de elevar objetos. Tal fenômeno, obviamente é um
dom dado por Deus aos místicos da Santa Igreja católica. San.
Joseph de Copertino, por exemplo, era famoso pelo dom de
levitação e também como ele, Padre Pio de Pietrelcina tinha
tais dons. Padre Pio era visto freqüentemente por seus
irmãos enquanto ele se elevava do chão, durante a sua
oração.
Cartas do Padre PIO ao Seu conselheiro espiritual.
Ø
Carta para Padre Agostino, de 18 de janeiro de 1912. –
"... O Barba Azul não quer ser derrotado." Ele chegou a mim
assumindo todas as formas. Durante vários dias, vem
visitar-me com seus espíritos infernais armados com bastões
de ferros e pedras. O pior é que eles vêm com os seus
próprios semblantes. Várias vezes eles me tiraram da cama e
me arrastaram pelo quarto. Mas Jesus, Nossa Senhora, o Anjo
da Guarda, São José e São Francisco estão freqüentemente
comigo."
(PADRE PIO DA PIETRELCINA: Epistolario I° (1910-1922) a cura di
Melchiorre da Pobladura e Alessandro da Ripabottoni -
Edizioni "Padre Pio da Pietrelcina" Convento S.Maria delle
Grazie San Giovanni Rotondo - FG)
Ø
Carta para Padre Agostino datada de 18 de novembro de 1912 -
"O inimigo não quer me deixar só, me bate continuamente. Ele
tenta envenenar minha vida com as armadilhas infernais. Ele
se perturba muito porque eu lhe conto estes fatos. Ele me
sugere não lhe contar os fatos que acontecem entre ele e eu.
Ele me pede que narre as visitas boas que recebo; na
realidade ele diz que você gosta de só destas histórias. O
pastor esteve informado da batalha que eu travo com estes
demônios e com referência às cartas, ele me sugeriu ir até
ele abrir a carta assim que tivesse chegado. E quando abri
a carta junto do pastor, achamos a carta suja de tinta. Era
a vingança do diabo! "__Eu não posso acreditar que você me
tenha enviado a carta suja porque você sabe que eu não
enxergo bem." No princípio nós não pudemos ler a carta, mas
depois de sobrepor o Crucifixo à carta , tivemos sucesso na
leitura, até mesmo não sendo capazes de ler letras pequenas.
(PADRE PIO DA PIETRELCINA: Epistolario I°
(1910-1922) a cura di Melchiorre da Pobladura e Alessandro
da Ripabottoni - Edizioni "Padre Pio da Pietrelcina"
Convento S.Maria delle Grazie San Giovanni Rotondo - FG).
Ø
Carta para Padre Agostino de 13 de fevereiro de 1913...
"Agora, vinte e dois dias passados desde que Jesus permitiu
aos diabos descarregarem a raiva deles em mim, meu corpo,
meu Padre, é todo marcado pelos golpes que recebi, até o
presente, dos nossos inimigos. Várias vezes, tiraram minha
camisa e me golpearam de forma brutal"...
(PADRE
PIO DA PIETRELCINA: Epistolario I° (1910-1922) a cura di
Melchiorre da Pobladura e Alessandro da Ripabottoni -
Edizioni "Padre Pio da Pietrelcina" Convento S.Maria delle
Grazie San
Ø
Carta
para Padre Agostino datada 12 de março de 1913: "
... Meu
padre, escute as reclamações de nosso doce Jesus:
É
reembolsado "meu amor para os homens com tanta ingratidão!
Essas pessoas teriam Me ofendido se Eu os tivesse amado
menos. Meu padre não queira os agüentar mais. Eu gostaria de
deixar de amá-los, mas... (E aqui o Jesus manteve silencioso
e, logo depois me disse) mas meu coração é feito por amor!
Os homens cansados não fazem qualquer esforço para ganhar
das tentações. Mas também estes homens desfrutam as suas
injustiças.
As alas
que eu mais amo são as que quando sofrem uma tentação e
quando elas não têm êxito resistido, me invocam pedindo
ajuda e eu me presto e as fortifico em suas tentações.
As almas
fracas se desanimam e desesperam-se. As almas fortes que
confiam em Jesus, me chamam eu venho para relaxá-los. Eles
me deixam só durante a noite e pela manhã na igreja. Eles
não levam ao cuidado o sacramento do altar; eles não falam
mais deste sacramento de amor; e também as pessoas que falam
deste sacramento, falam com tanta indiferença e frieza. De
meu Coração foi esquecido; ninguém leva ao cuidado o Meu
amor; Eu sempre Sou entristecido.
Minha
casa tornou-se um teatro de obras para muitas pessoas; até
mesmo Meus padres que eu sempre protegi cuidadosamente, que
eu amei como aluno de meu olho; eles deveriam confortar Meu
coração cheio de amargura; eles deveriam Me ajudar na
redenção das almas, em troca. Quem acreditaria nisto? Eu
recebo ingratidão deles. Eu vejo, meu Filho, muito eles
que... (Aqui ele parou, e soluça apertado a garganta, ele
chorou) que debaixo de falsa semelhança eles me traem com
comunhões sacrílegas, enquanto estampando na luz as forças
que eu lhes dou continuamente..."
(PADRE PIO DA PIETRELCINA: Epistolario I° (1910-1922) a cura di
Melchiorre da Pobladura e Alessandro da Ripabottoni -
Edizioni "Padre Pio da Pietrelcina" Convento S.Maria delle
Grazie San Giovanni Rotondo - FG)
Ø
Carta
para Padre Benedetto de 18 de março de 1913...
"Os
diabos não deixam de me golpear e me derrubam da cama. Eles
removem minha camisa para me bateram. Mas agora eles já não
me assustam mais. Jesus me ama, me levanta e me coloca na
cama..." (PADRE PIO DA PIETRELCINA: Epistolario I°
(1910-1922) a cura di Melchiorre da Pobladura e Alessandro
da Ripabottoni - Edizioni "Padre Pio da Pietrelcina"
Convento S.Maria delle Grazie San Giovanni Rotondo - FG)
Ø
Carta
para o Padre Agostino datada de 7 de abril de 1913:
"Meu
querido Padre, eu ainda estava na cama na sexta-feira pela
manhã, quando Jesus apareceu diante de mim. Ele se
encontrava golpeado e desfigurado.
Ele
mostrou-me uma grande multidão de padres entre os quais,
dignitários eclesiásticos indiferentes que estavam
celebrando e vestindo suas sagradas túnicas.
Quando eu
vi o meu Jesus nestas condições, senti um grande sofrimento,
em seguida perguntei-lhe porque tanto sofrimento. Ele não me
respondeu. Porém mostrou-me os sacerdotes que eu deveria
castigar. Pouco depois o Senhor estava tristissimo ao olhar
estes sacerdotes, e eu notei com grande horror as enormes
lágrimas que emanavam do seu santo rosto. Jesus saiu daquela
multidão de padres e com uma grande expressão de desgosto em
seu olhar, chorou': "Açougueiros! " Então eu me pergunto!:
"Minha
Criança, não creia que minha agonia foi de três horas, não;
de fato eu estarei em agonia até o fim do mundo por causa
das almas que eu amo.
Durante o
tempo da agonia, minha criança, ninguém pode dormir. Minha
alma está procurando alguma gota de piedade humana, mas eles
me deixam só debaixo do peso da indiferença. A ingratidão é
a mais severa agonia para mim. Eles correspondem mal a meu
amor! O tormento maior para mim é que cresçam nas pessoas o
desprezo a indiferença e a incredulidade.
Quantas
vezes minha ira fez-me golpeá-los através de raios, mas eu
fui parado pelos anjos e as almas que me amam....
Escreva a
seu padre e o narre o que você viu e eu te oriento esta
manhã. Mande que mostre tua carta ao padre provinciano... "
O Jesus continuou falando mas eu nunca posso revelar o que
ele disse.."
(PADRE PIO DA PIETRELCINA: Epistolario I° (1910-1922) a cura di
Melchiorre da Pobladura e Alessandro da Ripabottoni -
Edizioni "Padre Pio da Pietrelcina" Convento S.Maria delle
Grazie San Giovanni Rotondo - FG)
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