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A SANTA MISSA É O MAIS
PODEROSO
SACRIFÍCIO DE
RECONCILIAÇÃO.
Depois de seus filhos se terem banqueteado, Jó,
levantando-se de madrugada, ofereceu um sacrifício por cada
um deles, dizendo: "Talvez meus filhos tivessem
ofendido a Deus no coração" (Jó, 1, 5).
Este proceder mostra que a razão natural basta para
reconhecer a necessidade do sacrifício expiatório. Já era
usado entre os antigos Patriarcas, antes de tornar-se uma
lei no tempo de Moisés. "Se alguém pecou, tome do
rebanho uma ovelhinha ou uma cabra e a ofereça, e o
sacerdote reze por ele e pelo seu pecado. Se não tiver os
meios para oferecer uma ovelhinha ou uma cabra, que ofereça
duas rolas ou dois pombinhos: um pelo pecado e outro pelo
holocausto. O sacerdote ore por este homem e por seu pecado,
e este ser-lhe-á perdoado" (Lev. 5, 6).
Possuindo o Antigo Testamento tal sacrifício, a
santa Igreja devia ter o seu; sacrifício tanto mais elevado,
acima do primeiro, quanto o cristianismo é superior ao
judaísmo. Este sacrifício expiatório é, evidentemente,
o sacrifício sanguinolento da Cruz, pelo qual o mundo foi
reconciliado com a Justiça divina.
Diz, pois, com muita razão, um grande mestre da
vida espiritual, Marchant: "Como Nosso Senhor Jesus
Cristo, sofrendo, tomou sobre si os pecados do mundo para
lavá-los com o seu Sangue, assim colocamos, no altar, sobre
ele, as nossas faltas como sobre uma vítima conduzida à
imolação, para que as expie em nosso lugar" (Candel.
myst. Tract. 4. 15, prop. d).
É por isso que o sacerdote se inclina
profundamente, ao pé do altar, pois representa a
vítima carregada de nossas iniqüidades que se apresenta,
humildemente, perante o Senhor, para obter o perdão para
todos. Prostrado assim, lembra ainda Jesus Cristo no
jardim das oliveiras, onde o peso de nossos crimes o
prostrou, banhado em suor de sangue, e lhe arrancou o mais
comovente clamor de perdão. Como ele, em seu lugar, o
sacerdote intercede pelos pecados do mundo inteiro.
Belas e consoladoras palavras para o coração
arrependido, e muito próprias para nos estimular o zelo em
assistir à santa Missa, onde se opera o benefício de nossa
reconciliação!
Na liturgia de São Tiago, lê-se: "Nós vos
oferecemos, Senhor, este Sacrifício incruento pelos pecados
que cometemos por ignorância". É certo que cometemos
muitas faltas, das quais não nos apercebemos, que não
confessamos, de que, porém, havemos de dar contas a Deus. O
rei David pensava nestas faltas ignoradas, quando exclamou:
"Senhor, não vos lembreis dos pecados de minha
juventude e de minhas ignorâncias" (Sl. 24) e
"Quem conhece seus desvios? perdoai-me os que ignoro"
(Sl. 18).
Por conseguinte, se não quisermos comparecer diante
de Deus cobertos destes pecados de ignorância e malícia,
como de uma veste abominável, aproveitemo-nos da santa Missa
que serve de expiação por nossos pecados que não conhecemos,
apesar de um sincero exame de consciência.
"Pela oblação do santo Sacrifício, diz o
santo Papa Alexandre I, o Senhor reconcilia-se conosco e
perdoa a multidão de nossos pecados".
Deveríamos muito alongar-nos, se quiséssemos
lembrar todos os textos dos santos Padres sobre este
assunto. Citaremos somente a doutrina da Santa Igreja,
declarada no Concílio de Trento: "O Sacrifício da
Missa é, verdadeiramente, o sacrifício propiciatório, por
meio do qual, se nos apresentarmos a Deus com coração reto e
fé sincera, com temor e respeito, com contrição e
arrependimento, obteremos misericórdia e receberemos os
socorros de que temos necessidade" (Sess. 22, c. 2).
Perguntará, talvez, o piedoso leitor: Para que um
sacrifício de reconciliação, visto que podemos
reconciliar-nos com Deus por sincera contrição?
Certamente, a contrição "perfeita" nos põe em
graça, porém, onde o pecador achará esta contrição? Senti-la
por si mesmo, lhe é tão impossível quanto ao morto
ressuscitar por própria vontade. Com efeito, se cada um
pudesse, pelas próprias forças, provocar, em si sentimentos
de penitência e arrependimento, o inferno não estaria tão
povoado, porque cada um aplicar-se-ia a isto, na hora da
morte, e morreria no estado de graça.
E, se alguma vez acontecer que se achem pecadores
comovidos e penetrados de compunção, durante um sermão ou
uma leitura piedosa, ficai certos que tal efeito é de uma
graça particular da parte de Deus, e que não a concede,
ordinariamente, sem ser pelo menos solicitado.
Ora, para abrir o tesouro das graças divinas,
não há chave mais segura do que o santo Sacrifício do Altar.
A justiça severa do Pai celestial muda-se em amor, em
compaixão, em misericórdia. De que ternura para os pobres
pecadores não se sente comovido, durante sua imolação, Nosso
Senhor Jesus Cristo, a divina Vítima! Suas palavras a Santa
Gertrudes, meditadas atentamente, serão para nós de grande
consolação.
Foi, numa quinta-feira santa, no momento em que se
cantavam, no coro, as palavras: "Foi oferecido porque
quis", que Nosso Senhor disse à Santa: "Se
acreditas que ofereci a Deus, meu Pai, somente porque quis
me oferecer, crê também que desejo agora oferecer-me por
cada pecador a Deus, meu Pai, tão prontamente como me
ofereci então pela salvação de todos os homens em geral.
Assim não há ninguém, por carregado de pecados que esteja,
que não possa esperar o perdão, oferecendo a minha Paixão e
Morte, contanto que acredite poder, efetivamente, obter o
fruto e o dom da graça. Deve persuadir-se de que a memória
de meus sofrimentos unida a uma fé viva e verdadeira
penitência é o mais poderoso remédio contra o pecado"
(Livro 4, c. 25).
Em outra ocasião, disse o divino Mestre:
"Minha filha, venho à Missa com tal mansidão que não há,
entre os assistentes, pecador tão pervertido que não
suporte, perdoando-lhe com alegria, se o desejar" (Lib.
Revel. c. 18).
Oh!,
admirável Sacrifício do altar, quão grande é tua força!
Quantos pecadores não convertestes da morte eterna! Que
gratidão não devemos a Jesus Cristo, que nos torna tão fácil
a reconciliação com Deus! Que loucura, pois, a de não
aproveitar este grande Sacrifício de Nosso Senhor Jesus
Cristo!
"O homem, diz ele, perdoa a injúria que
recebeu, se o ofensor lhe oferece um presente equivalente ou
lhe presta um relevante serviço. Da mesma forma, Deus nos
perdoa pela honra que lhe rendemos, assistindo,
piedosamente, à santa Missa, e pelo dom sublime que lhe
fazemos da oblação do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus
Cristo".
Se, na santa Missa, oferecermos a Deus tão
justamente irritado contra nós, as virtudes, os méritos, a
Paixão e a Morte de seu dileto Filho, mudamos-lhe os
sentimentos a nosso respeito, mais depressa do que Jacó
mudou o coração de Esaú, visto que os nossos dons são mais
preciosos aos olhos de nosso Deus. "Toda a cólera e
indignação de Deus, diz Alberto Magno, dissipa-se diante
desta oferta".
Convém fazer aqui uma pergunta:
Pela virtude da santa Missa um pecador
"impenitente" será reconciliado com Deus? Em outros termos,
uma pessoa em estado de pecado mortal que assistir à santa
Missa, que a fizer celebrar, ou pela qual alguém a mandasse
celebrar, recobraria a graça por este simples fato?
Não, porque a graça somente se recupera por uma sincera
contrição.
Então, perguntará alguém, que fruto tira o pecador
do Sacrifício?
É-lhe muito útil, respondemos, tanto para o
temporal como para o espiritual. Preserva-o de muitas
desgraças e atrai-lhe bênçãos, porque Deus nunca "deixa o
menor bem sem recompensa. Certamente a recompensa da santa
Missa é, antes de tudo, espiritual, porém, não sendo o
pecador susceptível desta graça superior, Deus, na infinita
bondade, concedeu-lhe, em primeiro lugar, o bem inferior dos
favores temporais. Não obstante, na ordem espiritual, a
vantagem fica ainda mais preciosa.
Ensinam os Santos que a Santa Missa atrai,
sobre a alma, a graça necessária, para reconhecer e detestar
os pecados mortais, dispondo-a para o arrependimento e a
confissão. Esta graça não opera, em todos, com a
mesma eficácia. Este converter-se-á logo, aquele não voltará
senão lentamente, conforme a docilidade do coração, para
deixar agir as influências divinas".
A fim de tornar ainda mais clara esta doutrina,
dizemos: Na Missa, Nosso Senhor derrama uma bálsamo
salutar sobre o coração ulcerado do pecador. Este
bálsamo Jesus o compôs, sobre a Cruz, de seus sofrimentos,
de suas lágrimas, de seu Sangue. Se o pecador deixar agir
este remédio precioso, a cura é certa; se em sua malícia
infernal, arrancá-lo da chaga, a morte eterna também é
certa. A malícia humana não tira ao santo Sacrifício o
caráter de reconciliação, tem, porém, o terrível poder de
recusar esta reconciliação que Deus lhe oferece.
Entre os pecadores que se achavam ao pé da Cruz,
alguns somente se converteram batendo no peito e dizendo:
"Na verdade, este era Filho de Deus" (Mt. 27,
54). Os outros, obstinados na malícia, repeliram o raio de
luz e misericórdia que brotava do Coração traspassado de
Jesus. Entretanto, no dia de Pentecostes, a palavra de São
Pedro achou o terreno preparado, e três mil pessoas
tornaram-se, pelo seu convite, discípulos do divino Mestre.
Diz ainda Marchant: "A santa Missa excita-nos
ao arrependimento ou faz-lhe nascer o desejo. Isto acontece,
às vezes, durante a celebração do santo Sacrifício, outras
vezes, mais tarde. Muitos pecadores converteram-se por graça
especial, sem pensar que a devem à virtude da santa Missa,
outros permaneciam impenitentes, porque rejeitam a graça ou
abusam dela" (Candel. myst. tract. lect. 15, prop.
4).
A alma, porém, que suspira por ver-se livre de seus
pecados, obterá, pela santa Missa, a graça de reconciliar-se
com Deus por uma sincera contrição e confissão, porque a
santa Igreja ensina: "Se assistirmos à santa Missa com
sentimentos ou desejos de contrição, Deus reconcilia-se
conosco, concede-nos a graça da penitência e perdoa-nos os
crimes, por abomináveis que sejam" (Concílio de
Trento, Sess. 22).
Que palavras consoladoras para todos os pecadores e
almas desanimadas! Digam, pois, todos, na santa Missa, a
Deus: "Senhor, por este augusto Sacrifício, deixai-Vos
aplacar e atraí, para Vós, a minha vontade rebelde".
Deus escutará esta oração, e, pelo amor de seu Filho imolado
sobre o altar, inundará vossa pobre alma com uma chuva de
graças.
Objetar-nos-á alguém com a Sagrada Escritura:
"A própria oração de quem não cumpre a lei será execrável
aos ouvidos de Deus" (Prov. 21, 14). A isto responde
São Tomás de Aquino: "Ainda que a Sagrada Escritura
nos diga, em várias passagens, que a oração de uma alma, em
estado de pecado mortal, não agrada ao Senhor, Deus não
rejeita a que sai de um coração sincero".
Supondo mesmo que Deus despreza a oração do
pecador, quando este lhe oferece o Sacrifício da Missa, não
pode deixar de aceitá-lo com prazer. Repara bem: não dizemos
que a oração do pecador, durante a santa Missa, é agradável
a Deus, mas, sim, o próprio Sacrifício da Missa que o
pecador oferece à divina Majestade. Se te achasses
em extrema necessidade, e se um inimigo te mandasse dez mil
reais por intermédio de seu servo, sem dúvida alguma,
aceitarias este presente, dizendo contigo: Apesar de vir de
meu pior inimigo, muito me servirá.
- Da mesma maneira Deus, em presença do Corpo e do
Sangue de seu Filho, oferecido por um pecador, estremecerá
de emoção e dirá: Ainda que este presente me venha de um
inimigo de quem tenho horror, não posso deixar de estimá-lo
e aceitá-lo. E, como o pecador, por esta oferta, me dá
grande honra, quero recompensá-lo com a oferta de minha
graça; se aceitá-la, esquecerei todas as suas injúrias e
dar-lhe-ei minha amizade.
Coragem, pois, oh pecador desanimado! tua salvação
não é impossível; vê Jesus quebrar as cadeias de teus
maus costumes enquanto assistes ao santo Sacrifício;
segue-lhe as divinas inspirações e tua alma tornar-se-á mais
branca do que a neve.
Talvez pergunte o benévolo leitor:
Se uma pessoa piedosa assiste à Missa e a oferece
em louvor de um pecador, que fruto lucra este?
Santa Gertrudes no-lo ensina. Um dia ela pediu a
Deus, durante a santa Missa, que comovesse os pecadores com
sua divina graça, para que se convertessem mais cedo, mas
não ousou rezar pelos que morrem na impenitência. Nosso
Senhor, porém, repreendeu-a, dizendo: "A dignidade e a
presença de meu Corpo Imaculado e de meu Sangue precioso não
merecem conduzir à vida melhor aqueles que estão no caminho
da perdição?".
Animada por estas palavras, a Santa pediu logo:
"Suplico a Vossa divina Majestade, disse, conceder o
estado de graça também às pessoas que vivem em pecado e
estão em perigo de perecer". A estas palavras Nosso
Senhor, cheio de bondade, respondeu: "A confiança pode
facilmente obter tudo" e, em seguida, assegurou-lhe
ter tirado diversas almas do caminho da perdição (Lib. III,
c. 9).
Pais cristãos, não esmoreçais jamais, se vossas
exortações, vossos bons exemplos ficam, aparentemente, sem
resultado para as almas que vos são confiadas;
recorrei à santa Missa e oferecei-a pelos que vos são caros,
e a hora do triunfo virá, tanto mais depressa quanto mais
completa for a vossa confiança.
Outro bem inestimável que recolhemos do santo
Sacrifício da Missa é a expiação dos pecados veniais, que
ofendem a Deus muito mais do que se pensa.
São Basílio torna saliente a malícia deste pecado
em uma parábola: "Que se diria, pergunta ele, de um filho
que racionasse assim: Acautelar-me-ei para não trair meu pai
ou cometer contra ele um atentado qualquer que o obrigue a
deserdar-me; fora disso farei como me agradar, quer meu
procedimento lhe agrade quer não!"
Eis a nossa atitude para Deus, quando cometemos o
pecado venial de caso pensado. É como se disséssemos:
Sei perfeitamente, que dependo, inteiramente, de Deus, que
tudo lhe devo, que me cumula de benefícios todos os dias;
também não quero ofendê-lo gravemente, porém, enquanto se
trata de pequenas imperfeições, deve suportá-las. Minha
vaidade lhe desagrada, entretanto não estou disposto a
renunciá-la; meus movimentos de cólera lhe são
desagradáveis, não quero, porém, aplicar-me a domá-los;
contrário à sua vontade, sei muito bem, é perder horas
inteiras na ociosidade, falar a torto e a direito, rezar com
indolência, apegar tão estreitamente meu coração às coisas
mundanas, perder as ocasiões de fazer o bem, contudo não
tenho vontade de combater estes defeitos.
Oh Deus, que terrível seria o nosso julgamento, se
não tivéssemos para apaziguar Vossa indignação, em face de
um tal procedimento, um sacrifício de reconciliação,
"a fim de que, por sua virtude, nos obtenha a remissão das
faltas quotidianas" (Concílio de Trento, sess. 22.
c. 1). Estas faltas quotidianas são, evidentemente, os
pecados veniais.
Diz um escritor, eclesiástico muito explícito a
respeito deste assunto: "O santo Sacrifício se renova
cada dia, porque pecamos cada dia e cometemos faltas
inerentes à fraqueza humana". Nosso Senhor, é
verdade, deu-nos outros meios para reparar essas faltas
diárias, como a oração, o jejum, a esmola;
nenhuma, entretanto, é tão eficaz como a santa Missa.
Teologicamente falando, também o pecado
venial não obtém perdão sem a contrição. Mas é certo
que, assistindo à santa Missa, para obtermos a expiação de
nossos pecados, aí trazemos, pelo menos
implicitamente, a contrição e o desejo de sermos
purificados. Segundo o padre Gobat, os que assistem
à santa Missa obtêm o perdão dos pecados veniais, mesmo
quando a contrição é imperfeita.
Soares é da mesma opinião: "Jesus Cristo
instituiu, escreve ele, o santo Sacrifício da Missa e lhe
apropriou os méritos de sua morte, para que, em virtude de
seus merecimentos, os pecados quotidianos nos sejam
perdoados" (Tom. 3 dist. 79, sect. 5).
São João Damasco escreve: "O Sacrifício
imaculado da Missa é a reparação de todo o dano, e a
purificação de todas as manchas" (Lib. 4 c. 14).
Isto Nosso Senhor o prometera pelo profeta Ezequiel:
"Derramarei sobre vós água pura e sereis purificados de
todas as vossas culpas" (Ez. 36, 25). Esta água
purificadora brotou do Sagrado Coração de Jesus, donde
jorra, sob o golpe da lança do soldado, segundo estas
palavras proféticas: "Neste dia haverá uma fonte
aberta na cada de David, para lavar as manchas do pecador"
(Ez. 12, 7). Desta fonte sagrada, irrompe, na santa
Missa em borbotões, o precioso Sangue, a água simbólica, da
qual todos podem aproximar-se e purificar-se. Sua abundância
é inesgotável. Nunca a sua entrada está vedada.
Oh, quantos pecadores já vieram e beberam, com
alegria, das águas da salvação! A todos convida São João,
dizendo: "O que tem sede venha; e o que quiser receba,
gratuitamente, a água da vida" (Ap. 22, 17).
Poderias ficar afastado de uma fonte tão
maravilhosa, cujo movimento salutar se faz sentir em cada
Missa? De hora em diante, não te apressarás em chegar ao pé
do altar, animado dum ardente desejo de reaver, para tua
alma, as vestes brilhantes da pureza batismal?
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